MERCADO FINANCEIRO
Pressão
As Bolsas norte-americanas retomaram o vaivém durante a tarde antes de o Dow Jones e o Nasdaq fecharem com leves altas e o S&P 500, em queda. Os mercados foram pressionados por fracos indicadores econômicos e uma considerável perda reportada pela construtora Lennar. O comportamento não alinhado de setores da economia dos EUA mantém as incertezas no ambiente de negócios. Os setores de moradia, financeiro e de varejo estão registrando um fraco desempenho enquanto áreas como tecnologia e saúde estão indo bem.
Viés
A Bovespa reverteu o viés negativo e fechou o pregão de ontem com novo recorde, após o enfraquecimento do movimento de realização de lucros e do ajuste às perdas da véspera em Nova York, que pressionaram as operações principalmente na parte da manhã. O Ibovespa encerrou a jornada com acréscimo de 0,24%, aos 58.857,8 pontos - superando a marca histórica registrada segunda-feira (58.719,4 pontos). O volume financeiro somou R$ 5,099 bilhões. No mês, o índice paulista acumula valorização de 7,73%, contabilizando uma alta de 32,34% no ano.
Imóveis
Em Wall Street, as bolsas terminaram sem direção única, com os agentes repercutindo fracos indicadores econômicos e uma considerável perda reportada pela construtora Lennar. As vendas de imóveis usados caíram 4,3% em agosto em comparação com julho, em linha com as expectativas, enquanto a construtora Lennar informou um declínio acima do esperado na receita obtida em seu terceiro trimestre fiscal e anunciou um corte de 35% de sua força de trabalho. As ações da empresa caíram 3,97%. O Dow Jones subiu 0,14% e o Nasdaq avançou 0,58%, enquanto o S&P-500 caiu 0,03%
Recuperação
De volta ao pregão doméstico, a recuperação do Ibovespa acompanhou a melhora nas cotações dos papéis da Companhia Vale do Rio Doce. O declínio das ações da Petrobras, contudo, restringiu um avanço mais expressivo do Ibovespa. Além de realizações de lucros, os papéis da estatal também foram afetados por nova queda do petróleo no mercado internacional.
Dólar
O dólar à vista fechou em queda de 0,61%, a R$ 1,8595 na roda da BM&F, e de 0,59%, a R$ 1,860 no balcão. A rolagem ontem pelo Banco Central de 100% do próximo vencimento de US$ 2,194 bilhões em contratos de swap cambial em 1º de outubro combinada com a percepção de que, passado o pior da crise externa, o dólar estaria menos susceptível a movimentos bruscos de preços motivaram ofertas de moeda e o recuo das cotações. O recuo externo da moeda americana também favoreceu a baixa.
Dólar futuro
No mercado de dólar futuro, o movimento de rolagem concentrou-se nos três vencimentos mais curtos, que projetaram quedas. O volume negociado também cresceu 58%, para cerca de US$ 22,40 bilhões (447.551 contratos). O dólar outubro/07 projetou baixa de 0,59%, a R$ 1,860; o dólar novembro/07, -0,58%, a R$ 1,867; e o dólar dezembro/07, -0,48%, a R$ 1,875.
Indicadores
Entre os indicadores dos EUA previsto para ontem, o dado de vendas de imóveis não mostrou queda tão profunda quanto temiam os analistas, porém, o índice de confiança do consumidor de setembro caiu para o menor nível em quase dois anos, refletindo um mercado de trabalho fragilizado e os temores sobre a volatilidade nos mercados financeiros e em relação ao dólar fraco no mercado de moedas.
Imóveis
As vendas de imóveis usados caíram 4,3% em agosto nos EUA para a taxa anual de 5,50 milhões de unidades, informou a Associação dos Corretores de Imóveis. O nível das vendas em agosto ficou em linha ao previsto, de retração em média de 4,4% para 5,5 milhões de unidades. Em julho, as vendas somaram a média anual de 5,75 milhões de unidades. Já a Conference Board informou que o índice de confiança do consumidor caiu para 99,8 em setembro, de 105,6 em agosto - o menor nível desde novembro de 2005, quando o índice estava em 98,3.
Volatilidade
Esses dados deixaram as Bolsas voláteis, com a volta das preocupações sobre a extensão da crise no mercado de crédito sobre a economia real, e ajudaram a manter o dólar em queda no mercado de moedas. O euro subiu 0,40%, a US$ 1,4136; enquanto o dólar subia 0,07% a 114,80 ienes. O juro dos Treasuries subiram, com queda dos preços.
Queda
O comedimento da manhã se dissipou no pregão vespertino no mercado de juros, com as taxas, principalmente, dos contratos mais longos registrando quedas expressivas. A depreciação do dólar, a colocação bem sucedida de NTN-Bs a taxas abaixo do consenso do mercado no leilão realizado ontem pelo Tesouro e a retirada de parte do prêmio inflação foram os fatores que direcionaram o movimento de queda das taxas projetadas pelos contratos futuros no período vespertino.
Taxas
Na BM&F, o DI janeiro/10, que tinha taxa de 11,41% segunda-feira, cedeu para 11,34% no fechamento. O DI com vencimento em janeiro/09 projetava taxa de 11,23% no fechamento regular da BM&F, de 11,28% segunda. O DI janeiro/08 estava em 11,02%, de 11,03% segunda. No mercado de títulos, a NTN-B 2010 subiu para 6,95%, de 6,90%. O papel para 2011 ficou em 6,96%, de 6,95% segunda, e o título para 2015 estava 6,85%, de 6,82% segunda.
Leilão
O leilão de swap cambial reverso também foi considerado bem sucedido. O Banco Central vendeu integralmente a oferta de até 46.600 contratos de swap cambial reverso, com valor financeiro de US$ 2,194 bilhões. As taxas negociadas no leilão ficaram dentro do consenso de mercado baseado nas taxas do segmento de Fra de Cupom cambial da BM&F. ''Foram dois leilões bem sucedidos, com taxas boas, que ajudaram na queda da cotação do dólar, o que, pode ter impacto futuro para desacelerar a inflação'', comentou uma fonte, ressaltando que a demanda foi muito favorável para os produtos leiloados.





