MERCADO FINANCEIRO
Em alta
A Bovespa emendou o quinto pregão consecutivo de alta ontem. O reinício das atividades nas Bolsas americanas reavivou o volume financeiro do mercado brasileiro, com giro de R$ 4,42 bilhões. O Ibovespa, principal indicador da Bovespa, fechou em alta de 0,76%, aos 55.250 pontos. Nos últimos cinco dias úteis, o indicador acumula valorização de 6,98%. O dólar comercial foi negociado a R$ 1,949 para venda, com declínio de 0,30%. A taxa de risco-país marcou 195 pontos, número 2,01% inferior à pontuação final de segunda-feira.
Tendência de baixa
Profissionais de corretoras afirmam que a pausa na crise do mercado de crédito imobiliário americano permitiu que a taxa cambial retomasse sua tendência predominante de baixa. Sem a intervenção do Banco Central, que não realiza seu habitual leilão de compra há mais de 15 dias, a taxa de câmbio tem aberto a taxas mais altas que no fechamento.
Juros futuros
O mercado futuro de juros mostrou declínio nas cotações, às vésperas do anúncio da nova taxa básica de juros do país. O contrato para janeiro de 2008 manteve a projeção de juros de 11,15%. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada retraiu de 11,47% para 11,44%. No contrato de janeiro de 2010, a taxa negociada cedeu de 11,71% para 11,68%.
Tom positivo
Analistas atribuem o tom positivo das Bolsas nos últimos dias à sinalização das autoridades americanas, que devem agir para conter os problemas do mercado de crédito imobiliário dos EUA. No front doméstico, os investidores também operaram à espera da reunião do Copom, que anuncia hoje a nova taxa básica de juros do país. O consenso de mercado aponta para um corte de 0,25 ponto percentual, o que traria a taxa Selic para 11,25% ao ano. Nas reuniões anteriores, a redução foi da ordem de 0,50 ponto.
Tecnologia
As Bolsas americanas fecharam em alta ontem, com o ganho nas ações do setor de tecnologia. Os dados econômicos pouco favoráveis divulgados também elevaram as expectativas dos investidores de que o Federal Reserve corte a sua taxa básica de juros na reunião programada para o próximo dia 18. Os papéis do setor de tecnologia também impulsionaram os negócios. Com os preços baixos, afetados pela onda de vendas vista no mês passado, os investidores voltaram às compras, à procura de oportunidades.
Corte
Os investidores esperam um corte de juros nos EUA para, de certo modo, compensar as restrições maiores ao crédito adotadas por bancos e instituições financeiras - principalmente no segmento imobiliário, devido ao crescimento na inadimplência nas hipotecas de risco. Com menos acesso ao crédito, o consumo pode cair e os financiamentos em empresas ficariam mais difícil, o que poderia desaquecer a economia como um todo.
Bancos
As bolsas européias também fecharam em alta. As ações do setor bancário foram o destaque. A Bolsa de Londres fechou em alta de 0,98%, com 6.376,80 pontos; a Bolsa de Paris teve alta de 0,38%, com 5.672,72 pontos; a Bolsa de Frankfurt teve ganho de 0,96% e fechou com 7.721,77 pontos; a Bolsa de Milão fechou em alta de 0,20%, com 31.451 pontos; a Bolsa de Amsterdã fechou em alta de 1,07%, com 531 pontos; e a Bolsa de Madri fechou em alta de 0,35%, com 1.608,22 pontos no índice Madrid General.
Temor
Já as bolsas asiáticas tiveram um dia de poucos negócios, em meio à falta de notícias do mercado norte-americano devido ao feriado nos EUA. A maior parte das bolsas não apresentou grandes variações nos índices acionários, mas realizações de lucros fizeram a maioria delas fechar em queda. O temor de uma redução na liquidez causada pela abertura de capital de grandes empresas estatais nos próximos meses levou as Bolsas da China a fechar em baixa, liderada pelo recuo dos papéis de grandes bancos.
Comissão Regulatória
O índice Xangai Composto caiu 0,5% e terminou em 5.294,04 pontos, após atingir o recorde de 5.357,93 pontos no início do pregão. Já o Shenzhen Composto perdeu 1,2% e encerrou em 1.470,39 pontos. A Comissão Regulatória de Mercado da China informou que na sexta-feira deverá rever a solicitação da China Construction Bank para emitir mais de 9 bilhões de ações tipo A na Bolsa de Xangai. Outras grandes companhias pretendem vender ações em breve, como PetroChina, China Shenhua Energy e China Mobile.
Nervoso
O principal índice da Bolsa de Tóquio caiu com a realização de lucros em papéis que subiram recentemente, como tradings e empresas de transporte marítimo, enquanto os investidores esperaram a divulgação de importantes dados sobre a economia dos EUA em agosto. O índice Nikkei 225 recuou 104,46 pontos, ou 0,6%, e fechou em 16.420,47 pontos. Segundo operadores, um pregão nervoso com baixo volume de negociações pode deixar o mercado vulnerável a negociações especulativas no mercado futuro. Os investidores podem limitar a procura por bons negócios para um pequeno número de blue chips (ação de primeira linha) e pequenas empresas.
Compra
O Banco do Brasil (BB) anunciou ontem a intenção de comprar o Banco de Brasília (BRB), de propriedade do governo do Distrito Federal. A decisão é uma reação ao processo de fusão e aquisição dos bancos privados, que ameaça a liderança do BB no mercado brasileiro. Em comunicado ao mercado financeiro, BB e BRB informaram que iniciaram estudos para a operação. A expectativa do BB é a de que o processo esteja concluído no início de 2008. Enquanto o BB teve lucro líquido de R$ 2,5 bilhões no primeiro semestre deste ano, o resultado do BRB foi positivo em apenas R$ 37 milhões.





