Em queda
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,910 para venda, em baixa de 0,83%, nas últimas operações de ontem. Trata-se da menor cotação desde o dia 8 de agosto. A taxa de câmbio oscilou entre a cotação máxima de R$ 1,935 e a mínima de R$ 1,908. Desde o dia 14 de agosto, o Banco Central parou de realizar seu leilão de compra de moeda. Corretores, no entanto, já começaram a falar no retorno do BC aos negócios, com a taxa cambial próxima do ‘‘piso’’ de R$ 1,90.
Calmaria
A relativa calmaria dos mercados financeiros nas últimas semanas também poderia servir de estímulo para a ‘‘volta’’ da autoridade monetária às compras. Profissionais de mercado notam que o recuo da taxa de câmbio refletiu a boa recepção dos investidores ao resultado do PIB, que mostrou crescimento moderado no segundo trimestre, sem assustar com a ameaça de uma inflação mais alta. O saldo de investimentos estrangeiros (compras menos vendas de ações) na Bovespa está positivo em R$ 808,1 milhões no mês (até o pregão do último dia 6).
Juros futuros
O mercado futuro de juros apresentou recuo. O contrato de janeiro de 2008 projetou juro de 11,06% ante 11,07%. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada retraiu de 11,59% para 11,49%. E no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada evoluiu de 11,89% para 11,78%.
Vigor
O ritmo de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) nacional do segundo trimestre de 2007 voltou a ficar abaixo do vigor exibido por outros países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China). Dados divulgados ontem pelo IBGE mostraram que o Brasil cresceu 0,8%, ante o primeiro trimestre. Na comparação com o segundo trimestre de 2006, a alta foi de 5,4%.
Aceleração
Na Índia, o crescimento da economia foi de 9,3% no período de abril a junho - o primeiro trimestre do ano fiscal do país, no comparativo com o mesmo trimestre de 2006, conforme dado divulgado em 31 de agosto. Mas enquanto o ritmo da economia brasileira se acelerou ante a expansão de 4,4%, anual, do primeiro trimestre, o ritmo da economia indiana apresentou uma moderação ante a expansão de 9,6% do período de janeiro a março, mas superou a previsão dos analistas consultados pela Dow Jones, que previam alta de 8,9%.
Robustez
A China protagonizou aceleração como o Brasil, mas, novamente, com uma robustez maximizada. O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 11,9% no segundo trimestre ante igual período do ano passado, informou o Escritório Nacional de Estatísticas. O crescimento superou o ritmo de 11,1% do primeiro trimestre.

Recessão
A chance de que a economia americana caia em uma recessão nos próximos 12 meses cresceu para 36%, em uma pesquisa com 52 economistas realizada pelo diário financeiro americano ‘‘The Wall Street Journal’’ entre os dias 7 e 10 deste mês. Há um mês, a avaliação era de que a chance de ocorrer uma recessão era de 28%. A crise do mercado de crédito de risco em curso e a desaceleração no setor imobiliário são os fatores que devem puxar para baixo a economia do país, diz a pesquisa.
Turbulência
Para 60% dos entrevistados, a crise das hipotecas e a turbulência nos mercados financeiros de risco está na metade, enquanto os outros 40% disseram que o processo ainda está em seus estágios iniciais. A previsão dos economistas entrevistados para o PIB no quarto trimestre deste ano é de um crescimento de 1,9%, abaixo dos 2,5% registrados no mês passado. para 2008, a projeção de crescimento é de 2,1%, abaixo da estimativa anterior, de 2,6%.
Investimentos
Fundos de pensão americanos mostraram interesse em investir no Brasil, ou mesmo ampliar as aplicações já existentes aqui, antes de o País se tornar grau de investimento. Esta perspectiva foi apontada ontem por representantes de três fundos, de um total de nove que estão em missão no Rio e em São Paulo esta semana. De acordo com eles, o maior obstáculo para investir no Brasil ainda é o desconhecimento em relação à economia doméstica e não o fato de o País não ter recebido ainda a nota máxima das agências de classificação de risco.
Alta
Os investidores também aguardam um corte da taxa de fundos federais (a principal da política monetária americana), hoje em 5,25% ao ano. A Bolsa de Xangai teve alta de 1,2%, fechando com 5.172,63 pontos no índice Shanghai Composite, com a procura por papéis a bons preços - terça-feira, a principal Bolsa chinesa fechou em queda de 4,5% (maior queda em termos percentuais desde julho), devido ao temor de que o banco central chinês eleve sua taxa de juros mais uma vez, para conter a inflação. A Bolsa de Shenzhen fechou em alta de 1,5%, com 1.421,44 pontos no índice Shenzhen Composite.
Petróleo
As bolsas européias fecharam em alta ontem, com a alta nos papéis do setor petrolífero depois que o barril da commodity atingiu o recorde de US$ 79,29 em Nova York. O setor de telecomunicações também foi destaque, após avaliação positiva do setor feita pelo banco de investimentos Merrill Lynch. A Bolsa de Londres subiu 0,41% e fechou com 6.306,20 pontos; a Bolsa de Paris teve alta de 0,53% e ficou com 5.508,01 pontos. (Agências)

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