Alta
Notícias positivas de algumas blue chips e da Countrywide Financial, a perspectiva de corte de juro dos Fed Funds na semana que vem e uma aparente calmaria no mercado de crédito dos EUA deram suporte às Bolsas em Wall Street. O Dow Jones operou em alta o dia todo, enquanto S&P500 e Nasdaq oscilaram até terminarem em terreno positivo.
Petróleo
Os mercados de ações na Europa e no Brasil também subiram. A Bovespa beneficiou-se ainda do salto do petróleo, que fechou em nível recorde pelo terceiro pregão consecutivo e pela primeira vez acima de US$ 80 o barril para outubro na Nymex. Os preços dos Treasuries seguiram em queda, a exemplo do dólar. O euro também bateu recorde de alta.
Juros
O mercado de juros destoou dos demais, porque a leitura da ata da última reunião do Copom sugeriu a interrupção no ciclo de flexibilização da taxa Selic, com boa chance de começar já em outubro. A reação foi de correção nas taxas, com maior liquidez. O dólar à vista seguiu em queda pelo quarto dia na roda da BM&F e pela terceira sessão no Balcão e chegou a testar o R$ 1,90 mas não se sustentou abaixo desse patamar. O risco Brasil também voltou a recuar.
Preocupação
O texto do Copom não deixou dúvidas a respeito das preocupações do Banco Central com os riscos de inflação gerada pela demanda doméstica aquecida. Tais incertezas, aliadas à sempre citada defasagem dos efeitos dos cortes recentes dos juros na economia, à piora das expectativas de inflação e ao fato de que a ‘‘contribuição do setor externo para um cenário inflacionário benigno pode estar se tornando menos efetiva’’ levaram os diretores a considerar a possibilidade de, já em setembro, manter a Selic inalterada.
Queda adicional
No entanto, a ata salienta que, apesar de haver argumentos sólidos que sustentariam tal decisão, a avaliação foi de que o balanço de risco para a trajetória de inflação ainda justificaria uma queda adicional. O comunicado pós-decisão já sugeria um tom conservador para a ata, mas ainda assim a objetividade do documento surpreendeu. Como previsto, a deterioração do cenário externo de julho para cá teve seu espaço como um elemento menos favorável ao atendimento da demanda interna e, conseqüentemente, ao controle de pressões inflacionárias.
Apostas
Embora não tenha fechado portas para um corte da Selic no mês que vem, a ata levou muitas instituições financeiras a reforçarem a probabilidade de manutenção dos 11,25% em outubro. A ata antecipa que não haverá corte de juros na próxima reunião, na opinião do diretor da Global Financial Advisor, Miguel Daoud. No entanto, há uma corrente que, apesar de reconhecer o perfil conservador das palavras dos diretores, continua apostando em nova redução do juro em outubro.

Euro
No mercado de moedas, a alta do euro perdeu força ante o dólar durante o dia, após a moeda européia atingir durante a madrugada novo recorde histórico em US$ 1,3929. A pressão sobre o dólar diminuiu um pouco depois que os investidores realizaram parte dos lucros recentes com o euro. Ainda assim, o dólar seguiu em baixa com os investidores na defensiva diante da decisão do BC da Suíça de elevar os juros em 25 pontos-base, levando a meta para a taxa Libor para três meses para o nível de 2,75%, em meio ao forte crescimento econômico e os sinais de alta de inflação.
Ibovespa
O Ibovespa chegou a superar os 55 mil pontos na máxima do dia, quando subiu 2,23% (55.087 pontos), mas encerrou a jornada aos 54.908,2 pontos, com acréscimo de 1,90%. Na mínima, o índice paulista registrou 53.883 pontos - estável. O volume financeiro atingiu R$ 3,943 bilhões. Com a alta de ontem, o Ibovespa reverteu o declínio no acumulado do mês, que até quarta-feira era de 1,38%, e mostra elevação de 0,50%. No ano, a valorização do indicador alcança 23,46%.
Commodities
Além da influência benigna de Wall Street, a alta nos preços de commodities, principalmente petróleo e metais, foi outro componente favorável para a Bovespa, tendo em vista a forte participação que os papéis de empresas ligadas a tais produtos têm na carteira teórica do Ibovespa. As ações da Petrobras - com uma fatia de 13,689% do índice - fecharam com valorização de 1,17%, enquanto os papéis ON avançaram 1,18%, alinhados com o novo avanço nas cotações do petróleo, que fecharam em nível recorde em Nova York pelo terceiro dia consecutivo e pela primeira vez acima dos US$ 80 por barril.
Pregões
Nos EUA, o indicador Dow Jones fechou em alta de 1%, aos 13.424,9 pontos. O índice S&P 500 aumentou 0,84%, aos 1.483,95 pontos. O eletrônico Nasdaq Composite ganhou 0,35%, aos 2.601,06 pontos. Os pregões nova-iorquinos foram influenciados positivamente pelo noticiário empresarial, além da forte expectativa de corte do juro norte-americano - atualmente em 5,25% a ano, na reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed, no próximo dia 18.
(Com Agências)

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