Invertendo a tendência
  A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) inverteu a tendência de baixa, predominante no pregão de ontem, e encerrou os negócios em território positivo. O Ibovespa, indicador da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), valorizou 0,20%, aos 51.848 pontos. O volume financeiro foi de R$ 4,66 bilhões, acima da média.

Lucros
  O pregão de ontem foi reservado para o que no jargão do mercado se chama de ‘‘realização de lucros’’, quando investidores vendem ações muito valorizadas após uma jornada contínua de ganhos. Embora a Bovespa tenha despencado desde o final de julho, as incertezas sobre a crise financeira global deram motivo para uma liquidação de papéis após a valorização de 7,77% dos últimos quatro pregões.

Moody’s
  Perto do encerramento dos negócios, a agência de classificação Moody’s elevou o rating do Brasil, após as revisões da Standard & Poor’s e Fitch Ratings. ‘‘A contínua acumulação de reservas internacionais propicia um colchão financeiro e deve servir como defesa contra choques externos’’, justificou o analista sênior da Moody’s, Mauro Leos.

Análise
  ‘‘O mercado já estava melhorando nos últimos minutos, com algumas poucas operações (de compra). A nota da Moody’s ajudou a subir um pouco mais o índice’’, afirma Expedito Araújo, analista da corretora Alpes.

Destaques
  Petrobras PN subiu 0,33% e ON, 0,68%, enquanto Vale ON avançou 1,87% e Vale PNA, 2,07%. Vale reagiu à recuperação dos metais no exterior, enquanto a Petrobras teve um empurrão dos preços do petróleo. As maiores altas do dia ficaram com BrT Par PN (+6,50%) e ON (+5,81%), seguidas por Souza Cruz ON (+4,06%). Na outra ponta, Eletrobrás PNB caiu 4,33%, Cyrela ON, -4,12%, e Aracruz PNB, -4,10%.

Câmbio
  O dólar comercial fechou ontem negociado a R$ 1,991 nas cotações de venda, uma baixa de 1,09%. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,130 (valor de venda), o que representa uma queda de 0,93% sobre o preço anterior. A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+ (JP Morgan), marcou 202 pontos, um decréscimo de 0,5% sobre a pontuação final de ontem.

Calmaria
  O Banco Central completou dez dias de virtual ‘‘ausência’’ do mercado de câmbio, sem realizar o leilão de compra de moeda, realizado diariamente nos meses passados. Profissionais de corretoras apontam que a ‘‘calmaria’’ nas Bolsas de Valores, muito menos instáveis na comparação com a semana passada, permite que o mercado de câmbio retome a tendência predominante de baixa.

Juros futuros
  O mercado futuro de juros projetou taxas mais altas ontem. Entre as principais notícias do dia, o IPCA-15, uma ‘‘prévia’’ do índice oficial de inflação, teve alta de 0,42% em agosto, contra expectativas de 0,34% do mercado.

Taxas
  O contrato para janeiro de 2008 projetou juro de 11,28%, contra 11,26% quarta. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada subiu de 11,74% para 11,77%. A exceção ficou por conta do contrato de janeiro de 2010, em que a taxa negociada passou de 12,08% para 12,03%.

Wall Street
  Em Nova York, o Dow Jones fechou estável em 13.235,9 pontos; o S&P 500 caiu 0,11%, para 1.462,50 pontos; e o Nasdaq recuou 0,43%, para 2.541,70 pontos.

Européias
  As bolsas européias fecharam em ligeira alta, quinta sessão consecutiva de ganhos, em meio ao cenário de relativa calmaria após as turbulências registradas na semana passada. Entre os destaques de ontem estiveram os resultados das redes varejistas.

Índices
  A Bolsa de Londres fechou em ligeira variação positiva de 0,01%; a Bolsa de Paris teve valorização de 0,09%; na Bolsa de Frankfurt, a valorização foi de 0,15%; a Bolsa de Milão teve expansão de 0,29%; e a Bolsa de Amsterdã fechou em alta de 0,09%. A exceção do dia foi a Bolsa de Madri, que fechou em baixa de 0,38%, com 1.573,22 pontos.

Petróleo
  Os preços do petróleo subiram ontem porque os mercados estão preocupados com o nível das reservas de gasolina, considerado baixo, no dia seguinte ao anúncio de queda acentuada dos estoques do combustível nos Estados Unidos. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ‘‘light sweet crude’’ para entrega em outubro, subiu 57 centavos, fechando a US$ 69,83.
Com agências

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