MERCADO FINANCEIRO
Dólar
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,869 para venda, em leve baixa de 0,05%, nos últimos negócios de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2 (venda), com avanço de 1% sobre a cotação final de sexta-feira. ''A agenda econômica está muito pesada nesta semana. O mercado não está com boas perspectivas para os números do setor imobiliário (de hoje e quinta-feira), enfim, não houve motivos para o pessoal sair vendendo (dólar)'', afirmou Ideaki Iha, analista de câmbio da corretora Fair.
Juros futuros
O mercado futuro de juros, que referência as tesourarias dos bancos, teve ajuste para cima nos principais contratos. A exceção ficou por conta do contrato de janeiro de 2008, a taxa projetada recuou de 11,04% na sexta-feira para 11,03%. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada subiu de 11,23% para 11,28%. E no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 11,36% para 11,41%.
Pregão
A queda dos mercados de ações dos Estados Unidos não foi capaz de derrubar a Bovespa ontem. O pregão brasileiro recuperou tudo o que perdeu desde 24 de julho, quando se iniciou a turbulência mundial das Bolsas, e chegou a bater recorde histórico. A recuperação recente das Bolsas de Valores do mundo foi fortemente influenciada pela queda na taxa básica de juros dos Estados Unidos, que na semana passada passou de 5,25% ao ano para 4,75%. A maioria dos analistas apostavam em redução para 5%.
Instabilidade
A recuperação recente das Bolsas não é sinal de que a crise de crédito acabou, na avaliação de alguns especialistas. ''A tendência de curto prazo ainda é de volatilidade, sugerindo cautela'', afirmou a corretora Spinelli em relatório. Os investidores do mercado brasileiro aguardam nesta semana a divulgação do relatório de inflação do Banco Central. O documento é importante porque, se a avaliação for de que os riscos de inflação não são preocupantes, pode-se reacender o otimismo dos investidores que apostam na continuidade da queda da taxa básica de juros.
Desaceleração
O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou ontem relatório em que aceita a possibilidade de que a economia mundial passe por uma desaceleração em consequência da atual turbulência dos mercados financeiros. Para a instituição - cujas declarações até o momento procuram amenizar o efeito da instabilidade - esta possibilidade ''é agora consideravelmente maior'' do que há quatro meses, quando o FMI avaliou o mercado pela última vez.
Avaliação
O alerta da instituição vem no momento em que analistas procuram avaliar o efeito que a crise originada nos mercados financeiros americanos pode ter sobre a economia real. Alguns avaliam que a economia mundial pode reduzir seu ritmo de crescimento, hoje ''vigoroso'', nas palavras do FMI. O próprio diretor-gerente do Fundo, Rodrigo de Rato, afirmou há cerca de um mês, em São Paulo, que a instituição poderia rever para baixo sua estimativa de crescimento de 5% para este ano. Mas disse que nenhuma revisão seria ''drámatica''.
Crédito
Com crescimento de mais de 20% nos últimos 12 meses, o volume de crédito disponível no Brasil tem subido baseado no financiamento ao consumo. Os R$ 841,507 bilhões de crédito total disponível em agosto representam 33,1% do PIB e o Banco Central espera que essa participação irá subir. ''Nosso crédito cresce para financiar o consumo. Com a dilação dos prazos, o que se espera é que o volume de crédito continue a crescer'', afirmou Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do BC.
Crescimento
A maior participação já registrada foi em janeiro de 1995, quando o volume de crédito total do sistema financeiro nacional chegou a 36,8% do PIB. Em valores nominais, as operações de crédito cresceram 2,9% em agosto na comparação com o mês anterior e 24,8% nos últimos 12 meses. Lopes afirmou que há muito espaço para o crescimento nas modalidade de leasing e crédito habitacional. No entanto, a base dessas duas modalidades ainda é baixa.
Balança comercial
Apesar da redução do superávit comercial, as exportações brasileiras mantêm um ritmo de crescimento em setembro. Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento mostram que a média diária das exportações acumuladas no mês até a terceira semana, de US$ 706,9 milhões, registra uma expansão de 12,4% em comparação à média de US$ 628,9 milhões obtida em setembro de 2006.
Pressão
As ações do setor de mineração limitaram a pressão nas bolsas européias ontem, marcada por nervosismo no setor financeiro e no setor imobiliário, o qual provocou queda em Frankfurt e Paris. Traders disseram que a ausência de indicadores econômicos reduziu a liquidez. O índice FT-100, de Londres, fechou em alta de 0,14% em 6.465,90 pontos; o índice Xetra-DAX, de Frankfurt, cedeu 0,08%, para 7.797,92 pontos; e o CAC-40, de Paris, fechou em baixa de 0,14%, em 5.692,49 pontos.
Recordes
As Bolsas de Hong Kong e da China bateram recordes de pontuação, em meio à forte liquidez. Já os mercados do Japão, da Coréia do Sul e de Taiwan não funcionaram devido a feriados locais. Na Bolsa de Hong Kong, ganhos da China Mobile e da operadora da bolsa, a Hong Kong Exchanges, levaram o índice Hang Seng à quarta alta recorde seguida. A expectativa de que Pequim permitirá a investidores chineses individuais investirem diretamente no mercado local no início outubro estimulou o sentimento do mercado.
Especulações
Para analistas, o mercado subirá ainda mais com as especulações de investimentos chineses, enquanto várias ofertas públicas iniciais esta semana ajudarão a atrair mais recursos para Hong Kong. O índice Hang Seng subiu 2,7% e fechou em 26.551,94 pontos. Hong Kong Exchanges, a blue chip que teve o maior ganho, avançou 8,8%. PetroChina disparou 10,3% e China Mobile, 5.8%. Cnooc saltou 8,2%. HSBC valorizou 1,2%.





