MERCADO FINANCEIRO
Novo recorde
Após apresentar recuo na sessão de quarta-feira, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a subir ontem, pela primeira vez acima dos 58 mil pontos. O Ibovespa (principal índice da Bovespa) fechou com avanço de 0,99%, aos 58.124 pontos, novo recorde. O volume financeiro foi de R$ 4,41 bilhões. O recorde anterior havia sido alcançado na última terça-feira, quando o Ibovespa fechou em 57.659 pontos.
Câmbio
O dólar comercial fechou em queda de 0,26%, cotado a R$ 1,856 para venda nos últimos negócios de ontem. A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+ (JP Morgan), marcou os 160 pontos às 17h37 com avanço de 0,62%
Influência
Segundo André Borghesan, analista da corretora Souza Barros, o pregão brasileiro voltou a seguir os ganhos verificados nas Bolsas internacionais, animadas notícias corporativas e pela alta dos metais, que contribuiu para a elevação nos preços das ações negociadas. ''Seguimos os bons resultados externos'', resumiu o analista.
Auxílio-desemprego
Além disso, o Departamento de Trabalho divulgou ontem que os novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caíram em 8.000 na semana passada, para 301 mil. Na semana anterior, o número de solicitação, segundo número revisto, foi de 309 mil solicitações.
Selic
Os investidores brasileiros também repercutiram o corte de 0,5 ponto percentual na taxa de juros básica (Selic) brasileira, agora em 11,5%. O resultado já era esperado e por isso as atenções devem se concentraram no placar da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), que decidiu reduzir a taxa Selic para 11,5% ao ano, sem viés, por quatro votos a favor e três votos pela redução da taxa Selic em 0,25 ponto percentual. ''Esse placar indica que o corte nas próxima reuniões deverá ser de 0,25 ponto percentual'', afirma Borghesan.
Metais
Na cena corporativa, de acordo o analista da Souza Barros, a alta dos metais ajudaram a valorizar as ações da Companhia Vale do Rio Doce. Os papéis ON (ordinárias) subiram 1,31%, a R$ 96,25. Já as ações PNA (preferenciais) da empresa valorizaram 0,87%, a R$ 82,11.
Petrobras
As ações da Petrobras também tiveram em alta, influenciadas pelos preços do petróleo. Os papéis ON subiram 1,12%, a R$ 65,35. As ações PN valorizaram 1,44%, negociadas a R$ 56,97. Petrobras e Vale do Rio Doce respondem por boa parte do movimento do Ibovespa.
Aéreas
Já as ações da TAM continuaram em queda devido ao acidente que envolveu um avião da companhia na última terça-feira. Os papéis PN recuam 6,30%, a R$ 56,50. Ontem, as ações fecharam com recuo de 9,07%, a R$ 60,30. Os papéis PN da Gol também fecharam em queda de 4,04%, a R$ 52,68.
Reação normal
Para analistas do mercado, é normal que as ações do setor caiam após um acidente como o que ocorreu nesta semana. ''Em um primeiro momento os investidores ficam receosos em função das circunstâncias. Se for constatado que existe um problema com a pista de Congonhas, os pousos e decolagens serão remanejados, pois as pessoas terão medo de embarcar no aeroporto. Isso poderá reduzir as receitas e aumentar as despesas dessas companhias'', disse Expedito Araújo, analista da corretora Alpes.
Impacto
Apesar disso, Araújo acredita que esse movimento é temporário. ''As coisas tendem a se restabelecer de forma rápida. Acredito que no máximo em um mês'', acrescentou. Segundo relatório da corretora Brascan, o impacto financeiro do acidente para a TAM é mínimo, pois a companhia possui seguro tanto da aeronave como para as indenizações. ''No entanto, no curto prazo, o impacto do acidente recai essencialmente sobre a credibilidade do setor.''
Juros futuros
O mercado futuro de juros encerrou o dia em alta. O contrato para janeiro de 2008 projetou juro de 11,04%, contra 11,02% quarta. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada subiu de 10,59% para 10,72%. E no contrato de janeiro de 2010 a taxa negociada avançou de 10,60% para 10,72%.
Petróleo
Os preços do petróleo alcançaram novos patamares em quase um ano ontem, em Nova Iorque, a US$ 76 o barril, impulsinados pela forte demanda americana de gasolina e o vigor do crescimento econômico da China. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet crude'' para entrega em agosto subiu 87 centavos, encerrando o dia a US$ 75,92, logo depois de ter chegado aos US$ 76, nível mais alto desde 9 de agosto de 2006. Na Intercontinental Exchange de Londres, o barril do tipo Brent do mar do Norte para entrega em setembro subiu 91 centavos, fechando a US$ 77,67.
Com agências





