Muita volatilidade
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou a sexta-feira com um novo recorde, mas muito próxima da estabilidade. A alta acumulada na semana foi de 2,13%. O Ibovespa (principal índice da Bovespa) fechou em leva alta de 0,05% hoje, aos 57.644 pontos, em um dia de muita volatilidade. O volume financeiro ficou em R$ 7,52 bilhões.


Seguindo o ritmo
Depois de começar o dia em queda, a Bovespa se recuperou, acompanhando o ritmo das Bolsas americanas. Nos Estados Unidos, o pregão foi animado pelo resultado positivo da GE (General Electric) no segundo trimestre, que anunciou um lucro 10% maior. Além disso, a Alcoa anunciou a retirada de sua oferta pela Alcan, registrando forte valorização dos seus papéis.

Redecard
Na Bovespa, o grande destaque foi a oferta de ações ordinárias feita pela Redecard. Os papéis tiveram uma valorização de 24,07%, vendidos a R$ 33,50. Só essa oferta movimentou, de acordo com o diretor do mercado de ações da corretora Manchester, Adolir Rossi, cerca de R$ 1,668 bilhões.

Opções
''Hoje (ontem) o mercado esteve muito inchado, com um giro financeiro elevado. Isso ocorre porque estamos na véspera do exercício de opções, que ocorre na próxima segunda-feira. Além disso, o sucesso da operação da Redecard respondeu, sozinho, por quase 20% do volume financeiro do dia'', afirmou Rossi.

Ganhos
Sobre a oscilação verificada no mercado, Rossi afirmou que ''muita gente teve ganhos altos na semana e optou por realizar lucros, enquanto muitos investidores também entraram no mercado. Com isso, a Bovespa fechou praticamente estável'', avalia.

Indicadores
No cenário econômico, o Departamento de Comércio anunciou uma queda de 0,9% nas vendas no varejo nos EUA no mês passado. O valor ficou abaixo da expectativa dos analistas, que esperavam que o índice ficasse próximo à estabilidade.

Confiança
Por outro lado, a confiança do consumidor americano na economia do país atingiu 92,4 pontos na primeira prévia do mês de julho, maior patamar desde janeiro deste ano (quando ficou em 96,9 pontos), informou ontem a Universidade de Michigan, que apura o índice.

IGP-M
No âmbito doméstico, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) que registrou alta de 0,15% na primeira prévia do mês de julho (referente ao período entre os dias 21 e 30 de junho). Para o mesmo período de junho, a variação foi de 0,31%.

Câmbio
O dólar comercial fechou em queda de 0,58%, cotado a R$ 1,862 para venda nos últimos negócios de ontem - menor valor desde outubro de 2000. A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+ (JP Morgan), marcou os 152 pontos às 17h31, em alta de 2,01%.

Análise
Segundo João Medeiros, diretor de câmbio da corretora Pioneer, o BC deve ter comprado um volume muito grande de dólar para impedir uma baixa ainda maior. ''A operação de Redecard na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), apenas pela manhã, atraía mais de US$ 1 bilhão. O BC tentou reduzir a liquidez do mercado'', explica.

Juros futuros
O mercado futuro de juros encerrou o dia com tendência de queda. O contrato para janeiro de 2008 projetou juro de 11,08%, estável. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada caiu de 10,60% para 10,57%. E no contrato de janeiro de 2010 a taxa negociada recuou de 10,62% para 10,57%.

Européias
As principais bolsas européias fecharam em alta. O índice FT-100, de Londres, avançou 19 pontos (0,28%), a 6.716,70 pontos. O índice Xetra-DAX, de Frankfurt, terminou em alta de 39,34 pontos (0,49%), em 8.092,77 pontos. O índice CAC-40, de Paris, fechou em alta de 14,91 pontos (0,24%), em 6.117,96 pontos.

Petróleo
Os preços do petróleo subiram mais um pouco ontem em Nova Iorque, atingindo os US$ 74 o barril, seus níveis mais altos em quase um ano, atraindo os especuladores. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet'' para entrega em agosto subiu US$ 1,43 fechando a US$ 73,93, depois de chegar a US$ 74 durante a sessão, seu nível mais alto desde 11 de agosto de 2006. Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em agosto ganhou US$ 1,17, a US$ 77,57, no IntercontinentalExchange (ICE). Há exatamente um ano, em 13 de julho de 2006, o barril atingia em Nova York seu recorde histórico em 78,40 dólares.

Com agências

mockup