MERCADO FINANCEIRO
Câmbio
A apreensão nos mercados internacionais diminuiu e abriu espaço para que a entrada de recursos jogasse o dólar para o menor nível em mais de sete anos e meio, ontem. A moeda norte-americana caiu 0,80%, para R$ 1,736. É o menor patamar de fechamento desde 31 de março de 2000. Agora, mesmo com a alta nas duas primeiras sessões do mês, o dólar registra queda de 0,12% em novembro. ''É fluxo (de entrada). A coisa é pura e simples'', disse Vanderlei Arruda, gerente de câmbio da corretora Souza Barros, explicando a valorização do real.
Recorde Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo divulgou o balanço mensal de seu desempenho em outubro e informou que registrou volume financeiro recorde de R$ 148,4 bilhões, com crescimento de 65% em relação a setembro. O número de negócios também foi histórico, com 4,3 milhões no mês passado e média diária de 195.409, ante 158.035 em setembro, com alta de 24%. O volume médio diário negociado subiu 42,5% em relação a setembro e somou R$ 6,7 bilhões.
Acumulado
Em 2007, até outubro, o volume total negociado na Bolsa já alcança R$ 957,2 bilhões, 60% maior que os R$ 598,9 bilhões registrados durante todo o ano de 2006. Os números expressivos de volumes negociados em outubro são em parte explicados pela forte estréia dos papéis da Bovespa Holding, que já entraram no mercado com giro inferior apenas aos de Petrobras e Vale. As ações que registraram maior giro financeiro em outubro foram Petrobras PN (R$ 17,1 bilhões); Vale PNA (R$ 16,3 bilhões); Bovespa Holding ON (R$ 6,5 bilhões); Vale ON (R$ 5 bilhões); e Bradesco PN (R$ 3,6 bilhões).
Juros futuros
O mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, revisou para baixo as taxas projetadas para 2008, 2009 e 2010. Entre os contratos mais negociados, a taxa projetada para abril de 2008 cedeu de 11,17% para 11,15%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada passou de 11,44% para 11,40%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada recuou de 11,66% para 11,62%.
Parceria
A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) vai se associar ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o lançamento de programa de desenvolvimento de tecnologia na área de geração de energia. De acordo com comunicado da mineradora, o programa terá ''ênfase em processos de geração ambientalmente sustentáveis e no uso de fontes energéticas renováveis''. ''O programa de desenvolvimento prevê investimento inicial de cerca de R$ 220 milhões, em um período de três anos'', detalhou a empresa, em comunicado.
Citigroup
O Citigroup nomeou Richard Stuckey para administrar sua unidade de ativos de crédito imobiliário de alto risco (subprime), com valor estimado em quase US$ 43 bilhões, segundo o site da agência de notícias Bloomberg. O executivo ajudou o Long-Term Capital Management, nove anos atrás, a se recuperar de suas apostas ruins. O LTCM era um fundo de hedge que tinha Myron Scholes e Robert Merton, que dividiram um Prêmio Nobel, em seu conselho de diretores. Após um enorme sucesso inicial, o fundo perdeu US$ 4,6 bilhões em menos de quatro meses em 1998 e se tornou um exemplo do que os riscos potenciais representam para a indústria de fundos.
Fôlego
Stuckey vai dirigir a Subprime Portfolio Group, divisão criada pelo Citigroup após a instituição informar que terá uma baixa contábil de até US$ 11 bilhões com a desvalorização de ativos relacionados a hipotecas de alto risco, e de seu executivo-chefe, Charles O. Prince, renunciar. O executivo vai supervisionar a maior parte dos títulos do banco ligados aos donos de imóveis com histórico de crédito duvidoso.
Zona do euro
O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) na zona do euro (13 países europeus que compartilham a moeda) subiu 0,4% em setembro ante agosto e 2,7% na comparação com setembro de 2006, de acordo com informações da agência de estatística da União Européia, a Eurostat. O resultado representou uma aceleração diante dos números de agosto, quando o PPI cresceu 0,1% no mês e 1,8% no ano, e superou as expectativas de economistas, que previam alta de 0,3% no mês e de 2,6% no ano.
Bolsa de Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em leve baixa, com os negócios amplamente ditados por ações específicas. Segundo os operadores, o comportamento das bolsas norte-americanas deve fixar a tônica do mercado japonês para as próximas sessões. O índice Nikkei 225 perdeu 19,29 pontos, ou 0,1%, e fechou aos 16.249,63 pontos, na terceira queda consecutiva.
Citigroup II
As ações do Citigroup despencaram 6,6%, no seu segundo dia de negócios no mercado japonês. Os operadores acham que as ações podem cair ainda mais ante as incertezas sobre a contabilização das perdas do banco com os títulos atrelados ao crédito hipotecário de alto risco (subprime), bem como sobre a estratégia que a corporação adotará após a renúncia de seu presidente, Charles Prince, no final de semana.





