MERCADO FINANCEIRO
Câmbio
A entrada de recursos no País, que se recuperou em outubro após o auge da crise de crédito no exterior, fez o dólar encerrar o mês no nível mais baixo desde março de 2000, a R$ 1,738. A queda acumulada em outubro foi de 5,29%. A baixa de ontem - quinta seguida - foi de 0,86%.
Destaque
O mercado de câmbio voltou a receber em outubro um volume expressivo de capitais após dois meses mais equilibrados. Além da balança comercial, que manteve o superávit, foi destaque a vinda de recursos para operações com ações. Um exemplo foi o IPO (oferta pública inicial de ações) da própria Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que bateu recorde no País com volume de bilhões de reais e participação expressiva de investidores estrangeiros.
Contribuição
Outro fator que contribuiu para a queda do dólar, na opinião de agentes de mercado, foi a interrupção do ciclo de cortes da taxa básica de juros no Brasil. Isso tornou mais atrativos os papéis brasileiros, que mantêm um rendimento maior em comparação com ativos de outros países.
Juros americanos
O Federal Reserve (Fed, o BC americano) manteve a orientação do mês passado e reduziu sua taxa de juros em mais 0,25 ponto percentual, para 4,5% ao ano. O banco mais uma vez agiu para evitar que a crise imobiliária em curso no país, agravada a partir de agosto pela crise no mercado de hipotecas de risco, ultrapasse o limite do setor financeiro e atinja a economia como um todo.
PIB dos EUA
A economia dos Estados Unidos acelerou-se durante o verão (no Hemisfério Norte), apesar do aprofundamento da retração da atividade no setor imobiliário, que foi minimizada pelo aumento das exportações e dos gastos dos consumidores. Segundo a primeira prévia divulgada pelo Departamento do Comércio, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu à taxa anualizada, sazonalmente ajustada, de 3,9% no período entre julho e setembro. No segundo trimestre, a economia registrou expansão de 3,8%, depois de crescer apenas 0,6% no primeiro trimestre.
Exportações
A expansão das exportações e dos gastos com consumo favoreceram crescimento superior ao previsto do PIB norte-americano do terceiro trimestre. O comércio internacional respondeu por 0,93 ponto percentual da expansão do PIB do terceiro trimestre. As exportações cresceram 16,2% no período e as importações avançaram 5,2%. No segundo trimestre, o comércio adicionou 1,32 ponto percentual ao PIB; as exportações subiram 6,5% e as importações caíram 2,7%.
Consumo
O Departamento do Comércio também informou que o índice de gastos com consumo pessoal (PCE) desacelerou, ao subir 1,7% no terceiro trimestre, variação inferior à de 4,3% do trimestre anterior. No entanto, o núcleo do índice, que exclui preços de alimentos e energia, acelerou e subiu 1,8% no terceiro trimestre, após o aumento de 1,4% no trimestre anterior. O índice de preços de compras domésticas brutas, que mede os preços pagos por residentes norte-americanos, subiu 1,6% no terceiro trimestre, abaixo da alta de 3,8% do trimestre anterior.
Emprego na Europa
A taxa de desemprego na zona do euro (13 países europeus que compartilham a moeda) caiu em setembro, puxada por um declínio na Alemanha, embora a taxa tenha sido revisada em alta devido a uma mudança na sua forma de cálculo. De acordo com os dados da Eurostat, o desemprego recuou para 7,3% em setembro na região, de 7,4% em agosto - dado revisado em alta do cálculo anterior de 6,9%. Economistas previam que a taxa ficaria em 6,9%.
Pesquisa
A Eurostat informou que após um acordo com o escritório de estatística alemão, ela começou a usar a pesquisa de força de trabalho contínua para calcular o desemprego mensal na Alemanha. Essa mudança provocou revisões consideráveis nos dados dos últimos meses, que eram calculados utilizando uma fonte temporária, chamada pesquisa mensal telefônica ILO.
Resultado
O relatório de setembro mostrou que a queda na taxa foi liderada pela queda no desemprego alemão de 8,3% em agosto para 8,1% em setembro. Na França, por outro lado, o desemprego ficou inalterado em 8,6%, assim como na Espanha, que permaneceu em 8%.
Tóquio em alta
A Bolsa de Tóquio fechou em alta, com os balanços financeiros das empresas, liderados por montadoras como Toyota Motor e Nissan Motor, ainda influenciando os ganhos. ''O mercado está seguindo uma tendência recente, que é comprar barato ações com bons ganhos'', disse Hiroyuki Fukunaga, estrategista-chefe da Rakuten Securities. Mas ele lembrou que alguns papéis, como Komatsu, que subiram recentemente, têm sido vendidos apesar de seus fortes resultados financeiros. O índice Nikkei 225 subiu 86,62 pontos, ou 0,50%, e fechou em 16.737,63 pontos.
Superávit chinês
O superávit em conta corrente da China atingiu US$ 162,9 bilhões no primeiro semestre do ano, segundo a Administração Estatal de Câmbio (State Administration of Foreign Exchange, Safe). O enorme superávit comercial chinês continua a sustentar o saldo positivo da conta corrente, mas o governo de Pequim afirmou que o objetivo de longo prazo é buscar equilíbrio no balanço de pagamentos, como parte das metas para corrigir os desequilíbrios em seu desenvolvimento econômico. Segundo o órgão, o superávit da conta financeira e de capital do primeiro semestre totalizou US$ 90,2 bilhões.
China
As Bolsas da China fecharam em alta pelo quarto pregão consecutivo. A valorização do yuan em relação ao dólar ajudou as ações das incorporadoras imobiliárias e das companhias aéreas, enquanto a ampla liquidez do mercado estimulou os papéis das pequenas e médias empresas. O Xangai Composto subiu 0,9% e fechou em 5.954,77 pontos. Já o Shenzhen Composto ganhou 2,5% e terminou em 1.463,54 pontos.





