MERCADO FINANCEIRO
Recorde
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou o segundo recorde consecutivo ontem. O Ibovespa (principal índice do pregão brasileiro) fechou em alta de 0,59%, aos 55.699 pontos, puxado pelas altas nas Bolsas americanas, que tiveram uma sessão mais curta por conta do feriado de hoje nos EUA (Dia da Independência). O volume financeiro foi de R$ 3,72 bilhões.
Seguindo altas
Sem indicadores internos, o pregão brasileiro voltou a seguir as altas verificadas nas Bolsas americanas, animadas por novas notícias de fusões e aquisições. Além disso, os investidores deixaram de lado a queda de 3,5% nas vendas pendentes de casas em maio - segundo dados divulgados ontem pela Associação Nacional dos Corretores - e se concentraram na queda de 0,5% nos pedidos às fábricas americanas em maio - a expectativa dos analistas era de que a queda tivesse sido maior, de 1,2%.
Tendência
De acordo com o analista da corretora Alpes, Expedito Araújo, o mercado brasileiro também já vinha com tendência de alta. ''Acredito que até o fim da semana a Bolsa brasileira pode testar a casa dos 57 mil pontos'', afirma. Ainda segundo ele, a tendência para hoje, com as Bolsas americanas fechadas, é de um volume menor de negócios. ''O cenário deverá ser parecido com o verificado hoje (ontem), com alta moderada'', avalia.
Câmbio
O dólar comercial foi cotado a R$ 1,911 para venda, em queda de 0,31%, nos últimos negócios de ontem. O Banco Central entrou no mercado no final do pregão e comprou moeda a R$ 1,9151 (taxa de corte). Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,02 (venda), estável. A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+ (JP Morgan), marcou os 152 pontos às 16h40, em queda de 3,79%.
Influências
De acordo com João Medeiros, diretor de câmbio da corretora Pionner, o movimento de queda do dólar é influenciado pelos bons indicadores da economia brasileira. ''Com o superávit comercial em alta, o risco-país caindo e os indicadores positivos da economia, o dólar tende a permanecer em queda'', afirma. Ainda segundo ele, não fosse os problemas dos ''hedge funds'' (fundos de investimento agressivos) afetados pelo setor imobiliário americano, o dólar já estaria abaixo de R$ 1,90
Juros futuros
O mercado futuro de juros encerrou o dia em leva alta. O contrato para janeiro de 2008 projetou juro de 11,16% anuais, contra 11,15%, segunda. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada subiu de 10,61% para 10,63%. E no contrato de janeiro de 2010 a taxa negociada subiu de 10,59% para 10,63%.
Nos EUA
As Bolsas americanas fecharam em alta ontem, em uma sessão encerrada mais cedo, com a expectativa pelo feriado do Dia da Independência hoje. A Bolsa de Valores de Nova York fechou em alta, com ganhos de 0,31% no índice Dow Jones Industrial Average (DJIA), que ficou com 13.577,30 pontos, e de 0,36% no S&P 500, que fechou com 1.524,87 pontos. A Bolsa Nasdaq subiu 0,48%, para 2.644,95 pontos.
Kraft Foods
A oferta de US$ 7,2 bilhões da Kraft Foods pela divisão de biscoitos da francesa Danone animou os investidores. Também entre as aquisições que ficaram entre os alvos das atenções dos investidores ontem estiveram a da mineradora canadense Aur Resources, que recebeu uma oferta de US$ 3,87 bilhões, da também canadense Teck Cominco.
Treasuries
Os ''treasuries'' (títulos do governo americano) de 10 anos fecharam o dia com rendimento de 5,05%, depois de terem chegado a recuar para 4,99% na segunda-feira. Nesta sexta-feira o Departamento do Trabalho deve divulgar o número de empregos criados em junho e a taxa de desemprego referente ao mesmo mês.
Européias
As bolsas européias fecharam em alta na esteira dos ganhos de segunda-feira e ontem nos mercados norte-americanos. ''Eu acredito que o mercado europeu só está reagindo ao fortalecimento dos Estados Unidos. O cenário para o crescimento global é muito positivo, os juros dos bônus voltaram a cair e as preocupações com o terrorismo estão desaparecendo'', afirmou Bernard McAlinden, estrategista da NCB Stockbrokers.
Índices
Em Londres, o FTSE-100 fechou em alta de 49,20 pontos (0,75%), aos 6.639,80 pontos. O Xetra-DAX da Bolsa de Frankfurt subiu 92,44 pontos (1,16%) e fechou em 8.050,68 pontos. Na Bolsa de Paris, o CAC-40 fechou em alta de 42,89 pontos (0,71%), aos 6.069,84 pontos. O Ibex-35 da bolsa de Madri subiu 64,70 pontos (0,44%) e fechou em 14.869,40 pontos. Já a Bolsa de Lisboa encerrou no vermelho, na contramão dos demais mercados europeus. O PSI perdeu 26,01 pontos (-0,19%) e fechou em 13.379,33 pontos.
Petróleo
Os preços do petróleo terminaram novamente em alta ontem em Nova York, na véspera do feriado nacional dos Estados Unidos, que marca o pico de consumo de combustíveis devido às viagens de carro. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ''light sweet'' para entrega em agosto subiu 32 centavos, fechando a 71,41 dólares. No IntercontinentalExchange (ICE) de Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em agosto fechou em alta de 30 centavos, a 72,93 dólares, mas chegou a 73,10 dólares pela primeira vez desde agosto de 2006.
Com agências





