Forte queda
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a registrar forte queda ontem, influenciada pela preocupação internacional com o crédito imobiliário do tipo ''subprime'' (alto risco). O Ibovespa (principal índice da Bovespa) fechou com recuo de 3,78%, aos 53.882 pontos. O volume financeiro foi de R$ 6,03 bilhões. Trata-se da maior queda do índice desde 27 de fevereiro, quando o Ibovespa recuou 6,6%, aos 43.145 pontos. Ontem o índice chegou a cair 5,87%, a 52.627 pontos.

Influência
O pregão brasileiro passou por mais um dia de realização de lucros, seguindo a tendência negativa das Bolsas internacionais. Nos Estados Unidos, o temor com o crédito para setor imobiliário ganhou força diante dos últimos indicadores e contribuiu de maneira decisiva para a queda nas Bolsas americanas.

Petrobras
As ações da Petrobras fecharam em queda. Os papéis ON (ordinárias) da empresa caíram 4,35%, vendidos a R$ 61,03. As ações PN (preferenciais) recuaram 4,63%, negociadas a R$ 52,50.

Vale
As ações da Companhia Vale do Rio Doce também tiveram perdas. Os papéis ON caíram 2,77%, a R$ 91. Já as ações PNA (preferenciais) da empresa desvalorizaram 3,72%, a R$ 76,85. Petrobras e Vale do Rio Doce respondem por boa parte do movimento do Ibovespa.

Aéreas
Já as ações da TAM continuaram em queda influenciadas pelo acidente que envolveu um avião da companhia na terça-feira da semana passada - as ações já acumulam queda próxima a 25%. Os papéis PN recuaram 2,22%, a R$ 50,94. Os papéis PN da Gol também operaram em queda de 0,66%, a R$ 48.


Câmbio
O dólar comercial registrou forte alta ontem. A moeda norte-americana registrou avanço de 3,26%, cotada a R$ 1,927 para venda, maior valor registrado no mês de julho. Além disso, essa foi a maior variação positiva do dólar em mais de um ano - em 24 de maio de 2006, a moeda teve alta de 4,71%, cotada a R$ 2,4.

Risco
A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+ (JP Morgan), marcou os 221 pontos às 16h25, com avanço de 21,42%. O indicador, considerado uma das principais referências sobre a confiança dos investidores na economia brasileira, opera no nível mais alto desde o fim do ano passado.

Pressão
De acordo com Expedito Araújo, analista da corretora Alpes, as vendas de ativos pressionam esse indicador. ''Esse índice é composto por uma cesta de papéis com determinado peso. Certamente está havendo perda em alguns casos, o que eleva o valor do risco-país'', afirma. Ainda segundo ele, não é exatamente um problema com a economia brasileira.

Juros futuros
O mercado futuro de juros encerrou o dia com alta consistente. O contrato para janeiro de 2008 projetou juro de 11,13%, contra 11,04% quarta. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada subiu de 10,84% para 11,13%. E no contrato de janeiro de 2010 a taxa negociada avançou de 10,93% para 11,30%.

Wall Street
As preocupações dos investidores sobre os mercados de crédito no segmento de hipotecas de risco e de financiamentos corporativos fez com que a Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês) registrasse ontem sua segunda maior queda neste ano.

A Nyse fechou em queda de 2,26%, com 13.473,57 pontos no índice Dow Jones Industrial Average (DJIA), segunda maior queda em pontos neste ano, atrás apenas da queda de 416 pontos registrada no dia 27 de fevereiro, após a queda de 8,8% na Bolsa de Xangai. O índice S&P 500, também da Nyse, teve baixa de 2,33% e fechou com 1.482,66 pontos. A Bolsa Nasdaq registrou queda de 1,84% e ficou com 2.599,34 pontos.

Européias
As Bolsas européias também fecharam em baixa, com as preocupações dos investidores sobre crédito e sobre o mercado imobiliário nos EUA. A Bolsa de Londres fechou em baixa de 3,15%, com 6.251,20 pontos; a Bolsa de Paris recuou 2,78% e fechou com 5.675,05 pontos; a Bolsa de Frankfurt encerrou o dia com perda de 2,39% e ficou com 7.508,96 pontos; e a Bolsa de Milão perdeu 2,01% e ficou com 31.235 pontos.


Petróleo
Os preços do petróleo voltaram a cair ontem em Nova Iorque, tão subitamente como haviam subido, atingindo antes um pico acima dos US$ 77. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do ''light sweet crude'' para entrega em setembro baixou 93 centavos, encerrando o dia a US$ 74,95.

Com agências

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