Poucos negócios
O dólar comercial encerrou a segunda-feira cotado no menor valor desde outubro de 2000. Em um dia com poucos negócios por conta do feriado no Estado de São Paulo (Revolução Constitucionalista de 1932), o dólar fechou em baixa de 0,26%, cotado a R$ 1,898 para venda. A última vez que a moeda norte-americana fechou abaixo de R$ 1,90 foi em 20 de outubro de 2000, a R$ 1,896.
Neste ano, o dólar só operou abaixo de R$ 1,90 no dia 20 de junho, quando a moeda chegou a ser negociada a R$ 1,897, mas encerrou o pregão cotada a R$ 1,93. A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+ (JP Morgan), marcou os 148 pontos às 16h20, em alta de 1,36%.

Revolução
A comemoração da Revolução Constitucionalista deixou o mercado de câmbio sem as suas principais referências, uma vez que a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) e os principais bancos não abriram. Além disso, o mercado trabalhou sem a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Acumulado
Na última semana, o dólar já havia acumulado perda de 1,35% e encerrou a sexta-feira cotado a R$ 1,903 para venda - menor patamar do ano, até então. Alguns analistas apostavam que o dólar poderia testar a barreira de R$ 1,90 ainda na semana passada.

Análise
Profissionais do mercado apontam que o movimento de queda do dólar é influenciado pelos bons indicadores da economia brasileira, como o superávit comercial em alta, o risco-país em queda e o aumento do fluxo de capitais estrangeiros no Brasil.

Balança
Um dos fatores que tem contribuído para a depreciação da moeda norte-americana frente ao real é o bom resultado conquistado pela balança comercial brasileira. Ontem, o Ministério do Desenvolvimento anunciou um superávit comercial de US$ 927 milhões na primeira semana de julho. Esse resultado contribuiu para o superávit comercial acumulado no ano, que está em US$ 21,589 bilhões, um crescimento de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 21,238 bilhões).

Focus
Os analistas do mercado financeiro realizaram na semana passada pequenos ajustes nas expectativas para inflação e crescimento da economia. A projeção para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é o índice utilizado pelo governo no sistema de metas de inflação, passou de 3,64% para 3,68%. É o terceiro ajuste para cima consecutivo, segundo o boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central.

Meta
A projeção está dentro da meta, que é um IPCA de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos para cima ou para baixo. Para o ano que vem, o mercado financeiro aposta em um IPCA de 4%. O BC leva em conta o comportamento da inflação não só deste ano, mas também a do ano que vem, para definir a sua política de corte de juros. A taxa Selic está em 12% ao ano. Até o final do ano, os analistas esperam que a taxa Selic chegue a 10,75%, mesma previsão da semana anterior.

Mais indicadores
A expectativa para o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) foi reduzida 3,51% para 3,50%. Já a do IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado) ficou estável em 3,49%.

PIB
A expectativa em relação ao crescimento da economia passou de 4,34% para 4,33% e subiu de 4,10% para 4,14% para 2008. A previsão para o crescimento da produção industrial foi ajustada de 4,30% para 4,35% para 2007. Para o próximo ano, a projeção foi mantida em 4,50%.

Superávit
A projeção para o superávit da balança comercial, que é o saldo positivo entre exportações e importações, sofreu uma leve correção, passando de US$ 42,20 bilhões para US$ 42,60 bilhões. Os analistas esperam ainda que o dólar esteja cotado a R$ 1,92 em dezembro.



Européias
As principais bolsas européias fecharam em alta ontem, impulsionadas pelos ganhos de companhias mineradoras, incluindo a Antofagasta, e notícias de fusões e aquisições: as ações do grupo holandês de alimentos para bebês Numico subiram mais 10% com os investidores especulando sobre uma possível oferta da francesa Danone.


Européias 2
A abertura positiva de Wall Street proporcionou um suporte adicional aos mercados europeus, antes do início da temporada de balanços do segundo trimestre, que começa efetivamente nesta segunda-feira, depois do fechamento do mercado, com a divulgação dos resultados da gigante produtora de alumínio Alcoa. ''O sentimento é que o mercado está buscando uma direção dos EUA'', disse Mike Lenhoff, estrategista-chefe da Brewin Dolphin Securities. ''Se o resultado da Alcoa for bom, o mercado vai voar'', acrescentou.

Índices
Em Londres, o índice FT-100 subiu 22,60 pontos (0,34%) e fechou com 6.712,7 pontos; em Paris, o índice CAC-40 avançou 1,97 ponto (0,03%) e fechou com 6.104,66 pontos; e, em Frankfurt, o índice Dax-30 subiu 29,07 pontos (0,36%) e fechou com 8.077,39 pontos. O índice Ibex-35, da Bolsa de Madri caiu 83,60 pontos (0,56%) e fechou com 14.974,70 pontos; em Milão, o índice S&P/MIB subiu 266 pontos (0,63%) e fechou com 42.545 pontos; e, em Lisboa, o índice PSI-20 avançou 48,90 pontos (0,36%) e fechou com 13.540,21 pontos.

Petróleo
As cotações do petróleo atingiram novas máximas ontem desde agosto de 2006 em Nova Iorque e Londres, a US$ 73 e US$ 76,24 respectivamente, num mercado preocupado com o abastecimento de gasolina nos Estados Unidos e a violência na Nigéria. Em Nova York, o barril de ''light sweet'' para entrega na mesma data subiu a US$ 73, seu valor mais alto desde 25 de agosto de 2006. O barril de Brent do Mar do Norte para entrega em agosto atingiu os US$ 76,24, um patamar não alcançado desde 10 de agosto de 2006.

Tóquio
O índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio fechou ontem em seu maior nível de pontos em sete anos. Esse resultado foi uma combinação de um número de encomendas de maquinários muito maior do que o esperado e da alta dos preços do petróleo, o que elevou os preços dos papéis relacionados à energia, bem como os de equipamentos de precisão. Em seu melhor fechamento desde maio de 2000, o principal índice da Bolsa subiu 121,04 pontos (0,7%) e fechou aos 18.261,98 pontos, depois de uma queda de 80,54 pontos na sexta-feira.

Com agências

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