MERCADO FINANCEIRO
Dia favorável
O mercado avaliou de forma favorável o comunicado do Federal Reserve, banco central dos EUA, divulgado ontem, após a reunião em que a autoridade monetária manteve a taxa básica de juros em 5,25% ao ano. O Ibovespa, principal indicador da Bolsa brasileira, fechou em alta de 1,34%, aos 53.802 pontos. As ações valorizaram com volume expressivo de negócios: R$ 4,48 bilhões.
Destaques
No pregão de ontem, as ações da Vale do Rio Doce e Petrobras encerraram com ganhos: Vale ON, +2,19%, Vale PNA, +2,63%, Petrobras ON, +0,83%, e Petrobras PN, +0,42%. O petróleo fechou em alta no exterior, por causa de informes de suspensão da produção em refinarias. Na Bolsa de Nova Iorque (Nymex), os contratos de petróleo bruto para setembro encerraram a US$ 72,42 por barril (+0,50%).
Câmbio
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,907 para venda, estável sobre o fechamento de ontem. A taxa de risco-país, medida pelo índice Embi+ (JP Morgan), marca 188 pontos, com decréscimo de 4,56% sobre a pontuação final de ontem.
Comunicado
No comunicado da reunião de ontem, o Fed sinalizou que a inflação continua sendo sua preocupação principal. Em seu balanço de riscos da economia americana, a autoridade monetária também indicou que, como o restante do mercado, monitora os problemas do setor imobiliário.
'Copo meio cheio'
O economista da corretora Concórdia, Elson Telles, avaliou que o mercado preferiu ver ''o copo meio cheio'' na leitura do comunicado. ''Para mim, o que ficou claro que é Fed não deve mexer nos juros pelos próximos meses. No último parágrafo, permanece aquela postura de que a inflação continua ser o principal fator de risco'', afirma.
Argumentos
Para profissionais de corretoras, o texto tinha argumentos tanto para satisfazer os ''pessimistas'' das Bolsas quanto os ''otimistas''. Os pessimistas poderiam dar ênfase ao fato de que o Fed ressalta no texto que ainda precisa ser ''convencido'' de que inflação evolui de forma adequada, que os mercados financeiros se mostraram muito voláteis nas últimas semanas e que as condições de crédito imobiliário se tornaram mais restritas tanto para pessoas físicas quanto jurídicas.
Otimistas
Os ''otimistas'', os aparentes vencedores do pregão de ontem, poderiam brandir os argumentos de que o Fed salienta o crescimento moderado da economia, ''sustentado por um crescimento sólido do emprego e renda e por uma economia global robusta''.
Retração
Na segunda-feira, uma parcela dos investidores defendia uma possível redução dos juros americanos na reunião de outubro do Federal Reserve. ''Acredito que é possível até mesmo uma retração do mercado amanhã (hoje), se os investidores virem mais o lado negativo (do comunicado)'', acrescenta Telles.
Wall Street
A Bolsa de Nova York fechou em alta, em seguida à decisão do Federal Reserve (Fed) de manter inalteradas as taxas de juros em meio às dificuldades pelas quais passa o setor de crédito: o índice Dow Jones ganhou 0,26% e o Nasdaq subiu 0,56%.
Juros futuros
O mercado futuro de juros cedeu, após um relativo ''alívio'' com a decisão do Fed. O contrato para janeiro de 2008 apontou juro de 11,11%, contra 11,11% de segunda-feira. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada retraiu de 11,14% para 11,07%. E no contrato de janeiro de 2010 a taxa negociada recuou de 11,34% para 11,24%.
Balanço
O Banco Itaú registrou lucro líquido de R$ 4,016 bilhões no primeiro semestre deste ano, um aumento de 35,76% sobre os R$ 2,958 bilhões de igual período de 2006. A rentabilidade anualizada foi de 32,1% sobre o patrimônio líquido médio, sendo que o patrimônio líquido consolidado, de R$ 26,546 bilhões, evoluiu 51,2% e o patrimônio líquido de referência, para efeito de cálculo dos limites operacionais, atingiu R$ 34,956 bilhões.
Ativos
Os ativos consolidados do Itaú alcançaram R$ 255,418 bilhões, com evolução de 48,1%. A carteira de crédito, incluindo avais e fianças, apresentou crescimento de 40,2%, atingindo R$ 104,821 bilhões. Excluindo as operações de créditos direcionados e as provenientes da Argentina, Chile e Uruguai, a carteira de pessoa física cresceu 32,9%, atingindo R$ 45,035 bilhões e o segmento de micro, pequenas e médias empresas avançou 59,7% em relação a junho de 2006, totalizando R$ 21,255 bilhões. Os recursos próprios livres, captados e administrados evoluíram 47,0% sobre igual período do ano anterior, totalizando R$ 419,745 milhões.
Lucro
O lucro líquido no segundo trimestre de 2007 somou R$ 2,115 bilhões, com aumento de 11,19% sobre o R$ 1,902 bilhão do trimestre imediatamente anterior. Em relação ao mesmo período de 2006, houve alta de 41,18%, ante R$ 1,498 bilhão.
Com agências





