Otimismo
O dólar fechou em queda ontem de 0,45%, a R$ 1,955. Segundo analistas, dificilmente a moeda vai voltar à cotação dos R$ 2. Por outro lado, também não vai retornar a R$ 1,85. O mercado mantém a projeção de R$ 1,90 para o dólar em dezembro. ''Um certo otimismo voltou ao mercado, mas ainda não é o fim da crise. No próximo dia 11, os bancos americanos começam a divulgar balanços e o mercado espera que podem surgir alguns dados ruins'', afirma Nélson Moraes, gerente da mesa de câmbio da corretora Fluxo.

Balança comercial
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulgou que o saldo comercial da balança foi de US$ 3,535 bilhões no mês passado, 22,4% abaixo do registrado em agosto de 2006 (US$ 4,554 bilhões). Segundo o Ministério, essa queda ocorre porque as compras de produtos importados crescem a um ritmo superior ao registrado pelas exportações. As vendas subiram apenas 10,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, já as importações tiveram um incremento de 26,9%.

Juros futuros
O mercado futuro de juros abriu o mês em queda. O contrato para janeiro de 2008 apontou juros de 11,15% ante 11,17%, na sexta-feira. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada cedeu de 11,55% para 11,47%. No contrato de janeiro de 2010, a taxa negociada passou de 11,82% para 11,71%.

IGP-M
O repasse para o varejo da atual movimentação de alta de preços no setor agrícola, detectada pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de julho, será sentido na primeira quinzena deste mês, e de forma mais intensa no segundo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) do mês - que será referente à quadrissemana encerrada em 22 de setembro. A avaliação é do economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Braz.

Europa em alta
As bolsas européias fecharam em alta. Com o feriado do Dia do Trabalho nos EUA, os investidores se concentraram nas ações de empresas européias, com destaque Gaz de France, Suez e DaimlerChrysler. A Bolsa de Londres fechou em alta de 0,19%; a Bolsa de Frankfurt teve ganho de 0,14%; a Bolsa de Milão fechou em alta de 0,34%; a Bolsa de Amsterdã fechou em alta de 0,50%; e a Bolsa de Madri fechou em alta de 0,48%.

Exceção
A exceção do dia foi a Bolsa de Paris, que encerrou o pregão em baixa de 0,20%, com 5.651,27 pontos. O Deutsche Bank elevou sua meta de preços para as ações da DaimlerChrysler ao avaliar que, após a separação da americana Chrysler, as margens de ganhos da alemã Daimler deverão aumentar. A DaimlerChrysler venderá uma participação de 80,1% na Chrysler ao investidor financeiro Cerberus Capital Management por 5,5 bilhões de euros (US$ 7,48 bilhões).

Fusão
O conselho de administração da empresa Suez aprovou a fusão com o grupo público Gaz de France. O Estado francês se reservará 34% do novo grupo GDF-Suez, que controlará 35% do setor ambiental (água, limpeza) da Suez, de acordo com o novo esquema apresentado aos administradores. A fusão Suez-GDF tem valor estimado em 90 bilhões de euros (US$ 123 bilhões), que significa o nascimento do quarto gigante mundial do setor. O novo grupo pode entrar em atividade em meados de 2008.

Euro
O comissário europeu de Assuntos Econômicos e Monetários, Joaquín Almunia, disse ontem que a turbulência dos mercados não vai afetar o crescimento da zona do euro em 2007. Ele considerou, no entanto, que há riscos de ''alguns décimos'' em 2008, ainda que tenha deixado claro que ''em qualquer caso, a economia européia está assentada''. Almunia diz que a instabilidade dos mercados financeiros com a crise das hipotecas de crédito de alto risco (''subprime'') nos Estados Unidos não modificarão as previsões de crescimento feitas pela Comissão Européia.

Prontidão
Sem as Bolsas americanas ontem, o dia foi de volume moderado de negócios. Na sexta-feira as bolsas fecharam em alta depois que o presidente do Federal Reserve (o BC americano), Ben Bernanke reafirmou o compromisso do banco de continuar ''de prontidão'' para reforçar a liquidez (oferta de dinheiro) no sistema bancário e agir ''na medida do necessário para limitar os efeitos adversos na economia como um todo'', surgidos da crise nos créditos de risco.

Garantia
Também foi recebido com otimismo o plano do presidente dos EUA, George W. Bush, pelo qual a FHA (Administração Federal da Habitação, na sigla em inglês) poderá garantir os empréstimos de proprietários em dificuldades com mais de 90 dias de atraso em seus pagamentos, propondo um refinanciamento de sua dívida a taxas menores. Ele discutiu também a união de grupos comunitários, agências e companhias governamentais para ajudar no refinanciamento de hipotecas de pessoas de baixa renda.

Tóquio em queda
A Bolsa de Tóquio teve queda de 0,27% ontem, fechando com 16.524,93 pontos no índice Nikkei 225. Com o feriado do Dia do Trabalho nos EUA, os investidores venderam ações para realizar os lucros acumulados nas últimas sessões. Também afetou o ânimo dos investidores a renúncia do ministro da Agricultura, Takehido Endo, que estava no cargo desde 27 de agosto, por suposto envolvimento em um caso de fraude de assistência financeira.

Xangai em alta
A Bolsa de Xangai, na China, fechou em alta de 1,96% aos 5.321,06 pontos no índice Shanghai Composite - ficando pela primeira vez acima dos 5.300 pontos. Os investidores se animaram com as informações de um negócio envolvendo a China Eastern Airlines, a Singapore Airlines e a Temasek Holdings. A Bolsa de Shenzhen fechou em alta de 1,63%, com 18.164,04 pontos no índice geral.

Ações
Já Bolsa de Hong Kong caiu 0,3%, fechando com 23.904,09 pontos, com vendas de papéis devido ao receio dos investidores quanto a atrasos no programa de abertura do mercado de ações de Hong Kong para investidores estrangeiros. A Bolsa de Seul (Coréia do Sul) fechou em alta de 0,5%, com 1.881,81 pontos, impulsionada pelas ações do setor siderúrgico.

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