Dia de queda
Após conquistar vários recordes na última semana, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou queda ontem. O Ibovespa (principal índice da Bovespa) fechou com baixa de 0,47%, aos 57.374 pontos. O volume financeiro foi de R$ 6,40 bilhões. Na última sexta-feira, quando registrou novo recorde, o Ibovespa registrou 57.644 pontos.

Agenda cheia
Em uma semana de agenda econômica cheia, com a divulgação de vários indicadores de inflação e produção nos Estados Unidos e a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) para definir a taxa básica de juros brasileira -atualmente em 12% - os investidores ficaram mais cautelosos.

De molho
De acordo com André Borghesan, analista da corretora Souza Barros, os investidores optaram por ''colocar as barbas de molho''. ''Os indicadores que serão divulgados nos Estados Unidos e a expectativa sobre a reunião do Copom deixaram o mercado cauteloso'', afirma.

Copom
Borghesan aposta que o Copom irá promover um novo corte 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros. No entanto, segundo ele, com os últimos ''repiques da inflação'', a decisão não deve ser unânime.

Lucros
Ainda segundo o analista, junto a essa cautela, houve realização de lucros. ''Depois de fortes altas e vários recordes consecutivos (na Bovespa), houve um ajuste e realização de lucros'', avalia.

Papéis
Os papéis das duas empresas com maior peso no Ibovespa recuaram. As ações ON (ordinárias) da Petrobras caíram 0,97%, a R$ 63,70. Já os papéis PN (preferenciais) recuaram 0,94%, vendidos a R$ 55,31. No caso da Companhia Vale do Rio Doce, as ações ON tiveram queda de 1,55%, a R$ 95,25, enquanto os papéis PNA caíram 1,64%, cotados a R$ 80,75.

Ranking
As maiores altas do pregão ontem ficaram com Itausa PN (3,12%), Bradesco PN (2,76%) e Souza Cruz ON (2,72%). As maiores quedas foram registradas por Embraer ON (-3,82%), Telemar ON (-3,64%) e Copel PNB (-2,43%).

Nova Iorque
O pregão brasileiro ficou descolado da Bolsa de Nova York, onde o Dow Jones Industrial Average (DJIA - principal índice da Bolsa) fechou em alta, próximo aos 14 mil pontos.

Câmbio
O dólar comercial reverteu sua trajetória de queda ontem. A moeda norte-americana registrou alta de 0,48%, cotada a R$ 1,871 para venda. Na última sexta-feira, a moeda foi cotada a R$ 1,862, menor valor desde 11 de outubro de 2000, quando o dólar fechou a R$ 1,86.

Atuação do BC
O Banco Central entrou no mercado no final do pregão e comprou moeda a R$ 1,8705 (taxa de corte). Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,97 (venda), estável. A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+ (JP Morgan), marcou os 156 pontos às 16h23, com avanço de 2,63%.

Recuperação normal
De acordo com Ideaki Iha, analista de câmbio da corretora Fair, a recuperação do dólar frente ao real é normal, mas a tendência para a moeda norte-americana continua sendo de queda. ''Essa alta do dólar é uma correção normal após perdas muito expressivas verificadas na semana passada. No entanto, o cenário continua sendo de queda'', explica.

Juros futuros
O mercado futuro de juros encerrou o dia sem tendência única. O contrato para janeiro de 2008 projetou juro de 11,07%, contra 11,08% na última sexta-feira. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada subiu de 10,57% para 10,61%. E no contrato de janeiro de 2010 a taxa negociada avançou de 10,57% para 10,62%.

Petróleo
O petróleo fechou em leve alta ontem em Nova Iorque, terminando acima dos US$ 74 o barril, mas chegou perto de seu recorde histórico em Londres. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet'' para entrega em agosto subiu 22 centavos, fechando a US$ 74,15, depois de chegar a US$ 74,50 durante a sessão, seu patamar mais elevado desde 11 de agosto de 2006.

Com agências

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