Novo recorde
  A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a bater recorde no pregão de ontem. Depois de começar o dia negativo, o Ibovespa (principal índice da Bovespa) se recuperou e fechou em alta de 0,42%, aos 55.932 pontos, puxado por indicadores externos. O volume financeiro ficou em R$ 4,42
bilhões.

Poucos negócios
  Após um dia com poucos negócios por conta da ausência de pregão nos Estados Unidos na quarta-feira (Dia da Independência), o pregão brasileiro começou as operações em queda, seguindo a tendência das Bolsas americanas. No entanto, ao longo do dia, as Bolsas se recuperaram e fecharam próximas da estabilidade nos EUA.

Serviços
  De acordo com o analista da corretora Solidus, Christian Klemt, o indicador do ISM (sigla em inglês para Instituto de Gestão de Oferta) divulgado ontem sobre a atividade do setor de serviços nos EUA veio acima do esperado e contribuiu para a recuperação dos negócios.

Petróleo
  Além disso, Klemt afirma que os dados sobre o estoque de petróleo também contribuíram para a alta. ‘‘Enquanto o mercado esperava uma redução de até 500 mil barris nos estoques de petróleo dos EUA, houve um aumento de 3,1 milhões de barris. Isso contribuiu para reduzir o ritmo de alta do produto e tranqüilizar o mercado’’, avalia.

Relatório
  O relatório semanal do departamento americano de Energia (DoE) publicado na manhã de ontem, informou que na semana encerrada em 29 de junho, as reservas de gasolina aumentaram 1,8 milhão de barris, a 204,4 milhões de barris. Já as reservas de petróleo cru subiram 3,1 milhões, a 354 milhões de barris.

Cotação
  Os preços do petróleo, que opera a seu mais alto nível dos últimos dez meses, encerraram o dia em alta. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ‘‘light sweet’’ para entrega em agosto ganhou 40 centavos, fechando a US$ 71,81. Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em agosto subiu 1,70 dólar, a US$ 74,75 dólares, no Intercontinental Exchange.

Análise
  Sobre o novo recorde alcançado pela Bovespa, Klemt afirma que não existe mais um motivo específico para essas altas. ‘‘O cenário interno continua muito bom, com os indicadores econômicos bastante positivos. Além disso, o cenário externo ainda apresenta um quadro favorável’’, explica o analista.

Câmbio
  O dólar comercial fechou em alta de 0,2%, cotado a R$ 1,915 para venda, nos últimos negócios de ontem. O Banco Central entrou no mercado no final do pregão e comprou moeda a R$ 1,9153 (taxa de corte). Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,03 (venda), alta de 0,99%.

Risco
A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+ (JP Morgan), marcou os 148 pontos às 16h32, em queda de 2,63%.

Pressão
  Segundo o analista de câmbio da corretora Fair, Ideaki Iha, os negócios com dólar foram direcionados pelos indicadores externos. ‘‘Houve certa pressão por conta da preocupação dos mercados mundiais com os juros nos países europeus, Estados Unidos e China. Junto a isso, os indicadores americanos ajudaram a pressionar a moeda’’, avalia.

Juros futuros
  O mercado futuro de juros encerrou o dia sem rumo definido. O contrato para janeiro de 2008 projetou juro de 11,18% anuais, contra 11,20%, quarta. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada caiu de 10,75% para 10,74%. E no contrato de janeiro de 2010 a taxa negociada subiu de 10,77% para 10,78%.

Européias
  As bolsas européias fecharam em queda pela primeira vez em três dias, pressionadas pelas preocupações de que os bancos centrais continuarão a elevar os juros. O Banco da Inglaterra anunciou o aumento das taxas em 25 pontos-base, enquanto o Banco Central Europeu manteve os juros inalterados, mas sinalizou que poderá elevar as taxas em breve.

Índices
  Em Londres, o FTSE-100 fechou em queda de 3790 pontos (0,57%), em 6.635,20 pontos. Na bolsa de Paris, o CAC-40 caiu 38,55 pontos (0,63%) e fechou em 6.059,53 pontos. Em Frankfurt, o Xetra-DAX fechou em queda de 88,13 pontos (1,09%), em 7.987,13 pontos. Na bolsa de Madri, o Ibex-35 perdeu 82,30 pontos (0,55%) e fechou em 14.907,40 pontos. Em Lisboa, o PSI-20 fechou em queda de 76,50 pontos (0,57%), em 13.414,99 pontos.
(Com agências)

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