Dia instável
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve um dia instável ontem e ''descolou'' de sua habitual referência externa, o mercado americano, puxada pela valorização dos papéis ''carro-chefe'' do pregão brasileiro: as ações da Vale do Rio Doce. O Ibovespa, principal indicador da Bovespa, valorizou 0,23% no encerramento, aos 52.858 pontos. O volume financeiro foi de R$ 4,18 bilhões.

Destaques
No fechamento, Vale ON avançou apenas 0,43%. As ações PNA subiram somente 0,18%, mas giraram quase R$ 602 milhões. Outra blue chip do Ibovespa, a Petrobras, teve encerramento melhor: as ON subiram 1,40% e as PN, 1,39%. As maiores altas ficaram com Telemar PN (+3,40%), Usiminas PNA (+2,80%) e BB ON (+2,19%). Na outra ponta, Eletrobrás PN recuou 4,22%, Cyrela ON caiu 4,14% e TAM PN teve baixa de 4,04%.

De novo, os EUA
Os mercados mundiais foram afetados pela tensão com os problemas da economia americana. Investidores contam os dias para a reunião com integrantes do Federal Reserve (banco central dos EUA), quando será decidida a nova taxa básica de juros desse país.

Torcida
Investidores e analistas ''torcem'' por uma redução de pelo menos 0,25 ponto percentual - para 5% ao ano - já que um afrouxamento da política monetária da maior economia do planeta é vista como a saída mais rápida para as recentes turbulências financeiras que arrastaram as Bolsas de Valores globais.

Incertezas
O relativo otimismo de que o Fed vai cortar os juros na reunião do dia 18, no entanto, ganha ou perde força a cada indicador econômico. O governo americano divulgou uma estimativa prévia para o crescimento do PIB no segundo trimestre: 4%, que aumentou as incertezas dos investidores.

Situação delicada
''O Fed está em uma situação bastante delicada e muito menos trivial do que os mercados apontam em sua curva de juros'', comenta o economista-chefe da corretora Ativa, Arthur Carvalho, em comentário distribuído nesta semana.

Câmbio
O dólar comercial foi cotado a R$ 1,974 para venda, em alta de 0,35%. A taxa de risco-país marcou 202 pontos, um acréscimo de 3,58% sobre a pontuação final de ontem. O Banco Central continua ausente do mercado de câmbio, sem realizar o habitual leilão de compra de moeda promovido diariamente nos últimos meses.

Fluxo
Corretores atribuíram a recuperação da moeda ao fluxo regular dos bancos. Grandes instituições estrangeiras, que precisam remeter recursos para o exterior, têm feito operações tanto no mercado à vista quanto no mercado futuro, que por vezes puxam o valor da moeda americana próximo ao horário de encerramento dos negócios.

Captações
''Pelo lado financeiro, o fluxo está um pouco debilitado. As captações externas estão começando a rarear. Já na parte comercial, os exportadores estão vendendo, já que de R$ 1,85 (cotação de julho) para R$ 1,96, muita gente já acha que subiu bastante'', afirma Olívio Rodrigues Júnior, diretor da corretora Graco.

Juros futuros
O mercado futuro de juros, mais uma vez, projetou taxas menores. O contrato para janeiro de 2008 manteve a a projeções dos juros em 11,17%. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada recuou de 11,62% para 11,60%. No contrato de janeiro de 2010, a taxa negociada passou de 11,90% para 11,88%.

Européias
As bolsas européias fecharam em alta. A Bolsa de Londres subiu 1,30%, a Bolsa de Paris encerrou o dia com avanço de 1,31%, a Bolsa de Frankfurt teve ganho de 1,09%; a Bolsa de Milão fechou em alta de 0,86%, a Bolsa de Amsterdã fechou em alta de 1,35% e a Bolsa de Madri fechou em alta de 0,90%.

Wall Street
As Bolsas americanas encerraram suas operações ontem com sinais contrários, antes do esperado discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke. O índice Dow Jones caiu 0,38%, fechando a 13.238,73 pontos. Já o Nasdaq subiu 0,08%, a 2.565,30 unidades. O Standard and Poor's 500 recuou 0,42%, terminando o pregão a 1.457,64 pontos.

Petróleo
O petróleo fechou em ligeira queda em Nova York e Londres, depois da alta da véspera ligada aos temores em relação ao nível dos estoques americanos. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet'' para entrega em outubro caiu 15 centavos, ficando a US$ 73,36. No Intercontinental Exchange de Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em outubro perdeu 23 centavos, a US$ 71,90.

Com agências

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