Câmbio

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,788 para venda, menor nível desde 31 de julho de 2000. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,920 (venda), em declínio de 0,51%. A intervenção do Banco Central teve pouco efeito sobre os negócios do câmbio. Tendo adquirido divisas à taxa de R$ 1,8084 por volta das 12h30 de ontem, a operação da autoridade monetária não teve influência suficiente para deter a derrocada dos preços do dólar.

Interferência
Operadores de mercado atribuíram a queda de ontem à entrada de recursos de estrangeiros, para participar de IPOs de peso previstos para a semana que vem. IPOs são ofertas públicas de ações. O bom desempenho da Bolsa de Valores têm estimulado mais empresas a lançar ações, o que tem atraído investidores estrangeiros, que enxergam os ativos brasileiros com potencial de retorno atrativo.

Juros futuros
O mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, ajustou suas projeções, após o Copom (Comitê de Política Monetária) ter mantido a taxa Selic em 11,25%. O contrato de janeiro de 2008 apontou taxa de 11,10% ante 11,06% ontem. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada avançou de 11,23% para 11,28%. E no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada subiu de 11,28% para 11,34%.

Em recuperação
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), que chegou a afundar quase 2% no decorrer do pregão, fechou com ganhos, ainda que modestos, ontem. As bolsas americanas recuperaram terreno nas últimas horas do pregão e ajudaram o mercado brasileiro a virar.

Ações negociadas
O Ibovespa, indicador que reflete os preços das ações mais negociadas, valorizou 0,11%, aos 63.261 pontos. O volume financeiro foi de R$ 4,89 bilhões, e também mostrou recuperação perto do encerramento dos negócios.
Enquanto a Bolsa caía, o volume estava bastante reduzido. ''Isso pode parecer contraditório, mas na verdade é bom sinal: uma baixa [das ações] com baixo volume. Mostra que o mercado está realmente comprador'', nota Emerson Lambrecht, diretor de operações da corretora Solidus.

Reflexo
Os negócios na Bolsa não reagiram bem no dia seguinte à decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), que manteve a taxa básica de juros em 11,25% ao ano. Uma parcela do mercado contava com uma redução de 0,25 ponto percentual. A unanimidade dos integrantes do Comitê em torno da decisão desanimou alguns investidores, que não vêem outra oportunidade para cortar os juros antes do final do final do próximo trimestre.

Contribuição
O cenário internacional ajudou a Bovespa a afundar. O preço internacional não parou de disparar, diante da escalada de tensão no Oriente Médio. Ontem, o barril do tipo WTI atingiu a marca histórica de US$ 89, no encerramento dos negócios, o que preocupa investidores, devido a sua repercussão sobre a economia mundial.

Más notícias
O mundo corporativo trouxe outras notícias negativas. O Bank of America, uma das maiores instituições financeiras mundiais. O banco anunciou uma queda de 32% em seu lucro no terceiro trimestre, com perda de receitas e prejuízo na área de investimentos. Analistas viram nos números o reflexo da crise dos créditos imobiliários americanos.

Oportunidades
No decorrer do pregão, investidores nas Bolsas americanas começaram a buscar oportunidades de compra em ações que caíram demais, o que animou ordens de compra por aqui. Profissionais de mercado, há tempos, avaliam que investidores têm optado por realizações intermediárias, isto é, vendendo papéis já valorizados, mas sem deixar de adquirir ações antes do encerramento do pregão.

Empresas
O lucro líquido da Net Serviços teve crescimento 341% no terceiro trimestre, na comparação com o terceiro trimestre de 2006, chegando a R$ 51 milhões. A receita líquida da empresa no período foi de R$ 745 milhões, 28% acima do registrado no mesmo período de 2006. A ação preferencial desvalorizou 0,58%, a R$ 29,10, na Bovespa.

Petróleo
O preço do barril de petróleo ultrapassou a casa dos US$ 89 hoje e bateu novo recorde em Nova York. Além das tensões no Oriente Médio e os temores quanto ao abastecimento mundial antes do inverno (no hemisfério norte), o enfraquecimento do dólar foi apontado como um dos fatores para a disparada da commodity. A queda do dólar atraiu novos investidores e especuladores para o mercado futuro de energia.

Recorde
Na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), o barril de petróleo cru para entrega em novembro fechou as operações cotado a US$ 89,47, novo recorde. Quarta-feira, o preço já havia ultrapassado a barreira dos US$ 89, recuando, no entanto, para US$ 87,40 no fechamento. Na cotação máxima do dia, o barril chegou muito próximo dos US$ 90, a US$ 89,78. Em Londres, o barril de petróleo tipo Brent (de referência na Europa) fechou a US$ 84,60, acima US$ 1,47 do valor de abertura, ontem. Ao longo da sessão, o Brent chegou a cravar novo recorde, aos US$ 84,80.

China
O governo da China deveria ampliar seus esforços para acelerar a abertura de seus mercados e resolver as tensões com seus parceiros comerciais, disse hoje o porta-voz da Comissão de Comércio da União Européia (UE), Peter Power. Ele disse ainda que se não houver progresso na abertura, as vozes nos EUA e na UE a favor do protecionismo podem ganhar força.

Das Agências

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