Ausência de más notícias
  A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a fechar com forte alta no pregão de ontem. Na ausência de más notícias sobre a crise dos ‘‘subprimes’’, os investidores voltaram às compras, praticamente recuperando as perdas de ontem. Nos 21 pregões deste mês, a Bolsa teve fechamento positivo em 13. O Ibovespa, principal ‘‘termômetro’’ dos negócios da Bovespa, valorizou 2,11%, aos 52.734 pontos. O volume financeiro foi de R$ 3,83 bilhões.

Cena externa
  Os negócios na Bolsa acompanham a cena externa, bastante volátil e movimentada dia a dia pelos indicadores econômicos dos EUA e notícias de ‘‘quebradeiras’’ por conta dos problemas no mercado de crédito imobiliário. Ontem, a ausência de más notícias - e a forte desvalorização de ações na terça-feira - animou os investidores.

Incertezas
  De um lado, ainda há muita incerteza no mercado sobre a extensão das perdas dos bancos e fundos de investimentos com os chamados ‘‘créditos subprime’’ (de alto risco). Por outro lado, há um relativo otimismo de analistas e investidores de que o Federal Reserve (banco central dos EUA) vá cortar os juros básicos dos EUA em sua próxima reunião.

BNP Paribas
  Entre as principais notícias do dia, o banco francês BNP Paribas descongelou os saques em dois dos três fundos que havia congelado no último dia 9 devido aos investimentos desses fundos ligados ao mercado de hipotecas de risco nos EUA.

Histórico
  No início do mês, quando bloqueou os saques dos três fundos, o banco francês provocou uma derrocada generalizada nas Bolsas. Na data, analistas interpretaram a medida da instituição financeira, uma das maiores da Europa, como o sinal de que a crise dos ‘‘subprimes’’ havia ultrapassado as fronteiras dos EUA.

Câmbio e risco
  O dólar comercial foi negociado a R$ 1,967 para venda, um decréscimo de 1,74%, nas últimas operações. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,110 (valor de venda), em declínio de 0,47% sobre o valor final de ontem. A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+ (JP Morgan), marca 196 pontos, um recuo de 6,66% sobre a pontuação final de terça-feira.

Exportadores
  Profissionais de mercado atribuíram a queda de ontem ao movimento de exportadores despejando moeda no mercado. Embora haja incertezas sobre o desdobramento da crise dos créditos ‘‘subprime’’, boa parte dos corretores de câmbio trabalha com um dólar ainda abaixo dos R$ 2 para as próximas semanas.

Juros futuros
  O mercado futuro de juros recuou, acompanhando o câmbio. O contrato para janeiro de 2008 projetou juro de 11,18%, contra 11,19% terça. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada recuou de 11,69% para 11,61%. No contrato de janeiro de 2010, a taxa negociada passou de 12% para 11,88%.

Européias
  As bolsas da Europa fecharam em alta ontem. A alta nas ações da Nokia e o dia positivo em Wall Street ajudaram os investidores europeus a reverterem os índices negativos de terça-feira. A Bolsa de Londres fechou em alta de 0,49%,; a Bolsa de Paris encerrou o dia em alta de 0,84%; a Bolsa de Frankfurt teve ganho de 0,12%; a Bolsa de Milão fechou em alta de 0,83%; a Bolsa de Amsterdã fechou em alta de 0,55% e a Bolsa de Madri fechou em alta de 0,35%.

Wall Street
Nos EUA, as Bolsas registram alta, com os investidores aproveitando os preços baixos após as quedas de mais de 2% na terça. O mercado financeiro em Nova York teve queda anteontem devido à falta de sinais na ata do Federal Reserve (Fed, o BC americano) referente à reunião deste mês sobre um eventual corte de juros.

Petróleo
  Os preços do petróleo subiram ontem, fechando acima dos US$ 73 em Nova Iorque, após o anúncio de uma forte queda nas reservas de cru e gasolina nos Estados Unidos, que reforçou os temores sobre o abastecimento do mercado. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de light sweet para entrega em outubro subiu US$ 1,78, fechando a US$ 73,51. Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte no contrato de outubro ganhou US$ 1,58 dólar, encerrando o pregão a US$ 72,13.

Asiáticas
  As Bolsas asiáticas fecharam em queda, seguindo os resultados negativos de terça-feira em Wall Street. Os investidores americanos reagiram com pessimismo à divulgação da ata da reunião do Federal Reserve (Fed, o BC americano) deste mês, que não trouxe nenhum sinal de que um corte na taxa básica de juros do banco possa estar próximo.

Asiáticas 2
  Na Ásia o temor é que uma recessão nos EUA (causada pelos problemas no mercado de crédito de risco) afete as exportações - os EUA são um dos principais destinos dos produtos exportados pelos países asiáticos. No Japão, o índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, fechou em baixa de 1,7%, e chegou a perder até 2,5% durante o pregão. A Bolsa de Hong Kong fechou em queda de 1,5%, com 23.020,60 pontos no índice Hang Seng. Já a de Xangai caiu 1,6%, para 5.110,52 pontos, após a onda de resultados recordes vistos nas últimas sessões.

Com agências

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