Dia morno
O dólar comercial voltou a cair ontem, em um dia considerado ''morno'' pelos operadores de câmbio. A moeda norte-americana recuou 1,10%, cotada a R$ 1,876 para venda. ''O dia foi muito sossegado. Esperávamos que a formação da Ptax (taxa média de câmbio calculada no último dia útil do mês) gerasse algum movimento, ou que alguém fosse aproveitar o valor mínimo do dia, de R$ 1,874.


Nada especial
Mas não houve nenhuma operação em especial e a moeda fechou muito próxima da mínima'', disse Johny Kneese, diretor de operações da corretora Levycam. Na sexta-feira, o dólar também fechou em queda, de 1,55%, a R$ 1,897. Apesar do recuo, a moeda acumulou alta de 2,15% na semana, que foi marcada pela forte volatilidade das praças mundiais, influenciadas pelo temor com o setor de crédito imobiliário do tipo ''subprime'' (alto risco).

Risco
Para Kneese, o destaque segue com o risco-país (medida pelo indicador Embi+, do JP Morgan), que, na semana passada, transitou no patamar de 212 pontos, o mais alto desde o fim do ano passado. Ontem, às 16h39, o índice recuava 5,04%, aos 207 pontos. A Bovespa também se recuperava e subia 3,37% no encerramento dos negócios.

Instabilidade
Segundo os analistas, a expectativa é de que o mercado siga trajetória de instabilidade, especialmente a partir de hoje, com as notícias que virão dos Estados Unidos. Hoje, será conhecido o índice de preços de gastos no consumo (PCE, medida de inflação importante nas decisões do Federal Reserve). ''Lá fora, a desconfiança é crescente. Estávamos em um mar de rosas, porque no cenário internacional estava tudo bem. Mas, agora, temos de conviver com a aversão ao risco'', diz Kneese.

Crise aérea
No cenário interno, Kneese acredita em possíveis reflexos da crise aérea no cenário político e, portanto, no mercado financeiro. ''No curto prazo, há turbulências a serem aparadas. A crise aérea pode desenhar situações desagradáveis. É preciso ficar atento'', aconselha o diretor de operações da corretora Levycam.


Contas
A economia feita pelo setor público (União, Estados, municípios e estatais) para o pagamento de juros, o chamado superávit primário, foi de R$ 43,785 bilhões no primeiro semestre, o equivalente a 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Tal desempenho já é suficiente para cumprir a meta definida pelo governo para os oito primeiros meses do ano.

Superávit
O montante, em termos nominais, é 13,4% superior ao resultado do mesmo intervalo de 2006, quando o superávit primário somou R$ 38,597 bilhões (3,49% do PIB). Levando-se em conta o mês de junho, o superávit primário foi de R$ 5,298 bilhões, após o recorde de R$ 23,458 bilhões registrados em abril.

INSS
Segundo os números divulgados ontem, de janeiro a junho, o déficit do INSS somou R$ 20,783 bilhões (1,71% do PIB), o Banco Central teve caixa negativo em R$ 301,8 milhões e o Tesouro Central registrou superávit de R$ 64,87 bilhões.

Receita
O Tesouro informou que o aumento da receita total do governo central, que no semestre cresceu 13,1%, a R$ 295,533 bilhões (24,33% do PIB), determinou os resultados. No mesmo período de 2006, a arrecadação somou R$ 261,2 bilhões (23,61% do PIB). As despesas do governo, porém, também tiveram alta. No semestre, os gastos chegaram a R$ 199,4 bilhões, uma alta de 12,74% e o equivalente 16,41% do PIB.

Aquisição
A norte-americana Dow AgroSciences comprou a divisão de milho da Agromen Sementes Agrícolas Ltda., com sede em Orlândia (SP). A empresa é maior produtora de sementes deste tipo de grão com capital 100% brasileiro e cerca de 11% de participação no mercado. Os detalhes do negócio serão anunciados amanhã (31), em São Paulo (SP). Procurada pela Agência Estado, a Agromen informou que não se pronunciará sobre o assunto no momento. A Dow também comunicou que só se pronunciará sobre o assunto amanhã.


Wall Street
A Bolsa de Nova Iorque recuperou-se ontem, na ausência de novas informações que alimentassem os temores sobre o setor imobiliário e o crédito, que a haviam derrubado na semana passada: o índice Dow Jones ganhou 0,70%, e o Nasdaq subiu 0,82%. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) avançou 92,84 pontos fechando em 13.358,31 unidades/, depois de ter perdido mais de 500 pontos nas sessões de quinta e sexta-feiras, quando registrou seu maior retrocesso semanal em mais de quatro anos. O índice composto do Nasdaq aumentou 21,04 pontos ficando em 2.583,28 unidades.

Petróleo
Os preços do petróleo fecharam em leve queda ontem em Nova Iorque, depois de terminar a semana acima dos US$ 77 o barril. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do ''light sweet crude'' para entrega em setembro baixou 19 centavos, tendo sido negociado a US$ 76,83.



Com agências

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