MERCADO FINANCEIRO
Câmbio
Após oscilar em queda na primeira parte dos negócios, o dólar à vista devolveu as perdas e subiu no mercado de balcão pouco antes do leilão de compra do Banco Central (BC) à tarde e, na roda da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BMF), as cotações também avançaram antes do fechamento. ''Após o estresse quarta-feira, os investidores venderam moeda pela manhã num sinal de alívio com o feriado nos EUA ontem, mas a expectativa com a reabertura dos mercados em Nova York hoje impôs cautela no final'', disse um operador.
Cotação
O pronto na BM&F terminou na cotação máxima do dia, em alta de 0,03%, a R$ 1,7805; sendo a mínima pela manhã foi de R$ 1,7681, baixa de 0,67%. No balcão, a moeda americana também encerrou no pico do dia, a R$ 1,780 (+0,23%), sendo que a mínima foi de R$ 1,769 (-0,39%).
Liquidez
Com a ausência dos mercados norte-americanos por causa do feriado, a liquidez no mercado cambial diminuiu. O giro total à vista somou cerca de US$ 3,255 bilhões, dos quais US$ 2,632 bilhões em D+2. Este resultado financeiro é 57% inferior ao registrado quarta-feira.
Reflexo
A inversão de sinal do pronto à tarde refletiu a expectativa dos investidores com a reabertura dos negócios em Nova York hoje. Os preços do petróleo seguirão no foco das atenções, assim como novas notícias relacionadas ao contágio da crise do mercado imobiliário subprime nos EUA sobre o setor de crédito e a economia em geral.
Mercado americano
Hoje, os mercados norte-americanos de ações fecharão mais cedo, às 16h (de Brasília). O mercado de títulos do Tesouro encerrará às 17h. Já os contratos futuros de petróleo e derivados na Nymex fecharão às 16h30; no sistema eletrônico, tanto futuros de metais como de petróleo e derivados terão fechamento às 20h15, segundo informações da agência de notícias Dow Jones.
Leilão BC
No leilão ontem à tarde, o Banco Central comprou dólar à taxa de corte de R$ 1,7767. Segundo um operador, foram aceitas duas propostas, de um banco. Oito propostas (sete bancos) foram apresentadas com taxas declaradas, que iam de R$ 1,7760 a R$ 1,7790. Dez instituições não informaram as taxas. Logo após a operação, as cotações renovaram as máximas.
Bovespa
O pregão de ontem foi atípico na Bovespa. Depois de cair mais de 6% nos três pregões anteriores, a Bolsa paulista fechou a quinta-feira em terreno positivo, embora com baixíssimo entusiasmo. O feriado do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos deu espaço para os investidores repensarem o rumo dos negócios. O que não significa que eles tenham visto a luz no final do túnel: hoje os norte-americanos voltam ao pregão e, mesmo num dia de meio-feriado, os especialistas não mostram otimismo para a recuperação.
Movimentação
Ontem, o Ibovespa encerrou a sessão bem perto da estabilidade, com alta de 0,12%, aos 60.653,0 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 60.124 pontos (-0,75%) e a máxima de 61.102 pontos (+0,86%). No mês, a bolsa acumula queda de 7,14%, mas no ano, tem alta de 36,38%. O volume financeiro negociado ontem foi muito baixo, típico para um dia de feriado norte-americano: R$ 2,694 bilhões, o menor desde 3 de setembro (R$ 2,007 bilhões).
Comportamento
Sem o referencial de Wall Street, a Bovespa seguiu ontem, em parte do pregão, o rumo dos negócios na Europa, onde as bolsas fecharam em alta, impulsionadas pelos papéis dos setores farmacêutico e de saúde. O comportamento das commodities no exterior, por outro lado, não acabou fazendo preço sobre as ações da Vale do Rio Doce e Petrobras, visto que os principais metais, como níquel e cobre, caíram lá fora e o petróleo fechou em queda em Londres e também operava neste sentido na Nymex eletrônica.
Juros futuros
O mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, ficou praticamente estável em suas projeções para as taxas de 2008, 2009 e 2010.
Entre os contratos mais negociados, a taxa para abril de 2008 manteve a taxa em 11,19%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada subiu de 11,46% para 11,47%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada retraiu de 11,89% para 11,88%.
Bolsa de Tóquio
A Bolsa de Tóquio se recuperou das fortes perdas recentes e fechou em alta ontem. A recuperação do dólar frente ao iene estimulou a cobertura de posições em ações que estiveram em baixa recentemente. O índice Nikkei 225 subiu 0,3%, ou 51,11 pontos, e fechou em 14.888,77 pontos. O pregão foi marcado por negociações picadas ao longo do dia. As perdas em Wall Street influenciaram o Nikkei 225, mas à tarde os operadores recompraram papéis.
China
As Bolsas da China tiveram fortes quedas devido à expectativa em torno de possíveis medidas a serem adotadas pelo governo para esfriar a economia e às persistentes preocupações sobre o alto preço dos papéis da PetroChina. O Xangai Composto perdeu 4,4% e fechou em 4.984,16 pontos. Já o Shenzhen Composto caiu 4,6% e fechou em 1.253,28 pontos.
Zona do euro
As encomendas à indústria na zona do euro (13 países europeus que compartilham a moeda) caíram 1,6% em setembro ante agosto e subiram 2% na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo a agência de estatística da União Européia, Eurostat. Foi o pior resultado do dado em termos anuais dos últimos 26 meses, desde o aumento anual de 0,4% registrado em julho de 2005. O resultado veio mais fraco que o esperado. Economistas entrevistados pela Dow Jones previam queda de 1% no mês e alta de 5,3% no ano. O Eurostat revisou em alta os dados de agosto para aumento de 0,8% no mês e de 5,3% no ano.
Das Agências





