Recorde
A Bovespa registrou volume diário recorde de negócios em agosto, com média de R$ 5,4 bilhões no mês passado contra R$ 4,8 bilhões em julho. Somente nos primeiros oito meses deste ano a Bolsa já superou todo o volume de negócios registrado no ano passado: no acumulado de janeiro a agosto, foram feitos negócios de R$ 718,8 bilhões, ante os R$ 598,9 bilhões em 2006.

Internet
O ''home broker'', que permite investimentos de pessoas físicas pela internet, também registrou recordes: o volume de negócios foi histórico em agosto - R$ 18,3 bilhões, ante R$ 15,7 bilhões em julho

Estrangeiros
O saldo de investimentos estrangeiros, considerado apenas vendas e compras de ações, ficou negativo em R$ 605,89 milhões. No acumulado deste ano, o saldo também é negativo, em R$ 3,992 bilhões. Os investidores não-residentes ainda respondem por cerca de 33% dos negócios realizados diariamente na Bolsa brasileira, à frente inclusive dos investidores institucionais (31,56%), pessoas físicas (22,54%) e instituições financeiras (11,51%).

Inflação
A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de agosto subiu 1,39%, ante alta de 0,37% em julho, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa ficou acima das estimativas. No caso dos três indicadores que compõem o IGP-DI de agosto, o Índice de Preços no Atacado - Disponibilidade Interna (IPA-DI) subiu 1,96% no mês passado frente aumento de 0,42% em julho. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) avançou 0,42% em agosto na comparação com elevação de 0,28% no mês anterior. Já o Índice Nacional da Construção Civil (INCC-DI) teve expansão de 0,26% em agosto, ante alta 0,31% em julho.

Turbulência
A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) informou que a recente volatilidade nos mercados financeiros deve ter um impacto negativo sobre a economia mundial, cujas perspectivas a partir de agora são ''claramente menos brilhantes e mais incertas''. O economista-chefe da entidade que congrega 30 dos países mais industrializados do mundo, Jean-Philippe Cotis, disse que até agora a ação dos bancos centrais tem ajudado a conter a turbulência.

Revisões
A OCDE fez pequenas revisões nas projeções de crescimento econômico para este ano. Para as sete maiores economias do mundo (G-7), a previsão de avanço em 2007 foi reduzida em 0,1 ponto porcentual, para 2,2%. A estimativa de expansão do PIB dos Estados Unidos passou de 2,1% para 1,9%, e da zona do euro de 2,7% para 2,6%. No caso do Japão, foi mantida em 2,4%.

Justificativa
A organização destacou que pode ''haver uma justificativa para algum relaxamento'' da taxa de juros básica nos Estados Unidos, após o corte em agosto da taxa de desconto do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). A taxa de redesconto é válida para os empréstimos do Federal Reserve aos bancos comerciais.

Vendas
O índice de vendas pendentes de casas nos Estados Unidos caiu para 89,9 pontos em julho, menor nível desde setembro de 2001, quando a economia americana foi atingida pelos efeitos dos ataques contra as torres gêmeas do World Trade Center, informou a Associação Nacional dos Corretores Imobiliários. A queda em relação a julho do ano passado foi de 16,1% e em relação a junho deste ano, foi de 12,2%. O nível de 100 pontos é referente à média de vendas pendentes em 2001, quando o índice começou a ser elaborado.

Em baixa
As bolsas européias fecharam em baixa ontem. As quedas nas ações dos setores bancário e automobilístico foram as que mais pesaram nos negócios. A Bolsa de Londres fechou em baixa de 1,66%, com 6.270,70 pontos; a Bolsa de Paris caiu 2,14%, para 5.551,55 pontos; a Bolsa de Frankfurt teve baixa de 1,73%, indo para 7.588,03 pontos; a Bolsa de Milão recuou 2,15%, para 30.774 pontos; a Bolsa de Amsterdã teve queda de 1,50%, para 523,02 pontos; e a Bolsa de Madri encerrou o dia em baixa de 2,30%, com 1.571,26 pontos.

Gastos
O banco de investimentos Merrill Lynch informou ontem em uma nota que avalia de modo negativo os setores financeiro, automobilístico e turístico na Europa, devido à exposição das empresas desses setores a variações em taxas de juros e à queda nos gastos dos consumidores. O banco UBS também citou em uma nota os problemas na economia americana como fator de risco para o setor automobilístico europeu.

Juros
Os investidores europeus também aguardam as decisões sobre juros nesta semana do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra. A expectativa é de que as duas instituições mantenhas suas taxas de juros, depois do abalo nos mercados financeiros causado no último mês pela crise no mercado de hipotecas de risco nos EUA.

Índice Nikkei
A Bolsa de Tóquio fechou em baixa ontem. O índice Nikkei 225 fechou em queda de 1,6%, ficando com 16.158,45 pontos. Persiste entre os investidores japoneses a preocupação quanto aos efeitos que a crise nos créditos imobiliários de risco nos EUA possam ter sobre a economia americana - e a do Japão, uma vez que os EUA são o principal destino das exportações japonesas.

Ganhos
A Bolsa de Hong Kong subiu 0,8%, fechando com 24.069,17 pontos, impulsionada pelos ganhos nos papéis da China Mobile. Durante o dia, o índice atingiu novo recorde, de 24.283,15 pontos. A Bolsa de Xangai subiu 0,3%, fechando com 5.310,72 pontos no índice Shanghai Composite, enquanto a Bolsa de Shenzhen fechou em alta de 0,4%, com 1.476,10 pontos no índice Shenzhen Composite.

Com agências

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