MERCADO FINANCEIRO
Queda
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,870 para venda, com recuo de 0,37%, nos últimos negócios de ontem. Trata-se da menor cotação desde 25 de julho, logo no início da crise financeira que arrasta os mercados de capitais nos últimos meses. Em um mês, a taxa cambial sofreu desvalorização de 7,7%. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,990 (venda), com recuo de 1,48% sobre a cotação final de terça-feira.
Leilão
O Banco Central continua ausente dos negócios, sem realizar o habitual leilão de compra de moeda desde o dia 14 de agosto. Profissionais de corretoras esperavam uma atuação do BC logo que a taxa cambial rompeu o ''piso'' de R$ 1,90, o que não ocorreu. Para alguns, é sinal de que autoridade monetária está bem mais cautelosa do que o esperado.
Juros futuros
O mercado futuro de juros apontou taxas menores. No contrato de janeiro de 2008, a taxa projetada recuou de 11,06% ontem para 11,04%. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada retraiu de 11,40% para 11,33%. E no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 11,53% para 11,42%. O IPC da Fipe subiu 0,19% na segunda quadrissemana de setembro - período de 30 dias até 15/09 -, acima do 0,1% no período imediatamente anterior.
Contaminação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a afirmar ontem que a crise imobiliária pela qual passa os Estados Unidos, e que balançou todos os mercados mundiais, não afeta diretamente o Brasil. ''Até agora, a crise não chegou às fronteiras terrestres e oceânicas porque nós nos preparamos'', disse Lula. ''Nós nos preparamos juntando um volume de reservas de US$ 162 bilhões.''
Tranquilidade
Durante seu discurso, o presidente afirmou que conversará com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, sobre o problema americano. ''A porca entortou o rabo, não deu certo e agora eles estão perdendo. O Brasil está tranquilo'', afirmou.
Avaliação
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse que não cabe ao BC ''elaborar avaliações sobre o que fazem os bancos centrais de outros países e menos ainda dar indicações sobre suas próximas ações''. Ele fez esta afirmação ontem durante evento de investimentos, abordando a decisão unânime de terça-feira do Federal Reserve (Fed, banco centra americano) de reduzir o juro básico do país em 0,50 ponto porcentual, para 4,75% ao ano.
Prevenção
Indagado posteriormente por jornalistas sobre o mesmo assunto, Meirelles afirmou que cada banco central toma suas decisões, fazendo análises conjunturais de cada país e também leva em consideração a inflação futura. ''Cabe ao BC tomar atitudes preventivas e hoje o Fed acredita que o risco de recessão supera o de inflação'', comentou.
Capital fechado
O fundo de investimento em participações Asas, controlador da companhia aérea Gol, a segunda do mercado brasileiro, divulgou comunicado em que menciona a possibilidade de fechar o capital da empresa na Bovespa. Em comunicado ao mercado, o Fundo Asas afirma que analisa ''várias alternativas em relação a sua participação acionária'' na Gol, a exemplo da compra de ações no mercado e ofertas públicas de aquisição de ações da companhia aérea.
Prejuízos
A Gol anunciou prejuízo líquido de R$ 35,4 milhões no segundo trimestre do ano, ante lucro líquido de R$ 106,7 milhões no mesmo período em 2006. A empresa atribuiu o resultado negativo deste trimestre à crise aérea e à aquisição da Varig (VRG), que teve seu controle comprado por US$ 275 milhões em março deste ano.
Interesse
A Petrobras é a principal interessada em comprar os ativos da norte-americana Esso na Argentina, segundo análise de consultores do setor na capital portenha. Analistas avaliam que as negociações estavam muitos avançadas. Na segunda-feira, vence o prazo para a apresentação das ofertas para a seleção convocada pela Esso. Executivos da companhia petrolífera brasileira estão analisando os números da Esso desde a semana passada com o objetivo de apresentar a oferta.
Ganhos
As bolsas européias fecharam em alta ontem, com os ganhos nos setores financeiro e de commodities, impulsionados pelo corte de juros do Federal Reserve terça-feira, elevando as expectativa de crescimento na demanda nos EUA. A Bolsa de Londres subiu 2,81% e fechou com 6.460 pontos; a Bolsa de Paris teve alta de 3,27% e ficou com 5.730,82 pontos; a Bolsa de Frankfurt avançou 2,32% e foi para 7.750,84 pontos; a Bolsa de Milão teve ganho de 2,10% e fechou com 31.172 pontos.
Recorde
A maioria das bolsas da Ásia fechou com forte alta após a decisão do Federal Reserve de reduzir a taxa de juros em 0,5 ponto porcentual, o que superou as expectativas dos mercados. Na China e em Taiwan, contudo, realizações de lucros prejudicaram o desempenho das bolsas. A Bolsa de Hong Kong teve fechamento recorde. O índice Hang Seng subiu 4% e encerrou aos 25.554,64 pontos.
Queda
A realização de lucros em papéis de bancos, companhias aéreas e mineradoras levou as bolsas da China a fecharem em queda. Contudo, as ações de empresas seguradoras mantiveram a aposta altista do mercado que se seguiu ao corte de 0,5 ponto porcentual nos juros dos EUA. O índice Xangai Composto caiu 0,6% e fechou em 5.395,27 pontos. Já o Shenzhen Composto perdeu 1,3% e fechou em 1.489,83 pontos.
Câmbio
A redução dos juros nos EUA fez o yuan se valorizar em relação ao dólar no final do pregão. Na avaliação de operadores, a moeda chinesa deve manter uma firme valorização nas próximas sessões, com os investidores se desfazendo da unidade norte-americana antes da longa semana de feriado nacional, que terá início em 1º de outubro. Para eles, o dólar deverá cair abaixo de 7,50 yuans até o fim do mês. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado a 7,5135 yuans, abaixo da última cotação de terça-feira, que foi de 7,5228 yuans.





