Fluxo cambial

O fluxo cambial de nove dias úteis de outubro ficou positivo em US$ 1,295 bilhão, segundo o Banco Central. No acumulado do ano o fluxo acumula um saldo de US$ 71,348 bilhões. O valor já é maior do que todo o resultado positivo de US$ 37,27 bilhões do ano passado.

Saldo
No segmento financeiro, o fluxo de recursos está positivo em US$ 7,785 bilhões. Mas a maior participação no saldo cambial fica por conta do segmento comercial, no qual o fluxo acumulado no ano está positivo em US$ 63,564 bilhões. O valor já é maior do que os US$ 57,598 bilhões de fluxo comercial positivo ocorrido em 2006.

Projeção PIB
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu o crescimento econômico projetado para o Brasil em 2008, de 4,2% para 4%, enquanto manteve a previsão de avanço de 4,4% do PIB neste ano, na comparação com números divulgados em julho. As informações constam no relatório ''Perspectiva Econômica Mundial'' (WEO, na sigla em inglês), divulgado ontem.

Desaceleração
De acordo com o documento, o FMI avalia que o ''crescimento no Brasil está acelerado em 2007 em resposta à flexibilização monetária depois que a inflação foi enquadrada nas metas do BC, mas deve desacelerar em 2008''. Em 2006, o FMI registrou taxa de crescimento de 3,7% para o PIB brasileiro.

América Latina
Para o Hemisfério Ocidental, que abrange América Latina e Caribe, o documento prevê crescimento de 5% em 2007 e 4,3% em 2008, este último 0,1 ponto porcentual abaixo do nível projetado anteriormente. Em 2006, estima o Fundo, o crescimento da região foi de 5,5%. ''Projetamos que o crescimento irá ter desaceleração em 2008 devido às relações comerciais que a região mantém com os EUA'', diz o vice-diretor do Departamento de Pesquisa do FMI, Charles Collyns.

Estados Unidos
As projeções para o crescimento da economia norte-americana foram revisadas para baixo, para apenas 1,9%, tanto para este ano quanto para 2008, de acordo com o relatório do FMI. De acordo com o fundo, nos Estados Unidos ''sinais de que o crescimento, provavelmente, vai continuar abaixo da tendência justificaria maior redução do juro, desde que os riscos de inflação permaneçam contidos'', avalia.

Para 2008
A revisão do número projetado para a economia dos EUA em 2008 totaliza 0,9 ponto porcentual, o que representa a redução mais significativa na previsão de crescimento de um país contida no relatório. Em comparação, a revisão para o crescimento do país em 2007 foi de 0,1 ponto porcentual. ''As maiores revisões de baixa para crescimento foram para os EUA'', diz o Fundo.

Outras economias
Todos os países das economias avançadas e a zona do euro (13 países que compartilham a moeda) tiveram projeções reduzidas pelo Fundo ante o relatório anterior. Para a zona do euro, o FMI projeta crescimento de 2,5% em 2007 e 2,2% em 2008. Para o Japão, as projeções indicam taxa de 2% neste ano e de 1,7% no próximo.

Mercado Imobiliário dos EUA
O mercado imobiliário nos Estados Unidos mostra sinais de esfriamento com a queda de 10,2% no número de novas construções iniciadas no país em setembro (1,191 milhão de unidades). Em agosto, esse indicador da construção civil tinha registrado queda de 3,2%. Os dados são do Departamento do Comércio norte-americano.

Surpresa

A queda surpreendeu os economistas que esperavam recuo de 4,2% no número de novas construções para 1,275 milhão em setembro. O número de novas construções em setembro, de 1,191 milhão, é o menor desde março de 1993, quando foi de 1,083 milhão. Em comparação a setembro do ano passado, o número de novas construções caiu 30,8%.

Desafio

O objetivo imediato dos formuladores de política monetária, ou seja, os bancos centrais, é restaurar condições mais ''normais'' dos mercados financeiros e proteger o crescimento econômico, estima o relatório do FMI, divulgado ontem, em Washington. O desafio imediato, diz o Fundo, é manter forte expansão sem inflação. ''Se os riscos se dissiparem, um aperto monetário pode ser necessário. Em oposição, se a desaceleração global for acentuada, a flexibilização teria de ser considerada'', informa o documento.

Brasil pode crescer
O País poderá crescer 5% em média ao ano sem que haja riscos de apagões logístico e elétrico, garantiu ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao Broadcast ao Vivo, serviço da Agência Estado que comemorou hoje sua milésima entrevista. Ele evitou fazer um prognóstico a respeito de um limite em que a expansão da atividade esbarraria em problemas de infra-estrutura, mas disse que o crescimento do Brasil é tranquilo sob a ótica do escoamento da produção.

Na Argentina
O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, ao lado dos executivos dos principais bancos do país, anunciou um plano sob medida para os eleitores: taxas de juros mais baixas para créditos pessoais e para empresas. O anúncio foi feito ontem na Casa Rosada.

Pela campanha
As linhas de crédito com juros reduzidos vão estar à disposição das pessoas físicas e de pequenas e médias empresas até 10 de dezembro, quando o novo governo tomará posse. Se as pesquisas de intenção de votos estiverem corretas, a primeira-dama, Cristina Fernández de Kirchner, será eleita no dia 28 próximo, e seu marido é o principal cabo eleitoral.

Bolsa de Tóquio
O principal índice da Bolsa de Tóquio fechou abaixo dos 17 mil pontos pela primeira vez desde o dia 1º de outubro. As perdas nos mercados norte-americanos anteontem e novas preocupações sobre a crise do mercado de crédito nos EUA tiveram forte impacto sobre papéis de bancos e corretoras. O Nikkei 225 recuou 182,61 pontos, ou 1,1%, e fechou em 16.955,31 pontos, depois de ter chegado à linha dos 17 mil pontos no início da tarde. A Bolsa teve suas perdas acentuadas até o final do pregão em razão da notícia de que a Bolsa da Índia teve suas negociações suspensas por uma hora depois de expressivas quedas.

Das agências

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