MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
Após apresentar recuo na sessão de ontem, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a subir. O Ibovespa (principal índice da Bovespa) fechou com avanço de 0,5%, aos 57.659 pontos e registrou novo recorde. O volume financeiro foi de R$ 4,5 bilhões. O recorde anterior havia sido alcançado na última sexta-feira, quando o Ibovespa fechou em 57.644 pontos.
Seguindo ganhos
O pregão brasileiro voltou a seguir os ganhos verificados nas Bolsas americanas, animadas por indicadores econômicos e notícias corporativas. A Bovespa seguiu os ventos externos. Os ganhos refletem as altas verificadas no pregão dos EUA. De qualquer forma, o dia teve pouca liquidez, afirma Expedito Araújo, analista da corretora Alpes.
EUA
Ontem, o Departamento do Trabalho dos EUA divulgou o índice de preços ao produtor de junho, que mede a inflação no atacado. De acordo com os dados o índice registrou baixa de 0,2% na taxa cheia e alta de 0,3% no núcleo do indicador. Já o Federal Reserve (Fed, o BC americano) informou que a produção industrial em junho nos EUA teve crescimento de 0,5%, após uma queda de 0,1% em maio.
Empresas
Entre os resultados corporativos divulgados ontem estiveram os da Coca-Cola, que informou que seu lucro no segundo trimestre teve crescimento de 1%, enquanto as vendas tiveram um crescimento de 19%. Os resultados superaram as expectativas dos analistas.
Cenário interno
Na cena doméstica, o investidor continua sob a expectativa da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que divulga hoje a nova taxa de juros básica do país. Os analistas do mercado acreditam que a entidade irá promover um novo corte de 0,5 ponto percentual na Selic, atualmente em 12% ao ano.
Expectativa
O corte de 0,5 ponto percentual já é quase consensual. A expectativa do investidor gira em torno do placar (votos a favor e contra a queda de 0,5 ponto) e do que será dito depois. A partir disso, ele (o investidor) terá uma idéia do que vem pela frente, afirma Araújo, que também aposta em 0,5 ponto de corte.
Câmbio
O dólar comercial voltou a cair ontem. A moeda norte-americana registrou baixa de 0,58%, cotada a R$ 1,86 para venda - menor valor desde 10 de outubro de 2000, quando o dólar fechou a R$ 1,857. Na segunda-feira, o dólar apresentou uma pequena recuperação após vários dias consecutivos de queda e fechou cotado a R$ 1,871.
Banco Central
O Banco Central entrou no mercado no final do pregão e comprou moeda a R$ 1,86 (taxa de corte). Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,97 (venda), estável. A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+ (JP Morgan), marcou os 156 pontos às 16h28, com recuo de 0,63%.
Bom humor
De acordo com Mario Paiva, analista de câmbio da corretora Liquidez, o bom humor do mercado americano voltou a favorecer a entrada de dólares no país. Ontem (segunda-feira) o mercado estava preocupado com os preços do petróleo e o efeito desse item sobre a inflação. O índice do atacado dentro do esperado ajudou o mercado a se reanimar, explica.
Tendência
Segundo Paiva, a tendência para o dólar continua sendo de desvalorização frente ao real. O Brasil vive um momento extraordinário, com um fluxo de entrada de moeda muito forte. O Banco Central é o único comprador e se não fosse sua intervenção a moeda estaria ainda mais desvalorizada, afirma o analista que aposta em um corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica juros, na reunião do Copom.
Juros futuros
O mercado futuro de juros encerrou o dia em queda. O contrato para janeiro de 2008 projetou juro de 11,05%, contra 11,07% segunda. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada caiu de 10,61% para 10,58%. E no contrato de janeiro de 2010 a taxa negociada recuou de 10,62% para 10,59%.
Petróleo
Os preços do petróleo passaram dos US$ 75 ontem em Nova Iorque, mas recuaram, com as realizações de lucros dos investidores na véspera da divulgação do relatório sobre as reservas americanas de combustíveis. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de light sweet para entrega em agosto perdeu 13 centavos, fechando a US$ 74,02. A commodity chegou a US$ 75,35 durante a sessão, seu preço mais alto desde 10 de agosto de 2006.
Londres
Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em setembro (novo contrato de referência) fechou a US$ 75,53 no Intercontinental Exchange, em queda de 76 centavos. Segunda-feira, o barril de Brent chegou perto de seu recorde histórico de agosto de 2006, negociado a US$ 78,40.
Com agências





