Calmaria e compras
Investidores aproveitaram a ''calmaria'' de ontem para voltar às compras, em busca de ações que ficaram baratas demais no furacão da crise financeira global. Profissionais de corretoras notam que o ambiente de negócios continua bastante díficil e notam que o investidor doméstico continua muito cauteloso. Ao mesmo tempo, o investidor estrangeiro, que responde por 30% do giro diário, ainda vende ações para sair do mercado brasileiro.

Bovespa
O Ibovespa, indicador da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), encerrou o dia com ganhos de 1,33%, aos 49.206 pontos. O volume financeiro foi alto - de R$ 5,3 bilhões - mas inflado pelo vencimento de opções sobre ações (R$ 743,7 milhões).


Câmbio
O dia mais calmo nas Bolsas de Valores não impediu ontem que os negócios com o câmbio ainda refletissem as consequências das turbulências anteriores. Profissionais de corretoras notaram ainda uma saída de recursos (venda de real e compra de dólar) por investidores estrangeiros, buscando cobrir perdas em outros mercados.

Câmbio
O dólar comercial foi negociado a R$ 2,029 para venda, um leve avanço de 0,09%, nas últimas operações do dia. O preço da moeda americana oscilou entre a cotação máxima de R$ 2,062 e a mínima de R$ 2. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,190 (valor de venda), em alta de 1,86%.

Sem leilão
O Banco Central se ausentou do mercado e não realizou o leilão de compra de moeda, realizado diariamente nos meses anteriores. Esse movimento pode ser visto no saldo de investimentos estrangeiros da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa): o fluxo estava negativo em R$ 3,240 bilhões no final de julho. Neste mês, até o pregão do dia 15, continuava negativo, mas desta vez em R$ 5,532 bilhões.

Superávit
Entre outras notícias, o governo informou que o superávit comercial até a
terceira semana de agosto é de US$ 25,648 bilhões, uma queda de 9,4% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 28,320 bilhões).

Focus
O boletim Focus, preparado pelo Banco Central a partir das projeções de uma centena de instituições financeiras, mostrou que a maioria dos economistas de bancos e corretoras já trabalha com uma taxa cambial mais alta para o final do ano: a mediana das estimativas subiu de R$ 1,85 para R$ 1,90 para dezembro.

Juros futuros
O mercado futuro de juros apontou taxas mais altas. O contrato para janeiro de 2008 projetou juro de 11,31%, contra 11,28% na sexta-feira. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada subiu de 11,75% para 11,88%. E no contrato de janeiro de 2010 a taxa negociada avançou de 12,01% para 12,13%.

Européias
As Bolsas européias também fecharam em alta, com os ganhos das empresas do setor de mineração e de metais. Os investidores europeus também viram com otimismo a decisão do Federal Reserve (Fed, o BC americano) na semana passada, de cortar sua taxa de desconto, o que ajudou os negócios.

Índices
A Bolsa de Londres fechou em alta de 0,24%, indo para 6.078,70 pontos; a Bolsa de Paris teve expansão de 0,67% indo para 5.399,38 pontos; na Bolsa de Frankfurt, a valorização foi de 0,40%, indo para 7.407,53 pontos; a Bolsa de Milão subiu 0,68%, para 30.185 pontos; a Bolsa de Amsterdã fechou em alta de 1,12%, com 504,57 pontos; e a Bolsa de Madri teve alta de 0,24% no índice Madrid General, com 1.569,42 pontos.

Taxas
A taxa de desconto é utilizada pelo Fed em empréstimo de recursos de curto prazo para bancos com dificuldades financeiras. Quando a taxa é aumentada, os bancos têm que elevar as taxas que cobram para cobrir o aumento do custo do seu empréstimo. Do mesmo modo, quando a taxa de juro é baixada, os bancos têm a possibilidades de cobrar taxas de juro mais baixas nos seus empréstimos. A expectativa agora é de que o BC americano mexa na taxa principal de juros, a dos fundos federais, principal da política monetária americana.

Wall Street
As Bolsas de Nova York terminaram em leve alta ontem, no fechamento de uma sessão instável, em que os investidores se mantiveram cautelosos sobre as perspectivas da crise dos créditos a risco ''subprime'': o índice Dow Jones subiu 0,32% e o Nasdaq 0,14%.

Petróleo
Os preços do petróleo caíram ontem em Nova York, com os operadores considerando que a trajetória do furacão Dean já não representa uma ameaça às instalações de petróleo americana do Golfo do México. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet'' para entrega em setembro caiu 86 centavos, fechando a US$ 71,12.

Com agências

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