Cautela
As Bolsas em Nova York se firmaram em alta ontem à tarde e a Bovespa permaneceu em terreno positivo, mas desacelerou os ganhos por causa da cautela dos investidores ante a divulgação do payroll de agosto nos Estados Unidos hoje, quando o mercado brasileiro estará fechado pelo feriado do Dia da Independência. O ambiente externo melhorou com os resultados favoráveis de vendas de grandes varejistas e os indicadores norte-americanos melhores do que o esperado.

Dúvidas
O Fed e o BCE (Banco Central Europeu) voltaram a injetar liquidez, que foi absorvida sem maiores sobressaltos assim como as decisões pela manutenção dos juros básicos pelo BCE e o Banco da Inglaterra. No Brasil, a reunião do Copom, quarta-feira, deixou muitas dúvidas a respeito dos próximos passos da política monetária, com a surpresa do placar unânime em contraponto ao comunicado, cuja leitura sugeriu que esta pode ter sido a última redução da Selic este ano.

Alta
A Bovespa fechou em alta ontem mas longe das máximas do dia, reflexo da cautela ante a divulgação de números de emprego nos Estados Unidos hoje, quando o mercado brasileiro estará fechado pelo feriado do Dia da Independência. O Ibovespa terminou a jornada com alta de 0,30%, aos 54.569,0 pontos, após oscilar da mínima de 54.413,1 pontos (+0,01%) à máxima de 55.094,0 pontos - quando subiu 1,26%. O volume financeiro alcançou R$ 3,945 bilhões.

Humor
Na semana, mais curta, o índice caiu 0,12%, registrando uma perda de 0,12% no mês. No ano, o desempenho ainda é positivo, com alta de 22,70%. De modo geral, o pregão local acompanhou as bolsas norte-americanas, que também fecharam no azul. A decisão da China de elevar o compulsório bancário chegou a afetar negativamente os índices acionários em Nova York e São Paulo no pregão eletrônico, mas dados favoráveis sobre a economia dos Estados Unidos - conhecidos ainda na parte da manhã - ampararam a melhora do humor na abertura dos dois mercados.

China
O pregão paulista ainda foi beneficiado por notícias internas positivas e pela alta no preço das commodities. Os agentes em São Paulo amanheceram com a notícia do Banco Popular da China, que anunciou o aumento do compulsório pela sétima vez no ano, em uma tentativa de conter o excesso de liquidez. A elevação do compulsório de 50 pontos-base, para 12,5%, entrará em vigor em 25 de setembro. Apesar de esperada por analistas, a elevação do compulsório trouxe algum desconforto nas operações eletrônicas, o que foi suplantado por divulgações positivas sobre o ritmo da economia norte-americana.

Produtividade
O Departamento do Trabalho dos EUA informou que os pedidos de auxílio-desemprego feitos na semana passada caíram 19 mil, a maior queda em quase sete meses, para o nível sazonalmente ajustado de 318 mil. A previsão dos economistas era de queda de 4 mil pedidos. Em outra divulgação, o mesmo departamento mostrou que a produtividade das empresas daquele país subiu à taxa anualizada de 2,6% entre abril e junho - acima do aumento de 2,4% esperado.

Influência
Em Wall Street, o indicador Dow Jones fechou com alta de 0,44%, aos 13.363,4 pontos. O índice S&P 500 aumentou 0,43%, para 1.478,55 pontos. E o eletrônico Nasdaq Composite avançou 0,32%, aos 2.614,32 pontos. A Bovespa ainda foi ajudada pela influência dos ganhos das bolsas da Europa, depois de o Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra terem mantido estáveis as taxas de juros.


Dólar
O dólar à vista devolveu ontem quase toda a alta da véspera ao fechar na mínima do dia na roda da BM&F, em baixa de 1,37%, a R$ 1,945, e com queda de 1,17%, a R$ 1,946 no balcão. Essas são as menores taxas do pronto desde o fechamento em 24 de agosto, a R$ 1,942. As cotações oscilaram em terreno negativo desde a abertura e ampliaram o declínio à tarde induzidas pelo posicionamento em alta das Bolsas em Nova York, após a volatilidade da manhã.

Euro
Em Nova York, os preços dos Treasuries caíram (com alta dos juros) e, no mercado de moedas, o dólar recuou ante o euro, mas exibia leve alta ante o iene no fim da tarde. Além disso, o fluxo comercial melhorou em relação ao início da semana, a Bovespa permaneceu em terreno positivo o dia todo embora tenha desacelerado no final da sessão e o risco Brasil cedeu. Na Europa, os mercados de ações também subiram após o BCE e o BC do Reino Unido confirmarem as expectativas do mercado ao manter inalteradas as suas taxas de juros.


Intervenção
Ontem pela manhã, os principais bancos centrais do mundo voltaram a atuar no sistema financeiro. O Fed injetou muito mais reservas no sistema do que o esperado, através de três operações de recompra de títulos somando US$ 31,25 bilhões, com vencimentos em 14 dias, sete dias e um dia. A taxa dos Federal Funds voltou para 5,25% após as operações, segundo o GovPX, do nível de 5,31% antes. Já o BCE realizou operação não regular de liquidez de um dia no total de 42,245 bilhões de euros, à taxa de 4,06% e acima disso.

Recuo
No Brasil, a decisão do Copom, ontem, de reduzir em 0,25 ponto a taxa Selic, para 11,25% ao ano, também foi bem recebida. Os juros futuros recuaram na BM&F, embora os núcleos do IPCA de agosto tenham vindo acima do esperado e limitaram a queda das taxas futuras. O comunicado pós reunião do Copom também restringiu em parte o declínio do juro porque elevou as dúvidas sobre a continuidade ou não dos cortes da taxa básica na próxima reunião em outubro.

Com agências

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