MERCADO FINANCEIRO
Nova projeção
As instituições do mercado financeiro reduziram a projeção para a inflação deste ano medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de acordo com a pesquisa semanal Focus divulgada ontem pelo Banco Central. O mercado prevê que o IPCA feche o ano de 2007 em 3,91% ante a expectativa de 4,01% informada na semana passada.
2008
Para 2008, a projeção de inflação manteve-se em 4,10%. Nos dois casos, a previsão está abaixo do centro da meta de inflação determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%, com dois pontos porcentuais de tolerância para baixo ou para cima. A queda reflete o resultado abaixo do esperado do IPCA de setembro (0,18%), divulgado na quarta-feira da semana passada.
Juros
Para a taxa básica de juros, a Selic, o mercado estima um corte de 0,25 ponto porcentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que acontece essa semana (dias 16 e 17), permanecendo em 11% ao ano até o fim de 2007. Para o fim de 2008, o mercado manteve a projeção da Selic em 10,25% ao ano.
Câmbio
Em relação ao dólar, o mercado manteve a projeção da taxa de câmbio para o fim deste ano em R$ 1,85. Para o ano que vem, a expectativa também não teve alterações e a previsão da cotação do dólar frente o real permaneceu em R$ 1,90 no fim de 2008.
PIB
As projeções de crescimento da economia brasileira também não trouxeram novidades. Para 2007, o mercado prevê um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todas as riquezas nacionais) em 4,7% e, para 2008, a expansão da economia deve ser de 4,4%.
Comércio Exterior
Para a balança comercial brasileira, o mercado também não alterou as expectativas. A previsão das instituições financeiras é que o saldo da balança comercial este ano seja de US$ 42 bilhões, com um superávit em conta corrente de US$ 10 bilhões. Em 2008, a projeção é de que o saldo da balança comercial caia para US$ 35 bilhões, com um superávit em conta corrente em US$ 4,25 bilhões.
Estrangeiro
Já as expectativas de investimento estrangeiro direto no País esse ano aumentaram, passando de US$ 29 bilhões para US$ 30 bilhões. Para 2008, a previsão de ingresso de capital externo para investimento no Brasil manteve-se em US$ 22 bilhões.
Bolsas asiáticas
A maior parte das bolsas asiáticas fechou em alta, com destaque para as de Xangai e de Hong Kong, que atingiram recordes de pontuação. A Bolsa de Jacarta, na Indonésia, não funciona nesta semana e a de Kuala Lumpur, na Malásia, também não abriu ontem devido a um feriado.
Petróleo em alta
Fortes ganhos da peso pesado China Mobile e de companhias de petróleo chinesas puxaram a Bolsa de Hong Kong para alta recorde. O índice Hang Seng subiu 702,41 pontos, ou 2,4%, e fechou em 29.540,78 pontos, tendo contudo, chegado aos 29.561,98 durante o pregão.
Forte crescimento
Para operadores, a expectativa é de que o mercado permaneça no terreno positivo, dada a estimativa de forte crescimento econômico da China, evidenciado pela abundante liquidez na região. China Mobile saltou 6% após o UBS elevar seu preço-alvo.
Disparado
Ações das três maiores companhias de petróleo da China também tiveram altas recordes, após o preço do barril do óleo atingir US$ 84,05 em Nova York sexta-feira. Cnooc avançou 9,7%; Sinopec disparou 13,7% e PetroChina terminou em alta de 13%. A incorporadora imobiliária Sino Land ganhou 2,4%.
China
Na China, a Bolsa de Xangai apresentou novo recorde de fechamento, ultrapassando a barreira psicológica dos 6 mil pontos. O rali das blue chips, iniciado na semana passada, continuou ontem com demanda institucional. Além disso, segundo analistas, a alta foi impulsionada por ganhos em ações de corretoras e de equipamentos militares. O Xangai Composto subiu 2,2% e fechou em 6.030,09 pontos, após atingir o pico de 6.039,04 pontos no início do pregão. Já o Shenzhen Composto ganhou 0,5% e fechou em 1.524,54 pontos.
Muito dinheiro
''Há muito dinheiro no mercado à procura de aplicações'', analisou Zhang Gang, da Central China Securities. Algumas blue chips atingiram a alta limite de 10%, como Sinopec, China United Telecommunications e Baoshan Iron & Steel. Os papéis de corretoras se beneficiaram das expectativas de fortes rendimentos nos balanços do terceiro trimestre, enquanto as ações de fabricantes de equipamentos militares foram impulsionadas pelo discurso do presidente Hu Jintao, que revelou a intenção do governo de modernizar as Forças Armadas.
Tóquio
A Bolsa de Tóquio recuperou parte das perdas registradas na sexta-feira (dia 12) e fechou em alta ontem, seguindo os ganhos dos papéis de tecnologia nos EUA no último pregão da semana passada. Além disso, as expectativas de aumento dos pedidos de chips resultou em grande procura por papéis de fabricantes desse componente, como Advantest e Tokyo Electron. O índice Nikkei 225 subiu 26,98 pontos, ou 0,2%, e fechou em 17.358,15 pontos.
Atenção
''O fato de o índice estar nos níveis atuais é apenas resultado da recuperação da queda (ocorrida a partir de meados de julho). Para que (o índice) alcance 18 mil pontos ou mais, precisamos de novos estímulos, sem os quais não haverá mais energia para fazer o mercado subir mais'', disse Hitoshi Yamamoto, presidente da Commerz International Capital Management. Segundo ele, os investidores estarão atentos aos resultados financeiros das principais companhias japonesas no trimestre entre julho e setembro, que serão divulgados a partir da próxima semana.
Das agências





