Nova mínima
A presença do Banco Central no mercado não impediu que o dólar renovasse sua cotação mínima dos últimos anos. O dólar recuou mais 0,26% e terminou as operações de ontem vendido a R$ 1,893, em seu mais baixo valor desde 20 de outubro de 2000.

Mau humor
O mau humor que marcou os negócios no mercado norte-americano, e que afetou a Bolsa de Valores de São Paulo, não deteve a queda do dólar. Operadores de mesas de câmbio estimaram em US$ 500 milhões o montante comprado ontem em leilão pelo BC - atuação insuficiente para segurar a moeda.

Depreciação
Na segunda-feira, quando o feriado da Revolução Constitucionalista fechou o mercado em São Paulo, o BC optou por não intervir no câmbio. Com o recuo de ontem, a moeda americana registra depreciação de 1,87% diante do real apenas neste mês.

Pregão
A volta do feriado não foi positiva para a Bovespa, que encerrou o pregão com baixa de 0,99%, na esteira do fraco desempenho de Wall Street. Perspectivas negativas para empresas dos EUA que vão divulgar resultados do segundo trimestre nos próximos dias desagradaram os investidores. O índice Dow Jones, o principal do mercado americano, teve queda de 1,09%. A Bolsa eletrônica Nasdaq caiu 1,16%.

Dados
O mercado imobiliário da maior economia do mundo também voltou a incomodar. E quem sofreu foram as ações de instituições financeiras: os papéis da Lehman Brothers recuaram 5,02%; Bear Stearns caiu 4,12%; e Goldman Sachs teve baixa de 2,79%.

Bernanke
O esperado discurso do presidente Fed (o banco central dos EUA), Ben Bernanke, não trouxe novidades em relação ao futuro da política monetária do país e acabou por ter pouco reflexo no mercado financeiro. A Bovespa operou em alta apenas nos primeiros negócios do dia. Depois, passou ao vermelho e não se recuperou mais. Na mínima, recuou 1,36%.

Valorização
Apesar das perdas de ontem, a Bolsa ainda computa valorização de 2,74% no mês. No ano, os ganhos totalizam 25,65%. Na sexta, o índice Ibovespa, que acompanha a oscilação das 59 ações mais negociadas, fechou em sua máxima pontuação histórica: 56.443 pontos.

Destaques
Dentre as perdas que deram o tom do mercado, houve alguns destaques de alta. A ação PN da Vivo, por exemplo, fechou com ganho de 3,01%. A alta da tele refletiu a notícia de que a espanhola Telefónica fez oferta à Portugal Telecom para comprar a parcela que os portugueses detêm na Vivo.


Juros futuros
O mercado futuro de juros encerrou o dia com tendência de alta. O contrato para janeiro de 2008 projetou juro de 11,14% anuais, mesmo patamar registrado na última terça-feira. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada subiu de 10,65% para 10,69%. E no contrato de janeiro de 2010 a taxa negociada avançou de 10,66% para 10,73%.

Européias
As bolsas européias fecharam na maior queda em um mês depois que a norte-americana Home Depot cortou sua previsão de lucro e o euro atingiu um novo recorde contra o dólar. O sentimento foi afetado pela abertura no vermelho das bolsas em Nova York, pressionadas pela fala do presidente do Fed, Ben Bernanke, que sustentou o euro.

Índices
Em Londres, o FTSE-100 perdeu 81,80 pontos (1,22%) e fechou em 6.630,90 pontos. Em Frankfurt, o Xetra-DAX caiu 112,63 pontos (1.39%) e fechou em 7.964,76 pontos. O CAC-40 da Bolsa de Paris fechou em queda de 85,44 pontos (1,40%), em 6.019,22 pontos. O IBEX-35 da Bolsa de Madri fechou em queda de 150,80 pontos (1,01%) em 14.823,90 pontos. Em Lisboa, o PSI-20 perdeu 17,41 pontos (0,13%) e fechou em 13.522,80 pontos.

Petróleo
Os preços do petróleo subiram novamente ontem, alcançando o patamar mais elevado dos últimos 11 meses, sustentado por um aumento das tensões geopolíticas e dos temores sobre o nível da oferta de gasolina nos Estados Unidos. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de 'light sweet' para entrega em agosto subiu 62 centavos, encerrando o dia a US$ 72,81 mas chegou a US$ 73,10 durante a sessão, seu valor mais alto desde 25 de agosto.


Petróleo 2
Em Londres, o preço do barril de Brent do Mar do Norte para entrega em agosto subiu até US$ 76,64 durante a sessão, um patamar que não era alcançado desde o dia 10 de agosto de 2006, fechando também em alta de 62 centavos, a 76,40 dólares. ''O petróleo está se tornando uma categoria de ativos em si mesmo e atrai compras especulativas'', afirmou Mike Fitzpatrick, analista da Man Financial.

Com agências

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