MERCADO FINANCEIRO
Câmbio
A negociação com dólar à vista no mercado de balcão encerrou ontem, nas praças do Nordeste e Sul do País, que não tiveram feriado, com a moeda cotada a R$ 1,762, em baixa de 0,28%. Nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas não houve negócios com dólar por causa do feriado municipal da Consciência Negra. A BM&F e a Bovespa não funcionaram. O volume financeiro negociado com câmbio foi pequeno, diminuiu 85% ante o registrado segunda-feira, para cerca de US$ 528 milhões, sendo US$ 150 milhões em D+1 e US$ 358 milhões em D+2.
Reflexo
Diante da forte queda externa do dólar ante o euro e da volatilidade das Bolsas em Nova York ontem, o recuo do pronto foi limitado, observou um operador. O S&P 500 oscilou de uma alta de 1,20% até uma queda de 0,60%, com quase 2% de variação no dia, o que deixa o mercado cauteloso. Lá fora, o dólar foi pressionado ante o euro, que renovou recorde de alta intraday contra a moeda norte-americana para US$ 1,4815.
Especulações
Especulações de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) poderia realizar uma reunião de emergência e promover outro corte do juro estiveram por trás das compras do euro ontem de manhã, ao mesmo tempo em que sustentaram também recuperação de praticamente todas as bolsas. As discussões sobre necessidade de eventual reavaliação do regime de câmbio entre os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), entre os quais os exportadores de petróleo, e os comentários do governo chinês sobre a depreciação do dólar igualmente mantiveram o euro em alta.
Construção nos EUA
O número de novas construções subiu inesperadamente em outubro nos EUA, a primeira elevação em quatro meses. Entretanto, a recuperação é acompanhada por um indicador bastante negativo quanto à atividade futura. O número de permissões concedidas em outubro para novas construções caiu ao menor nível em 14 anos, informou o Departamento do Comércio.
Crescimento
O número das construções iniciadas subiu 3% em outubro, para a taxa anual sazonalmente ajustada de 1,229 milhão de unidades, após queda de 11,4% em setembro, para 1,193 milhão - dado revisado de 1,191 milhão (-10,2%). A elevação surpreendeu os economistas, que esperavam queda de 0,9% para a taxa anual de 1,180 milhão. A última vez em que o número de novas construções residenciais subiu foi em junho. Em comparação a outubro do ano passado, o número de novas construções caiu 16,4%.
Negociações
A Votorantim Metais anunciou ontem que assinou um acordo definitivo para aquisição da empresa norte-americana U.S.ZINC, subsidiária da Aleris International Inc., por US$ 295 milhões. De acordo com nota divulgada pela empresa, com a aquisição, a Votorantim absorverá os cerca de 200 funcionários da U.S.ZINC, nos Estados Unidos e 40 na China e elevará para 40% a participação das operações fora do Brasil em seu faturamento.
Segmento
Conforme a Votorantim, a U.S. Zinc é líder no mercado americano em reciclagem de resíduos industriais de galvanização, produção de zinco metálico e produtos de maior valor agregado, como óxido de zinco e pó de zinco, e também tem um braço comercial com atividades de trading. A companhia possui cinco unidades fabris nos Estados Unidos e uma unidade em fase final de construção na China, que entrará em operação no início de 2008.
Recorde
O euro segue sua trajetória de alta contra o dólar e aproxima-se de US$ 1,48, influenciado, entre outros fatores, por especulações de que o banco central americano (Fed) poderia realizar uma reunião de emergência e promover outro corte do juro nos EUA. No final de outubro, a taxa básica americana foi reduzida para 4,5% ao ano. O avanço da moeda européia foi provocado também pelas especulações de eventual reavaliação do regime de câmbio entre os países do Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico (CCG) e pelos comentários do governo chinês sobre a depreciação do dólar. A máxima mais recente atingida pela moeda foi a US$ 1,4799, ontem de manhã.
Bolsas asiáticas
A maior parte das bolsas asiáticas iniciou o pregão de ontem com fortes baixas, influenciadas pelas perdas de segunda-feira em Nova York, mas no final do dia retomaram parte do terreno perdido. Mesmo assim, em grande parte dos mercados a recuperação foi insuficiente para evitar que as bolsas fechassem em queda.
China
As Bolsas da China fecharam em ligeira alta, após reverterem as perdas do início do pregão, ajudadas pelas compras de ocasião em ações de siderúrgicas. Além disso, diminuíram as preocupações dos investidores sobre a adoção de novas medidas de aperto monetário depois das declarações do presidente do banco central, Zhou Xiaochuan. ''Não achamos que precisamos usar frequentemente o ajuste da taxa de juros, mas não excluímos essa possibilidade'' disse ele. O índice Xangai Composto ganhou 0,5% e fechou em 5.293,70 pontos. Já o Shenzhen Composto subiu 1,8% e fechou em 1.327,48 pontos.
Tóquio
A atuação dos caçadores de pechinchas puxou para cima o preço das ações no final do pregão da Bolsa de Tóquio e eliminou o forte declínio que se verificava na sessão da manhã, causado pelo temor de uma recessão e pela incerteza financeira nos EUA. Segundo os operadores, os investidores estão cobrindo posições vendidas, já que alguns dados técnicos mostram que o mercado se encontra excessivamente vendido. O índice Nikkei 225 ganhou 168,96 pontos, ou 1,1%, e fechou aos 15.211,52 pontos nesta terça-feira.
Das agências





