MERCADO FINANCEIRO
Recorde
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta ontem e renovou seu recorde. O mercado até ensaiou uma realização de lucros, mas no fim do dia, as compras prevaleceram. O destaque desta sessão ficou por conta da Petrobras, que liderou o giro, com volume bem acima de Vale do Rio Doce. Os papéis subiram 1,37 por cento, para R$ 61,99. O Ibovespa fechou em alta de 0,60 por cento, a 62.691 pontos. O volume financeiro ficou em R$ 4,3 bilhões, o mais fraco do mês, mas perto da média diária do ano. O feriado norte-americano deixou os negócios mais fracos.
Poupança
Os depósitos na caderneta de poupança somaram R$ 82,519 bilhões durante o mês de setembro deste ano, contra retiradas de R$ 78,333 bilhões. Como resultado, a aplicação mostrou uma captação líquida de R$ 4,185 bilhões no mês, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, foram depositados R$ 655,454 bilhões, enquanto que as retiradas somaram R$ 639,920 bilhões. A captação líquida no período mostra resultado positivo de R$ 19,72 bilhões.
Avaliação Negativa
Os índices Dow Jones e S&P 500 fecharam em queda ontem, reagindo a uma realização de lucros após os recordes de sexta-feira. A avaliação negativa da Merrill Lynch por parte de duas corretoras, citando a exposição aos problemas do mercado de crédito, também pesou no mercado. O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,16 por cento, para 14.043 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq subiu 0,25 por cento, para 2.787 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve desvalorização de 0,32 por cento, para 1.552 pontos.
Leilão
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,818 para venda, em alta de 0,72%, nas últimas operações de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,940 (venda), avanço de 0,51% sobre a cotação final de sexta-feira. O Banco Central realizou ontem um leilão de compra de moeda, o que não ocorria desde o dia 13 de agosto. A autoridade monetária adquiriu divisas a R$ 1,815 pela manhã. Até agosto, o horário habitual desses leilões era depois das 15 horas. O BC não informa a quantidade de moeda adquirida, mas usualmente, comprava cerca de US$ 500 milhões diariamente.
Volta as compras
Na semana passada, alguns operadores comentavam que o BC provavelmente iria esperar o feriado americano para voltar as compras. ''O mercado realmente não estava esperando. Acredito que esse leilão pegou uma parcela de surpresa, mas o BC, realmente, não ia ser tão previsível assim'', afirma Nélson Moraes, gerente da mesa de câmbio da corretora Fluxo. Ele chama a atenção para o fato de que a moeda realmente subiu após o leilão, mas perdeu força no decorrer da tarde.
Juros futuros
O mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, voltou a subir, acompanhando o câmbio. No contrato de janeiro de 2008, a taxa projetada avançou de 11,04% para 11,05%. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada cedeu de 11,25% para 11,26%. E no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 11,29% para 11,32%. Os preços do grupo Alimentação voltaram a pressionar a inflação medida pelo IPC-S, calculado pela Fundação Getúlio Vargas. O IPC-S foi de 0,34% na semana encerrada na semana do dia 7 de outubro, ante variação de 0,23% registrada na semana de 30 de setembro.
Riscos de contaminação
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou ontem no Rio que os riscos de contaminação da crise do mercado imobiliário dos Estados Unidos ainda não estão totalmente descartados. Segundo ele, o cenário hoje é mais claro e as ameaças são menores, mas persistem. ''O risco não passou. Existe ainda uma certa preocupação principalmente em relação aos Estados Unidos, de que possa haver uma recessão'', disse.
Robustez
Meirelles voltou a afirmar que ninguém está imune a turbulências e que uma crise forte nos EUA afetaria todo o mundo. O presidente do BC disse, no entanto, que o Brasil dispõe hoje de inflação sob controle e dívida pública decrescente como sinais de robustez da economia brasileira. ''O fato concreto é que o Brasil está muito melhor preparado'', disse.
Efeito negativo
As bolsas européias fecharam em baixa ontem, com o efeito negativo exercido pelas ações do setor de mineração. A Bolsa de Londres fechou em baixa de 0,83%, com 6.540,90 pontos e a Bolsa de Paris caiu 0,24%, para 5.829,40 pontos. A queda no setor foi liderada pelas ações da Kazakhmys, que informou que a produção nas minas de cobre neste ano deverá ser ''moderadamente menor'' que a do ano passado. As ações da empresa fecharam em queda de 5,9%.
Também houve queda nas ações da Vedanta Resources (-4,3%) e nas da alemã Kloeckner & Co (-3,8%).
Fusão
O consórcio formado pelo banco espanhol Santander, o belgo-holandês Fortis e o Royal Bank of Scotland (RBS) anunciaram ontem que adquiriram 86% das ações ordinárias (com direito a voto) do holandês ABN Amro por 71 bilhões de euros (cerca de R$ 180 bilhões). É a maior operação de compra ou fusão já realizada no setor bancário mundial. Com esse percentual de ações ordinárias, o trio obtém o controle do ABN.
Influência
A maioria das bolsas da Ásia começou a semana em alta, influenciadas pelo desempenho de Wall Street na sexta-feira e pelos números melhores que o esperado sobre o mercado de trabalho dos EUA. A expectativa em torno dos resultados das empresas no terceiro trimestre também favoreceu algumas bolsas. No Japão, o mercado não funcionou devido a um feriado. No primeiro pregão após a longa semana de feriado, as Bolsas da China bateram recorde de pontuação.
Negociações
O Xangai Composto subiu 2,5% e fechou em 5.692,76 pontos, atingindo o pico de 5.729,96 pontos durante a sessão, com volume moderado de negociações. Já o Shenzhen Composto ganhou 0,6% e fechou também no recorde de 1.541,35 pontos, após chegar a 1.567,74 pontos. As ações de empresas do setor financeiro e imobiliário lideraram a alta. Na semana passada, quando as bolsas chinesas estavam fechadas, esses papéis tiveram ganhos no mercado de Hong Kong, o que estimulou a demanda de ontem na China.





