Alta
O preço da moeda americana teve um repique, após seis dias de baixa. O dólar comercial foi negociado a R$ 1,921 para venda, em alta de 1,10%, nos negócios de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,040 (venda), um avanço de 0,99% sobre a cotação final de sexta-feira. O Banco Central já está a mais de um mês ausente do mercado de câmbio, sem realizar seus leilões de compra de moeda.

Superávit
Entre as principais notícias do dia, a balança comercial teve superávit de US$ 29,179 bilhões no acumulado deste ano até a segunda semana de setembro. O saldo está 4,5% abaixo do desempenho registrado no mesmo período do ano passado. O boletim Focus, preparado pelo Banco Central, os analistas mantiveram mais uma vez ainda a projeção sobre a cotação do dólar em R$ 1,90 para dezembro.

Futuro
O mercado futuro de juros apontou taxas mais altas. No contrato de janeiro de 2008, a taxa projetada subiu de 11,08% na sexta-feira para 11,09%. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada avançou de 11,52% para 11,58%. E no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 11,69% para 11,78%.

Solidez
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou ontem que a crise internacional provocada pelo mercado hipotecário dos Estados Unidos tem ajudado a mostrar a solidez macroeconômica do Brasil. Mantega admitiu, no entanto, que o comportamento do preço das commodities, por conta da crise financeira, ainda é imprevisível. Ele ressaltou que mesmo que haja uma demanda menor de commodities, a balança comercial brasileira poderá registrar uma diminuição no saldo. Ainda assim, o resultado continuará positivo.

Demanda interna
Para as empresas, Mantega acredita que a eventual redução da demanda externa será compensada pela demanda interna. ''Mesmo na pior das hipóteses, ainda estaremos bem'', disse o ministro. Mantega afirmou que o PIB brasileiro, neste caso, poderia ter uma desaceleração muito pequena, entre 0,1 ponto percentual e 0,3 ponto percentual em 2008. Mantega ressaltou que neste ano o superávit comercial ficará em torno US$ 40 bilhões. Eventuais efeitos sobre a balança comercial poderiam acontecer apenas no ano que vem.

Juros
A pesquisa Febraban de Projeções e Expectativas de Mercado, realizada entre os dias 13 e 14 de setembro com 40 bancos, trouxe uma novidade, que é previsão dos economistas das instituições financeiras para as decisões de todas as reuniões do Copom em 2008. De acordo com o levantamento, as expectativas indicam que a Selic deverá atingir 11% na última reunião de 2007, taxa que será mantida no primeiro encontro do Comitê de Política Monetária no dia 23 de janeiro, quando o câmbio deve exibir a marca de R$ 1,91.

Estimativa
Para a última reunião do próximo ano, que acontecerá no dia 10 de dezembro, os economistas esperam que os juros devem chegar a 10,25%, enquanto a cotação do real frente ao dólar chegará a R$ 1,94 em termos nominais. O economista-chefe da Febraban, Nicola Tingas, apontou que os 40 bancos esperam que os juros devem ficar no patamar de 11% durante o primeiro semestre de 2008.

Injeção
O Federal Reserve (Fed, o BC americano) injetou ontem US$ 16,75 bilhões no sistema financeiro do país, através de operações de recompra de dívida com um dia de prazo. Em sua primeira operação da semana, o banco central americano decidiu comprar US$ 10,786 bilhões em títulos do Tesouro em propriedade de outras entidades, assim como US$ 5,723 bilhões em títulos de agência, todos através do Fed de Nova York (uma das 12 divisões regionais do BC americano), responsável por esse tipo de operação.

Hipoteca
Do total de dívida adquirida nesta operação - a uma taxa de juros máxima de 5,32% e com vencimento em um dia -, apenas US$ 241 milhões, no entanto, tinham apoio de créditos hipotecários. O setor hipotecário passa por uma crise de falta de efetivo que está afetando os mercados financeiros, devido à grande quantidade de hipotecas de alto risco (subprime), ao arrefecimento do ritmo de crescimento dos preços dos imóveis e à conseguinte perda de confiança por parte dos investidores.

Queda
As bolsas de valores européias fecharam em queda ontem pelo segundo dia consecutivo, pressionadas pelas pesadas perdas entre os papéis da instituição britânica cedente de crédito hipotecário Northern Rock, que na sexta-feira foi forçada a recorrer à linha de crédito de emergência do Banco da Inglaterra. A situação levou analistas do Citigroup a revisarem sua recomendação para o setor, rebaixando o rating de instituições cedentes de crédito como Alliance & Leicester e Bradford & Bingley.

Mercado imobiliário
Os mercados europeus cederam ainda com as declarações do ex-presidente do Fed, Alan Greenspan, prevendo queda maior nos preços dos imóveis nos Estados Unidos. Greenspan comentou também sobre o mercado imobiliário britânico, que, segundo ele, está em direção a uma dolorosa correção. A expectativa com a reunião do Fomc hoje contribuiu para manter os investidores na retaguarda.

Recorde
As bolsas da Ásia tiveram mais um dia de expectativa em relação à reunião do Federal Reserve (Fed, banco central americano), que decide hoje a nova taxa de juros dos EUA. Os investidores esperam um corte de pelo menos 0,25 ponto porcentual. Na China, onde o governo decidiu na sexta-feira aumentar os juros, as bolsas ignoraram a decisão e voltaram a fechar em alta. As ações de companhias aéreas e de seguradoras, que apresentam perspectivas de fortes rendimentos, fizeram as Bolsas da China fechar em alta recorde.

Volume
O índice Xangai Composto subiu 2,1% e fechou em 5.421,39 pontos, com moderado volume de negociações, superando o recorde anterior de 5.412,32 pontos, ocorrido em 6 de setembro. Já o Shenzhen Composto ganhou 2% e fechou no também recorde de 1.512,30 pontos. ''O aumento dos juros não teve impacto no sentimento de alta do mercado'', disse She Minhua, analista do Huai Tai Securities.

mockup