Câmbio
O dólar comercial caiu 0,73% ontem e fechou cotado a R$ 1,756. É a primeira vez em sete anos e meio que a moeda americana encerrou o dia na casa de R$ 1,75. O movimento dos mercados reflete a expectativa de que o banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve, reduza o juro básico do seu país na reunião marcada para amanhã. Atualmente, a taxa está em 4,75% ao ano.

Negócios no Brasil
O escritório central da siderúrgica austríaca Voestalpine, localizado em Viena, confirmou que a empresa anunciará hoje a compra de uma companhia de processamento de aço brasileira, de capital fechado. Segundo a assessoria de imprensa, a empresa que será adquirida produz perfis de aço para a indústria automotiva e de construção. A informação de que a companhia brasileira que será alvo do negócio tem vendas em torno de 100 milhões de euros, segundo informações de uma pessoa familiar ao negócio à agência de notícias Dow Jones, é relativamente precisa.

Presença no Brasil
A Voestalpine já está presente no Brasil, por meio da sua subsidiária VAE Brasil Produtos Ferroviários, especializada em tecnologia de alta velocidade e sistemas subterrâneos de transporte. Neste ano, a Voestalpine adquiriu a Böhler-Uddeholm, que comprou ações da Villares Metals, subsidiária integral da Aços Villares, após o aumento de capital de 159,964 milhões de novas ações da unidade. A Villares Metals permaneceu como companhia fechada.

Lucro de estrangeiros
Os investidores estrangeiros lucraram US$ 151,29 bilhões nos primeiros nove meses do ano com as aplicações em ativos financeiros no País e a compra de American Depositary Receipts (ADRs), recibos que possibilitam às empresas brasileiras serem negociadas nos Estados Unidos. Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), só a valorização da carteira de títulos no Brasil (antigo Anexo IV) de janeiro a setembro somou US$ 83,38 bilhões, com o total dessas carteiras atingindo US$ 184,98 bilhões no final do mês passado.

Valorizadas
Os ADRs de empresas brasileiras negociadas nos Estados Unidos, por sua vez, registraram valorização de US$ 67,91 bilhões no mesmo período, com as carteiras somando US$ 176,43 bilhões em setembro. O lucro acumulado em nove meses pelos estrangeiros superou o total das exportações brasileiras de janeiro a setembro, que atingiu US$ 116,6 bilhões, conforme dados do Banco Central.

Aumento de capital
O Departamento de Organização do Sistema Financeiro (Deorf), do Banco Central, aprovou processo de aumento de capital do Banco UBS S.A. (CNPJ 30.131.502) - de R$ 52.923.361,65 para R$ 230.137.350,85 - e a incorporação dessa instituição pelo Banco UBS Pactual S.A. (CNPJ 30.306.294) e a consequente extinção do incorporado. O aviso de aprovação, publicado na edição de ontem do Diário Oficial da União, informa que o Deorf aprovou também aumento do capital do incorporador (UBS Pactual) - de R$ 296.692.740,10 para R$ 555.006.942,72.

Europa
As Bolsas européias fecharam em alta ontem, com as ações das empresas petrolíferas e mineradoras liderando os ganhos. Também influenciou o ânimo dos investidores a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o BC americano) corte sua taxa de juros amanhã. A Bolsa de Londres avançou 1,97%, para 6.706 pontos; a Bolsa de Paris subiu 0,71%, para 5.836,19 pontos; a Bolsa de Frankfurt encerrou o dia em alta de 0,76% ficando com 8.009,67 pontos; a Bolsa de Milão subiu 0,37%, para 31.299 pontos; a Bolsa de Amsterdã teve alta de 0,67%, fechando com 550,85 pontos; e a Bolsa de Madri subiu 0,81%, para 1.709,56 pontos.

Tóquio
O bom desempenho em Wall Street na sexta-feira e os lucros divulgados por empresas locais, como Nissan Motor e Nippon Yusen, fizeram a Bolsa de Tóquio fechar em alta no início da semana. ''Empresas blue chips têm alimentado o mercado com surpresas positivas'', disse Hiroyuki Fukunaga, estrategista-chefe da Rakuten Securities. O índice Nikkei 225 subiu 192,45 pontos, ou 1,2%, e fechou em 16.698,08 pontos.

Bolsa asiáticas
A alta das bolsas de Nova York, na sexta-feira, ajudou os mercados asiáticos a fecharem com ganhos expressivos, com as bolsas de Hong Kong, Índia, Coréia do Sul e Austrália em nível recorde de alta. A Bolsa de Sydney, australiana, foi estimulada também pela fusão da mineradora Jubilee Mines com a Xstrata. Na Índia, o índice Sensex ultrapassou os 20 mil pontos e chegou a 20.025 pontos, a máxima durante os negócios e fechou aos 19.978 pontos, também recorde, refletindo valorização de 3,8% ou 735 pontos. O índice subiu 13,8% nas últimas seis sessões. A Bolsa de Manila, nas Filipinas, não funcionou devido a um feriado nacional.

Hong Kong
O índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong subiu 3,9% e fechou aos 31.586,90 pontos, patamar recorde, puxado pela abundante liquidez - devido à busca de investimentos nos mercados asiáticos por conta do enfraquecimento do dólar - e pela expectativa de corte nas taxas de juros nos EUA, a ser decidida pelo Federal Reserve. Bank of Communications saltou 10,6%, depois de o HSBC relatar sexta-feira seus planos de elevar sua participação de 19% para 19,9% na quinta maior instituição bancária da China por ativos. O conglomerado Hutchison Whampoa avançou 8,4%.

China
Nas Bolsas da China, a expectativa de que o governo poderá lançar em breve os aguardados índices futuros de ações e um provável e iminente impulso para a liquidez do mercado ofuscaram as preocupações dos investidores sobre um novo aperto monetário. Isso elevou as blue chips e fez as bolsas chinesas apresentarem forte alta. O Xangai Composto subiu 2,8% e fechou em 5.748,00 pontos. Já o Shenzhen Composto ganhou 1,9% e fechou em 1.403,86 pontos.

mockup