MERCADO FINANCEIRO
Boas notícias
O noticiário corporativo, envolvendo as mineradoras Rio Tinto e Alcan e as vendas da Wal-Mart, voltou a impulsionar as Bolsas na Europa, em Nova Iorque e em São Paulo. Em Wall Street, o Dow Jones e o S&P 500 bateram recordes de pontuação assim como a Bolsa paulista, que ultrapassou os 57 mil pontos pela primeira vez na história com um forte volume.
Ibovespa
O Ibovespa (principal índice da Bovespa) fechou com forte alta de 2,23%, aos 57.613 pontos. O recorde anterior foi registrado na última sexta-feira, quando o Ibovespa fechou em 56.443 pontos. O volume financeiro ficou em R$ 5,84 bilhões.
Empresas
A mineradora Rio Tinto fez uma oferta de pouco mais de US$ 38 bilhões à companhia canadense de alumínio Alcan, fazendo com que as ações da empresa canadense subissem 10%. Também foi recebida com otimismo a notícia de que a Hexion Specialty Chemicals (controlada pelo grupo de investimentos Apollo Management) concordou em adquirir a Huntsman, também do setor químico, por US$ 6,5 bilhões em dinheiro.
Wal-Mart
Algumas das principais redes varejistas americanas tiveram um desempenho moderado em junho, mas a rede Wal-Mart (maior cadeia varejista do mundo) viu um aumento de 2,4% em suas vendas nas mesmas lojas (abertas há pelo menos um ano) no mês passado. O resultado é quase três vezes o que vinham sendo previsto pelos analistas.
Brasil
No âmbito doméstico, os papéis da Companhia Vale do Rio Doce, das siderúrgicas e dos bancos ajudaram o Ibovespa a alcançar um novo recorde. Influenciadas pela alta nos preços dos metais e pela oferta da Rio Tinto pela Alcan, as ações ON (ordinárias) da Vale tiveram alta de 4,73%, vendidas a R$ 97,81. Já os papéis PNA (preferenciais) valorizaram 4,93%, a R$ 83,10. As ações da CSN também registraram uma forte alta. Os papéis ON ganharam 5,38%, negociados a R$ 106,50.
Unibanco
A maior alta do dia, hoje, ficou com as units do Unibanco ON, que avançaram 6,83%. Os ganhos do Unibanco foram puxados pela forte demanda pelas ações da Redecard, que faz hoje uma oferta pública inicial (IPO). A demanda atingiu 10 vezes a oferta. A captação somou R$ 4,072 bilhões. As ações chegam hoje à Bovespa.
Bradespar
A segunda maior alta do dia foi das ações PN da Bradespar (+6,06%), seguida por CSN ON (5,38%), esta também beneficiada pela movimentação global no setor de mineração. Na ponta baixista do dia, as maiores perdas foram Vivo PN (-1,52%), CCR ON (-1,42%) e Klabin PN (-1,27%).
Câmbio
O dólar comercial manteve sua trajetória de queda. A moeda norte-americana registrou forte recuo de 1%, cotada a R$ 1,873 para venda - menor valor desde 16 de outubro de 2000, quando o dólar também foi cotado a R$ 1,873. Na quarta-feira, o dólar fechou em R$ 1,893.
BC
O Banco Central entrou no mercado no final do pregão e comprou moeda a R$ 1,879 (taxa de corte). Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,98 (venda), baixa de 0,5%. A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+ (JP Morgan), marcou os 149 pontos às 16h31, com recuo de 3,24%.
Ganhos
A forte queda da moeda norte-americana, mais uma vez, foi atribuída ao fluxo de entrada de capital. Ontem, as Bolsas internacionais e brasileira trabalham com fortes ganhos, impulsionadas por notícias de fusões e aquisições. Com isso, a entrada de capital externo na Bovespa foi muito forte.
Favorecimento
De acordo com Adilson Góes, diretor adjunto da corretora Levycam, a entrada do dólar no país é favorecida por três fatores: investimento em Bolsa, fluxo comercial e juros. ''Com a Bovespa em alta, as commodities cada vez mais valorizadas, favorecendo a exportação. A moeda tende a cair cada vez mais'', afirma.
Previsão
Góes acredita que o dólar pode chegar a R$ 1,85 já na próxima semana. ''O investidor quer rentabilidade. Então, ele procura o Brasil que já oferece juros altos. Além disso, com o movimento de queda, ele vende muita moeda para comprá-la mais barata no dia seguinte, o que aumenta ainda mais o fluxo'', explica.
Juros futuros
O mercado futuro de juros encerrou o dia em queda. O contrato para janeiro de 2008 projetou juro de 11,08%, contra 11,11% registrado na quarta-feira. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada caiu de 10,68% para 10,60%. E no contrato de janeiro de 2010 a taxa negociada recuou de 10,70% para 10,62%.
Com agências





