MERCADO FINANCEIRO
Câmbio volta a subir
O dólar comercial voltou a subir ontem. A moeda norte-americana registrou elevação de 0,05%, cotada a R$ 1,861 para venda. Na terça-feira, o dólar apresentou queda e fechou cotado a R$ 1,86 - menor valor desde 10 de outubro de 2000, quando o dólar fechou a R$ 1,857. O Banco Central entrou no mercado no final do pregão e comprou moeda a R$ 1,8605 (taxa de corte). Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,95 (venda), com queda de 1,01%. A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+ (JP Morgan), marcou os 162 pontos às 16h28, com avanço de 2,53%.
Ajuste
De acordo com Adilson Góes, diretor adjunto da corretora Levycam, a pequena valorização do dólar frente ao real foi um ajuste. ''A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) em baixa e o risco-país subindo significa a entrada de menos dinheiro no país. O investidor está mais cauteloso'', afirma o analista.
Papéis
Ele lembra que a queda nas cotações dos papéis das companhias aéreas pode ter estimulado a saída de dólar do país. ''Os investidores podem estar com receio e retirando suas posições'', diz. No final da tarde, a Bovespa operava em queda de 0,79%, aos 57.204 pontos, influenciada pelo resultado negativo das Bolsas americanas.
Efeito
Os papéis das companhias aéreas TAM e Gol repercutem o acidente de terça-feira com um avião da TAM que se chocou contra um prédio da empresa no aeroporto de Congonhas. Os papéis PN (preferenciais) da Gol registram queda de 3,28%, a R$ 54,54. Já as ações PN da TAM recuam 8,09%, a R$ 60,95.
Juros futuros
O mercado futuro de juros encerrou o dia em rumo definido. O contrato para janeiro de 2008 projetou juro de 11,02%, contra 11,05% terça. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada subiu de 10,58% para 10,59%. E no contrato de janeiro de 2010 a taxa negociada avançou de 10,59% para 10,60%.
Cheques
O volume de cheques devolvidos, por falta de fundos, a cada mil compensados caiu 6,4% no primeiro semestre de 2007, em comparação ao mesmo período do ano passado, em todo o País. É o que afirma o levantamento da Serasa, divulgado ontem. Segundo a pesquisa, de janeiro a junho de 2007 foram devolvidos, em média, 20,4 cheques, a cada mil compensados, por falta de fundos, ante uma média de 21,8 nos primeiros seis meses do ano passado. A queda verificada neste primeiro semestre é o primeira para o período desde 1999.
Acumulado
De acordo com a Serasa, nestes seis primeiros meses foram compensados um total de 776,37 milhões de cheques no Brasil, enquanto 15,85 milhões foram devolvidos por insuficiência de fundos. No ano passado, estes números eram de 874,33 milhões compensados e de 19,06 milhões devolvidos.
Disciplina
No entender dos especialistas da Serasa, o consumidor passou a utilizar o cheque pré-datado de forma mais ''disciplinada'', evitando, assim, o acúmulo de dívidas nessa modalidade de venda a prazo, ''que é caracterizada pelo baixo custo e pela rápida recuperação para os varejistas''.
Junho
Na comparação do mês de junho deste ano sobre o mesmo mês de 2006, a Serasa também apontou queda. Foram devolvidos 19,0 cheques por mil compensados em junho deste ano, contra 20,9 em junho do ano passado, o que corresponde a um recuo de 9,1% no período. A retração é ainda maior quando comparado o mês de junho e maio deste ano. Neste caso, a baixa foi de 15,2%.
Européias
As bolsas européias fecharam em forte queda, com os investidores preocupados com os problemas do mercado subprime norte-americano. As ações de exportadoras e de empresas do setor financeiro estiveram entre as que mais perderam no pregão desta quarta-feira.
Índices
O FTSE-100 de Londres encerrou em baixa de 1,38% em 6.567,10 pontos; o CAC-40 de Paris teve desvalorização de 1,69% e fechou em 5.995,97 pontos; e o Xetra-DAX de Frankfurt perdeu 1,80% e terminou em 7.893,61 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 fechou em queda de 0,63% em 15.058,60 pontos. Em Lisboa, o índice PSI-20 caiu 0,32% e terminou em 13.657,70 pontos.
Asiáticas
A maior parte das bolsas asiáticas fechou em queda, em meio às preocupações com a divulgação, na China, do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro semestre e da inflação de junho. Os investidores temem que os números fiquem acima do previsto e levem o governo chinês a adotar novas medidas para conter a expansão da economia. A expectativa em relação ao discurso de ontem do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, também afetou os mercados.
China e Tóquio
Nas Bolsas da China, as ações de primeira linha ampliaram seus ganhos, mas o principal índice do mercado local teve apenas uma alta moderada, em meio à expectativa em relação aos dados do PIB e da inflação. O índice Xangai Composto avançou 0,9%, e fechou em 3.930,06 pontos. Em Tóquio, o índice Nikkei
225 caiu 201,69 pontos, ou 1,1%, fechando aos 18.015,58 pontos.
Com agências





