MERCADO FINANCEIRO
Câmbio
A fraqueza do dólar no cenário internacional foi acompanhada pelo mercado cambial doméstico ontem, corrigindo um pouco o forte ajuste de alta registrado pela moeda americana no pregão de ontem no Brasil. Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), a divisa encerrou os negócios com queda de 0,56%, a R$ 1,767, tendo variado de R$ 1,7642 (-0,72%) a R$ 1,7810 (+0,23%) ao longo do dia. O volume financeiro transacionado somou US$ 614,75 milhões. O dólar no balcão também fechou em queda de 0,56%, com a mesma cotação de R$ 1,767.
Valorização
O mercado devolveu ontem parte do ganho apurado pelo dólar na sessão anterior, quando a divisa americana valorizou-se em relação a várias moedas internacionais, inclusive o real, com a diminuição de posições especulativas (carry trade). Tal desmonte, inclusive, refletiu-se na apreciação do iene. Ontem, contudo, o mercado de moedas retomou a tendência de fraqueza do dólar, o que foi acompanhado nos negócios domésticos.
Leilão
Operadores citaram as entradas de dólares ontem no mercado brasileiro como mais um ingrediente para a baixa nas cotações. O Banco Central pagou R$ 1,77 para comprar dólares em leilão no mercado à vista, encerrado às 11h53, mas pouco afetou o rumo das cotações. Entre as taxas conhecidas, a autoridade monetária aceitou três propostas de dois bancos, de um total de 11 ofertas apresentadas por seis instituições financeiras, que variaram de R$ 1,7693 a R$ 1,7720, segundo operadores. Os outros 11 bancos que participaram da operação não divulgaram suas propostas.
Cautela
O clima, contudo, segue mais cauteloso. Parte desse viés mais conservador decorre da expectativa em relação ao início da marcação a mercado dos títulos de operações de crédito nos Estados Unidos. A Securities and Exchange Commission (SEC), que regula o mercado de capitais norte-americano, definiu amanhã como data limite para que os bancos iniciem a marcação. Mas as operações brasileiras estarão fechadas no dia 15, por causa do feriado nacional.
Juros futuros
No mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, caíram as taxas projetadas para 2008 e 2009, com exceção dos contratos para 2010.
Entre os contratos mais negociados, a taxa projetada para abril de 2008 recuou de 11,22% para 11,21%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada cedeu de 11,59% para 11,58%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada avançou de 11,95% para 12,01%.
Lucro do varejo
O grupo de varejo Pão de Açúcar teve lucro líquido de R$ 34,703 milhões no terceiro trimestre deste ano, ante prejuízo de R$ 43,369 milhões em igual período de 2006. A receita líquida da rede de supermercados e hipermercados cresceu 6%, somando R$ 3,496 bilhões, e o resultado bruto aumentou 14,91%, para R$ 1,002 bilhão. O resultado operacional foi de R$ 29,503 milhões, revertendo cifra negativa de R$ 73,485 milhões no terceiro trimestre do ano passado.
Investimento na China
A Alpargatas estuda fabricar sandálias Havaianas na China. A concretização do plano, segundo a consultora de comércio exterior da empresa, Ângela Hirata, está vinculada ao crescimento da demanda pelo produto naquele país. ''Caso o chinês passe a comprar Havaianas, teremos que pensar em uma fábrica lá. O melhor ainda é fabricar no Brasil, mas chegará um momento em que isso será preciso'', disse a executiva durante o comitê de Comércio Exterior e Logística da Amcham (Câmara Americana de Comércio) de Porto Alegre.
Energia
A Agência Internacional de Energia (AIE) avaliou se o preço do barril do petróleo na marca de US$ 100 representaria um transformação no setor energético. ''Psicologicamente, certamente é relevante'', escreveu em seu relatório mensal divulgado ontem. ''Neste nível, os preços do petróleo estariam próximos de seus picos durante a crise de 1980 em termos ajustados pela inflação.''
Conscientização
A agência observou que a atenção da mídia sobre o tema está aumentando a consciência do público com os preços elevados e os consumidores, sentindo o aperto nos bolsos. Autoridades têm manifestado sua preocupação e estão ressaltando a necessidade de se conservar petróleo. A China elevou os preços domésticos dos combustíveis no atacado, enquanto Índia, Malásia e Taiwan estão estudando a necessidade de reduzir os subsídios à commodity.
Mercado Chinês
A expectativa de iminentes medidas de aperto monetário, após Pequim divulgar dados econômicos robustos, fez as Bolsas da China fecharem em queda pelo quarto pregão consecutivo. O Xangai Composto perdeu 0,6% e fechou em 5.158,12 pontos, com volume leve de negociações. Já o Shenzhen Composto caiu 0,7% e fechou em 1.271,74 pontos.
Hong Kong
Compras de ações em oferta e ganhos em papéis de imobiliárias fizeram a Bolsa de Hong Kong terminar no território positivo. O índice Hang Seng avançou 137,62 pontos, ou 0,5%, e fechou aos 27.803,35 pontos. O subíndice do setor imobiliário subiu 2,3%.
Juros do Japão
O Comitê de Política Monetária do Banco do Japão (BoJ) manteve, ontem, por oito votos a um, a taxa básica de juro (overnight call rate) em 0,5% ao ano, uma vez que a contínua instabilidade na economia global e nos mercados financeiros está dificultando as previsões para a economia do país. A decisão de hoje ficou em linha com as expectativas do mercado.
Das agências





