Dia de alívio
O mercado viveu um dia de ''alívio'' em relação à crise dos créditos imobiliários ''subprime'' (de segunda linha) dos EUA. A notícia de o volume de empréstimos hipotecários aumentou 8,1% nos EUA, na semana encerrada no dia 3, ajudou a melhorar o tom dos negócios.

Análise
''Com qualquer sinal de mudança, quando a situação melhora um pouco, o mercado já volta a vender e o câmbio segue a tendência predominante de queda'', avalia Nélson Moraes, gerente da mesa de câmbio da corretora Fluxo.

Indicadores
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,887 para venda ontem, com decréscimo de 1,04%, nos últimos negócios do dia. No final da tarde, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava em alta de 2,45%. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2 (valor de venda), em baixa de 1,47%.

Leilão
Em seu leilão diário de compra, o Banco Central adquiriu moeda a R$ 1,8869 (taxa de corte). O risco-país, medido pelo índice Embi+ (JP Morgan), despencou 8% e marcava 173 pontos no final da tarde.



Juros futuros
O mercado futuro de juros cedeu, ainda refletindo o ''alívio'' com o Fed. O contrato para janeiro de 2008 projetou juro de 11,06%, contra 11,11% terça. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada recuou de 11,07% para 10,99%. E no contrato de janeiro de 2010 a taxa negociada retraiu de 11,24% para 11,13%.

Palavra de Bush
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse ontem que os mercados financeiros no país encontrarão um modo seguro de fazer um ''pouso suave'' e deixar para trás a recente onda de turbulências que atravessou. ''Os fundamentos de nossa economia são fortes'', disse Bush, e acrescentou que essas condições ajudarão os mercados financeiros do país a superarem as atuais dificuldades.

Confiança
Bush afirmou confiar em que os investidores se acalmarão diante da crise no mercado de crédito imobiliário no país. Para ele, os investidores irão reavaliar seus riscos e se concentrar nos fundamentos da economia.

Ainda o subprime
A atual preocupação dos investidores se relaciona à crise no segmento ''subprime'' (segunda linha) do mercado hipotecário americano - o segmento envolve tomadores de crédito com histórico de inadimplência.

Concordata
A crise no setor já levou à concordata duas das principais empresas de hipotecas do país: a New Century Financial Corporation em abril, especializada no segmento ''subprime'', e a American Home Mortgage (uma das 10 maiores empresa do setor de crédito imobiliário e hipotecas dos EUA), que pediu concordata na segunda-feira.

Preocupação
O caso da American Home deixou os investidores do país ainda mais preocupados, uma vez que a empresa é especializada em crédito no segmento ''prime'' (de baixo risco), o que fez crescer o temor de que os problemas estariam afetando outros setores da economia.

Impostos
O presidente americano defendeu ainda sua política de cortes de impostos e de restrições de gastos. ''Nos preocupamos muito se nossos cidadãos estão trabalhando e se eles têm ou não dinheiro no bolso para poupar, gastar ou investir como queiram'', disse. ''Meu governo segue uma filosofia simples: nossa economia prospera quando confiamos ao povo americano seus próprios salários.''


Índice 1
O Brasil manteve posição estável no Índice de Risco Político Global (GPRI, na sigla em inglês), medido pela Eurasia Group, no mês de julho, mesmo com três dos quatro componentes do índice apresentando recuo. No índice, a perspectiva para o País é negativa. ''Os escândalos em andamento podem forçar a renúncia do presidente do Senado, Renan Calheiros, o que iria afetar a agenda de reforma'', cita o relatório distribuído a clientes nesta semana.

Índice 1
Dentro do GPRI, o Brasil se mantém na marca de 66 pontos, ficando atrás de países como Turquia, México e Coréia do Sul. O índice da Eurasia Group mede a habilidade dos países dos mercados emergentes de absorver choques políticos. Quando maior o número, mais estável é o país.


Com agências

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