MERCADO FINANCEIRO
Câmbio
O dólar fechou em alta ontem após uma sessão volátil. A moeda norte-americana subiu 0,29%, para R$ 1,741. No mês, o dólar registra alta de 0,17%. O mercado de câmbio se viu dividido nesta sessão por dois movimentos diferentes no cenário externo. De um lado, a queda generalizada do dólar ante outras moedas. De outro, a baixa de mais de 1% das bolsas de valores nos Estados Unidos.
Fluxo cambial
O fluxo cambial terminou o mês de outubro positivo em US$ 6,722 bilhões. Segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central, o resultado foi consequência da contribuição positiva de US$ 5,895 bilhões no câmbio comercial e pelo fluxo positivo de US$ 828 milhões no câmbio financeiro. Em setembro, o fluxo cambial foi negativo em US$ 3 milhões e, em outubro do ano passado, o saldo ficou positivo em US$ 3,187 bilhões.
Exportações
O saldo comercial do mês passado foi atingido com operações de câmbio para exportações de US$ 16,569 bilhões e importações de US$ 10,674 bilhões. Na conta financeira, foram registradas compras de US$ 36,909 bilhões e vendas de US$ 36,082 bilhões. De janeiro a outubro, o fluxo cambial está positivo em US$ 76,776 bilhões. O câmbio comercial teve contribuição positiva de US$ 66,165 bilhões, gerado pelas exportações de US$ 153,507 bilhões e importações de US$ 87,342 bilhões. No câmbio financeiro, foi registrado saldo positivo de US$ 10,611 bilhões de janeiro a outubro, resultado de compras de US$ 274,385 bilhões e vendas de US$ 263,775 bilhões.
After market
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) informou que o pregão ''after market'' alcançou terça-feira recorde de número de negócios, com um total de 3.761 transações, superando as 3.709 realizadas em 27 de setembro de 2007. Também atingiu a marca história em volume financeiro, com R$ 62,439 milhões, ultrapassando o maior valor registrado anteriormente, que foi de R$ 43,496 milhões, no dia 27 de setembro. O ''after market'' da Bovespa funciona diariamente das 18h30 às 19h30, após o horário regular do pregão eletrônico, que opera em sessão contínua das 11h às 18h.
Varejo chileno
A Cencosud, rede chilena de varejo, anunciou ontem a compra da rede de supermercados GBarbosa, no Brasil, por US$ 380 milhões. A informação consta em comunicado enviado à comissão de valores mobiliários do Chile (SVS). O grupo Cencosud espera que a aquisição tenha ''um efeito favorável nos resultados consolidados, embora esse montante ainda não possa ser precisamente quantificado'', afirmou o executivo-chefe Laurence Golborne, em comunicado. A Cencosud é um dos maiores varejistas do Chile, com vendas anuais em torno de US$ 6 bilhões - cerca de US$ 3 bilhões a menos que o Carrefour no Brasil.
O GBarbosa foi fundado no dia 13 de julho de 1955 pelo comerciante Gentil Barbosa, no centro comercial da cidade de Aracaju, Sergipe. O GBarbosa é entre as dez maiores redes varejistas de alimentos do País,
sendo a maior rede do Estado de Sergipe. A rede conta com quatro hipermercados, 13 hipermercados compactos, 23 supermercados, 34 farmácias e seis eletro-show distribuídos entre os Estados de Sergipe, Bahia e Alagoas, onde a marca atua.
Bolsa da China
A procura por ofertas de ocasião fez a Bolsa de Xangai, na China, fechar em alta, após quatro pregões consecutivos de perdas. Os ganhos foram limitados, contudo, pela continuidade do receio de um iminente aumento da taxa de juros, medida que o governo chinês poderá adotar para conter o superaquecimento da economia. O Xangai Composto subiu 1,2% e fechou em 5.601,78 pontos. Já o Shenzhen Composto caiu 0,03% e encerrou em 1.379,30 pontos.
Movimentação
Banco Industrial e Comercial da China (ICBC, na sigla em inglês) ganhou 4,8%, após cair 7,7% nas últimas três sessões, enquanto Bank of China avançou 3,8%, depois de perder 5,1% no mesmo período. Já a peso pesado PetroChina subiu 1,1%, após desmoronar 9% na véspera, em uma realização de lucros após a estréia brilhante na segunda-feira (dia 5). Sua concorrente China Petroleum & Chemical, conhecida como Sinopec, cresceu 2,2%, depois de desabar 8,8% no dia anterior.
Bolsa de Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em queda pela quarta sessão consecutiva, prejudicada pela divulgação de indicadores econômicos fracos, pela situação política e pela realização de lucros nos setores de siderurgia e construção civil. O índice Nikkei 225 cedeu 152,95 pontos, ou 0,9%, e fechou aos 16.096,68 pontos, depois de interromper os ganhos iniciais e passar a cair no pregão da tarde. A desvalorização do dólar em relação ao iene também contribuiu para o resultado.
Créditos hipotecários
A queda de ontem segue-se a uma perda de cerca de 620 pontos em três dias, em parte devido à baixa nos preços das ações do setor financeiro em Wall Street, causada pelos problemas relacionados aos créditos hipotecários de alto risco (subprime). Segundo os operadores da Bolsa japonesa, os investidores estrangeiros estão relutantes em fazer compras agressivas, particularmente de ações de primeira linha, devido ao ambiente de incerteza. Um dos fatores que contribuem para essa incerteza é a decisão do líder do principal partido de oposição, que desistiu de renunciar. Outro fator é o índice de indicadores antecedentes, que caiu a zero pela primeira vez em quase uma década.
Juros australianos
O Banco Central da Austrália (RBA) elevou sua taxa básica de juros em 0,25 ponto porcentual, para 6,75% ao ano. As expectativas do mercado estavam divididas sobre se a taxa básica seria elevada em 0,25 ponto porcentual ou se seria mantida em 6,50% ao ano. Em comunicado, o RBA constata que houve uma aceleração na inflação e que a meta deverá ser superada no primeiro trimestre de 2008. O crescimento da demanda precisa ser contido para que a inflação se mantenha dentro da banda que serve de meta para o RBA.





