MERCADO FINANCEIRO
Tom positivo
O mercado encerrou a semana mais turbulenta do ano em tom positivo. Contribuíram para o fechamento de ontem, primeiro, a percepção entre investidores de que a ''Bolsa já caiu demais'' e que algumas ações ficaram a preços oportunos; segundo, a ação do Federal Reserve (BC americano), que promoveu um alívio geral entre as Bolsas de Valores.
Bovespa
O Ibovespa, indicador da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), finalizou o dia em alta de 1,13%, aos 48.559 pontos. Trata-se do primeiro fechamento positivo da Bolsa brasileira, após seis pregões consecutivos com desvalorização das ações. O volume financeiro foi alto: R$ 6,64 bilhões.
Destaques
Petrobras PN caiu 1,28% e Petrobras ON recuou 2,59%. Vale ON fechou em alta de 1,27%, enquanto Vale PNA teve ganho de 1,81%. As maiores altas do Ibovespa ficaram com Cia Transmissão de Energia Elétrica Paulista PN (+8,61%), seguida por Perdigão ON (+8,36%) e por CCR ON (+8,23%). Na outra ponta, TAM PN caiu 4,01%, Telemar ON registrou queda de 2,79% e Aracruz PNB, baixa de 2,66%.
Câmbio
O dólar comercial foi negociado a R$ 2,027 para venda, com decréscimo de 3,19%. A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+ (JP Morgan), marcou 209 pontos, número 7,11% inferior à pontuação final de ontem.
Asiáticas
Pela manhã, as Bolsas asiáticas fecharam ainda sob efeitos do pânico que tomou conta dos mercados na quinta-feira. O pregão japonês fechou com o seu menor resultado em um ano, derrubado pelo ''fator medo'', como mencionaram analistas locais.
Européias
As Bolsas européias também operavam com ações em queda, quando saiu a notícia de que BC americano havia reduzido a chamada ''taxa de redesconto''. A taxa de redesconto é utilizada para prestar socorro financeiro ao sistema bancário. A medida se soma às dezenas de bilhões de dólares já oferecidos pelo Fed para auxiliar os bancos em meio a crise financeira, e teve o efeito de tranquilizar, pelo menos por enquanto, os investidores.
Reflexos
A ação do banco central americano ajudou as Bolsas européias a fechar no azul e sustentou a recuperação dos pregões americanos. A Bolsa de Nova York, principal referência externa da Bovespa, fechou em alta de 1,81%.
Brasil
No Brasil, os investidores também repercutiram positivamente a decisão, mas oscilou um pouco descolada dos negócios nos EUA. Corretores locais notaram alguma precaucação dos investidores contra ''surpresas'' no final de semana e alguma antecipação do nervosismo na semana que vem.
Análises
''Se saírem indicadores econômicos preocupantes nos EUA, mostrando que a situação deteriorou (por causa da crise), nós devemos viver novos momentos de estresse'', afirma Ricardo Tadeu Martins, da corretora Planner. ''Reproduzo o que já ouvi de colegas de mercado e analistas de grandes bancos: a gente ainda não conhece toda a verdade do que aconteceu lá fora'', afirma Cristiano Zanuzo, da corretora Renova.
Juros futuros
O mercado futuro de juros devolveu parte dos ''exageros'' dos dias anteriores. O contrato para janeiro de 2008 projetou juro de 11,28%, contra 11,36% quinta. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada retraiu de 12,18% para 11,75%. E no contrato de janeiro de 2010 a taxa negociada cedeu de 12,52% para 12,01%.
Petróleo
Os preços do petróleo voltaram a subir ontem em Nova Iorque, impulsionados pela recuperação dos mercados financeiros, depois da intervenção do Fed, enquanto o furacão Dean se transforma em um ''ciclone maior'' que se aproxima do Golfo do México. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet crude'' para entrega em setembro aumentou 98 centavos, encerrando o dia a US$ 71,98.
Com agências





