Dólar estável
O dólar comercial fechou estável ontem, a R$ 1,893, mesma cotação registrada na terça-feira. O valor é o menor desde outubro de 2000, quando foi cotado a R$ 1,888. O Banco Central entrou no mercado no final do pregão e comprou moeda a R$ 1,886 (taxa de corte). Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,99 (venda), baixa de 0,5%.


Risco
No encerramento dos negócios, a Bovespa operava em alta de 0,72% e a taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+ (JP Morgan), marcou os 154 pontos às 16h26, com recuo de 3,14%. Os negócios ontem foram influenciados, mais uma vez, pelo fluxo de entrada de moeda no Brasil. Segundo Ideaki Iha, analista de câmbio da corretora Fair, a tendência para o dólar continua sendo de queda.

BC
''O Banco central não está se manifestando. Ele (BC) entra no mercado seguindo sempre a mesma rotina. Não mostra que está incomodado com a valorização do real frente ao dólar'', afirma.

Cenário favorável
Além disso, ainda de acordo com Iha, o cenário mundial continua favorecendo a queda da moeda. ''A liquidez está muito alta. O Brasil continua registrando superávits em todas as áreas. As economias internacionais, que viviam sob o temor de uma desaceleração, continuam crescendo, como a China, por exemplo'', avalia.

Fluxo
O fluxo cambial de junho ficou positivo em US$ 16,561 bilhões, segundo o Banco Central. O valor é recorde da série histórica do BC. No primeiro semestre, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 51,627 bilhões. O valor já supera o fluxo positivo de US$ 37,270 bilhões ocorrido em todo o ano passado. O resultado de 2006 já havia sido recorde para anos fechados.


Juros futuros
O mercado futuro de juros encerrou o dia em queda. O contrato para janeiro de 2008 projetou juro de 10,91%, contra 11,14% registrado terça. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada caiu de 10,69% para 10,68%. E no contrato de janeiro de 2010 a taxa negociada recuou de 10,73% para 10,70%.

Européias
As bolsas européias voltaram a fechar em queda, pelo segundo dia seguido, com os papéis das exportadoras abatidos pela forte depreciação do dólar e do setor financeiro atingidos por preocupações com a saúde do setor de crédito imobiliário.

Índices
O índice FT-100, de Londres, fechou em queda de 0,24% em 6.615,10 pontos; o índice CAC-40, de Paris, terminou o dia em baixa de 0,30%, em 6.001,09 pontos; e o Xetra-DAX, de Frankfurt recuou 0,83% e terminou em 7.898,54 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 fechou em baixa de 0,39%, em 14.766,20 pontos. Em Lisboa, o PSI-20 fechou em queda de 0,49%, em 13.456,07 pontos.

Petróleo
Os preços do petróleo fecharam em leve queda ontem, depois do anúncio de alta nos estoques de gasolina nos Estados Unidos, que tranquilizaram os investidores em relação ao abastecimento do mercado americano. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet'' para entrega em agosto caiu 25 centavos, fechando a US$ 72,56. Terça-feira, a commodity chegou a US$ 73,10 durante a sessão, seu nível amis alto desde 25 de agosto. Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em agosto perdeu 96 centavos, fechando a US$ 75,44.

Previsões
A Economy.com, consultoria de análise macroeconômica ligada à agência de risco Moodys, elevou de 3,5% para 4,5% sua previsão do crescimento do Brasil neste ano, por causa da revisão dos números do PIB feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela performance do ritmo de atividade do País nos últimos meses.

Previsões 2
Em 2007, a consultoria prevê que o crescimento será de 5%. ''Para o próximo ano, esperamos que a economia entre num novo patamar de crescimento, sustentado por uma segunda rodada de reformas econômicas'', disse Alfredo Coutino, analista da Economy.com. ''O crescimento de 5% em 2008 será ancorado principalmente em fontes domésticas, e complementado por condições externas ainda positivas.''

Com agências

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