Novo socorro
O mercado brasileiro de câmbio acompanhou o ''alívio'' geral favorecido pela injeção de bilhões de dólares dos principais bancos centrais do planeta. O dólar comercial foi negociado a R$ 1,944 para venda nas últimas operações de ontem, com decréscimo de 0,35% sobre a cotação final de sexta. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,070 (valor de venda), em queda de 0,48%.

BC
O Banco Central entrou no mercado e adquiriu divisas a R$ 1,9435 (a taxa de corte). A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+ (JP Morgan), marcava no final da tarde 188 pontos, número 1,6% superior à pontuação final de sexta-feira. O Ibovespa, indicador da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), finalizou o dia em queda de 0,39%, aos 52.434 pontos. O volume financeiro foi de R$ 3,79 bilhões, na média do giro diário do mês.

Análise
''Ainda existe uma grande incerteza (nos mercados), não está nada definido. Mesmo com essas intervenções (dos bancos centrais), o problema ainda não foi resolvido'', afirma o operador Marcos Trabold, da corretora B&T. ''O mercado está bem negativo ainda. Ninguém sabe o tamanho das perdas, nem quantos estão envolvidos'', acrescenta o profissional de mesa de câmbio.

Juros futuros
O mercado futuro de juros recuou após as turbulências da semana passada. O contrato para janeiro de 2008 indicou juro de 11,12%, contra 11,14% na sexta-feira. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada cedeu de 11,16% para 11,11%. E no contrato de janeiro de 2010 a taxa negociada retraiu de 11,37% para 11,30%.

Novo socorro
As bolsas européias fecharam em alta ontem. A nova injeção de liquidez por parte do Banco Central Europeu (BCE) no sistema bancário tranquilizou os investidores e favoreceu uma recuperação em relação aos fracos resultados da semana passada.

índices
A Bolsa de Londres subiu 2,99% e fechou com 6.219 pontos; a Bolsa de Paris registrou avanço de 2,21%, fechando com 5.569,28 pontos; a Bolsa de Frankfurt teve alta de 1,78% e fechou com 7.474,33 pontos; e a Bolsa de Milão encerrou o dia com ganhou de 1,24% e 30.794 pontos.

Bancos
As ações do setor bancário foram as que mais subiram, com destaque para as do Royal Bank of Scotland, do HSBC e do Barclays. Também conseguiram se recuperar das perdas na semana passada o BNP Paribas, o Deutsche Bank e o Commerzbank.

Incertezas
O BNP havia anunciado na quinta-feira a suspensão dos resgates em três fundos (que movimentam US$ 2,7 bilhões), alegando incertezas sobre a exposição dos investimentos desses fundos no mercado de créditos de risco nos EUA. Com isso, os bancos centrais das principais economias começaram a agir para evitar uma crise no sistema bancário.

Aliança
Ontem, o BCE, o Banco do Japão (banco central do país) e o Federal Reserve (Fed, o BC americano) agiram mais uma vez para evitar que seus respectivos sistemas bancários viessem a sofrer com crises de liquidez e controlar as taxas das operações ''overnight'' (que remuneram aplicações com taxas de juros diárias).

Volátil
''(A situação) vai continuar volátil, à medida em que os mercados de crédito vão se filtrando, mas a força subjacente da economia global (...) vai impedir um colapso nos mercados'', disse o estrategista de mercados do JP Morgan Private Bank Tim Harris.

Volume
O BCE injetou mais US$ 65 bilhões no sistema bancário ontem; o Banco do Japão disponibilizou mais US$ 5 bilhões; e o Fed, mais US$ 2 bilhões. Ao todo, desde quinta, os três bancos centrais já disponibilizaram mais de US$ 350 bilhões.


Petróleo
Os preços do petróleo se recuperaram levemente ontem, após uma semana de liquidações provocadas pelo temor de uma crise generalizada do crédito. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do ''light sweet crude'' para entrega em setembro subiu 15 centavos, encerrando o dia a US$ 71,62. Em Londres, o barril do tipo Brent do mar do Norte para entrega em setembro baixou 16 centavos, fechando a US$ 70,23.

Histórico
Os preços caíram 5,3% na semana passada em Nova Iorque. Na sexta-feira, o bruto chegou a US$ 70,10 durante a sessão, atingindo seu nível mais baixo desde o começo de julho, e uma queda de 11% desde o recorde histórico registrado no dia 1º de agosto (US$ 78,77).

Com agências

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