Câmbio

O dólar subiu pela segunda sessão consecutiva ontem, influenciado pela tensão no exterior com as condições do setor financeiro internacional. A alta, no entanto, foi tímida por conta da perspectiva de fluxo cambial positivo. A moeda norte-americana subiu 0,11%, para R$ 1,750. Após duas sessões, o dólar acumula alta de 0,69% em novembro.

Para 2007
As projeções do mercado financeiro para a cotação do dólar frente o real foi a grande alteração apresentada na pesquisa semanal Focus, do Banco Central, divulgada ontem. De acordo com o levantamento feito junto às instituições financeiras, a expectativa é de que o câmbio encerre este ano cotado a R$ 1,78 (ante R$ 1,80 na semana passada) e, chegue ao final de 2008 no valor de R$ 1,87 (ante R$ 1,90 na semana anterior).

Selic
Em relação à taxa básica de juros da economia brasileira, o mercado manteve a projeção para a Selic no final do ano em 11,25% ao ano, o que mostra a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) não deve mais mexer no juro nacional até o fim do ano. Para o final de 2008, as estimativas de juros continuaram estáveis em 10,25% ao ano.

IPCA e PIB
Já a projeção da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2007 caiu de 3,86% para 3,83%. O IPCA para 2008 manteve-se em 4,1%. Quanto às expectativas de crescimento da economia brasileira, as instituições financeiras consultadas pelo BC mantiveram a projeção de 4,7% para 2007, mas, para 2008, a previsão de expansão da economia caiu de 4,4% para 4,37%.

Comércio Exterior
No âmbito das relações internacionais, a pesquisa do BC trouxe novidades. O mercado reduziu a projeção de superávit da balança comercial para 2007, passando de US$ 41 bilhões para US$ 40,95 bilhões. Para 2008, a expectativa de saldo positivo da balança comercial também foi reduzida, de US$ 34,40 bilhões para US$ 34,10 bilhões.

IED
A expectativa de Investimento Estrangeiro Direto (IED) no País este ano também foi alterada. De acordo com a pesquisa do BC, o mercado elevou de US$ 31 bilhões para US$ 32 bilhões a projeção de recursos externos destinados ao Brasil em 2007. Para 2008, a estimativa permaneceu em US$ 25 bilhões.

Combustível brasileiro
O governador da Flórida, Charlie Crist, disse ontem, durante reunião com empresários brasileiros na Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), que o Estado americano quer ser o portão de entrada do etanol brasileiro nos Estados Unidos. Segundo Crist, a Flórida deseja incrementar a relação de parceria com o Brasil, principalmente na área de distribuição.

Redução de tarifas
Cristi afirmou que seu governo é sustentado pela política de redução de tarifas e que vai lutar para eliminar o imposto existente sobre o etanol, que é US$ 0,54 por galão. ''A Flórida tem uma delegação tremenda no Congresso, que vai buscar a eliminação desse imposto'', disse. Ele ressaltou que apenas em 2007 reduziu impostos no valor total de US$ 37 bilhões, sendo US$ 12 bilhões na semana passada. No momento, a Flórida não importa etanol do Brasil e consome basicamente produto norte-americano vindo do Meio-Oeste e feito a partir do milho.

Potencial
O presidente da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica), Marcos Jank, disse que a Flórida possui um excelente potencial para o etanol brasileiro a partir da retirada da tarifa, prevista para 2009. Segundo ele, a Flórida consome mais gasolina do que todo o Brasil, em torno de 32,7 bilhões de litros por ano.

Inflação nos EUA
A recente baixa das taxas de juros do Federal Reserve (Fed) não deve alterar as perspectivas de inflação nos Estados Unidos, apesar da alta dos preços das matérias-primas, disse ontem Frederic Mishkin, governador do Fed.''A desaceleração esperada do crescimento e o eventual surgimento de capacidade excedente no mercado de trabalho devem reduzir as pressões inflacionárias e a queda de 0,25% não vai alterar muito estas perspectivas'' afirmou Mishkin.

Bolsa da China
As bolsas da China fecharam em baixa pelo terceiro pregão consecutivo, à medida que os investidores institucionais cortaram as aplicações em outras empresas para investir na peso pesado PetroChina, que fez ontem sua estréia doméstica. Para os analistas, o mercado deverá permanecer sob pressão de venda, pois os investidores provavelmente continuarão a desviar seus fundos para a PetroChina. O Xangai Composto caiu 2,5% e fechou em 5.634,45 pontos. Já o Shenzhen Composto perdeu 0,7% e encerrou em 1.377,20 pontos.

Bolsa de Tóquio
As ações dos bancos fizeram a bolsa de Tóquio fechar em queda, em meio à preocupação dos investidores com os novos prejuízos relatados no setor financeiro dos EUA, diante de informações de que o Citigroup deve informar prejuízo entre US$ 8 bilhões a US$ 11 bilhões com operações relacionadas às hipoteca de segunda linha (subprime). O índice Nikkei 225 recuou 1,5%, ou 248,56 pontos, e fechou em 16.268,92 pontos.

Reação negativa
O mercado também reagiu negativamente à notícia de que o líder do Partido Democrático do Japão - o maior partido de oposição do país - Ichiro Ozawa, pode renunciar, depois de ver rejeitada entre os líderes do partido a proposta de uma coalizão com o Partido Liberal Democrático (PLD). Os investidores demonstraram preocupação com a notícia, pois caso se confirme, o governo do país pode enfrentar dificuldades para aprovar medidas de incentivo à economia no parlamento.

Das agências

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