Dia de valorização
  A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou com valorização de 1,8%, aos 55.371 pontos, ontem, puxada pelas altas nas Bolsas americanas. Com esse resultado, o Ibovespa (principal índice do pregão brasileiro) registra um novo recorde - antes, o recorde era de 54.730 pontos, em 18 de junho. O volume financeiro foi de R$ 3,83 bilhões.

Devagar
  De acordo com o diretor do mercado de ações da corretora Manchester, Adolir Rossi, o pregão brasileiro começou devagar, mas foi impulsionado pela divulgação da balança comercial brasileira do semestre - superávit de R$ 20,662 bilhões - e, principalmente, pelas Bolsas americanas, que subiram com as notícias de fusões e aquisições e com a divulgação de um índice positivo referente ao setor manufatureiro.

Índice
  O instituto ISM (sigla em inglês para Instituto de Gestão de Oferta) informou ontem que seu índice de atividade para o setor manufatureiro ficou em 56 pontos em junho, depois de registrar 55 em maio - leituras acima de 50 pontos indicam expansão do setor.

Pressão
  Ainda segundo Rossi, existe uma ‘‘pressão interna compradora’’ no mercado brasileiro. ‘‘No começo do mês os investidores e os fundos se posicionam para a compra de ações. Nesse período, ninguém quer vender suas posições’’, afirma. Rossi diz ainda que os 55 mil pontos eram uma barreira ‘‘psicológica’’. ‘‘Agora que rompemos essa barreira, não acredito que haverá grandes realizações nessa semana ‘‘morna’. Por isso, a Bovespa deve se manter nesse patamar’’, avalia.

Destaques
  Entre as ações, o destaque ficou por conta dos papéis da rede de farmácias Drogasil, que subiram 11,3% impulsionadas pela oferta pública. O papel fechou o dia negociado a R$ 18,70.

Câmbio
  O dólar comercial foi cotado a R$ 1,917 para venda, em queda de 0,62%, nos últimos negócios de ontem. O Banco Central entrou no mercado no final do pregão e comprou moeda a R$ 1,9165 (taxa de corte). Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,020 (venda), em baixa de 0,98%.
A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+ (JP Morgan), marcou os 157 pontos, em queda de 2,48%.

Juros futuros
  O mercado futuro de juros encerrou o dia sem rumo definido. O contrato para janeiro de 2008 projetou juro de 11,15% anuais, estável. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada subiu de 10,60% para 10,61%. E no contrato de janeiro de 2010 a taxa negociada retraiu de 10,61% para 10,59%.

Preços
  Os preços ao consumidor tiveram aumento médio de 0,42% no mês de junho. A taxa apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) é 0,02 ponto percentual superior à registrada na semana anterior (0,40%). Dados divulgados ontem pela Fundação Getúlio Vargas mostram que os alimentos subiram 1,02%, após terem avançado 0,86% no último levantamento, e contribuíram para a aceleração. Em movimento oposto, o grupo habitação recuou de 0,41% para 0,29% e conteve a elevação. Para o coordenador do IPC Brasil, André Braz, o resultado aponta pra uma inflação que segue um ‘‘ritmo comportado’’.

Consignado
  Aposentados e pensionistas do INSS já podem fazer empréstimo com desconto em folha na rede bancária com juros menores. É que entrou em vigor a Resolução nº 1.287, assinada pelo ministro da Previdência Social, Luiz Marinho, recomendando o novo teto de 2,64% ao mês, aprovado, no último dia 27 de junho, pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS). Este teto vale também para financiamento e arrendamento mercantil inclusive se as operações foram realizadas por meio de cartão de crédito.

Teto
  O CNPS aprovou a redução do teto dos juros dos empréstimos consignados pela segunda vez este ano. A taxa caiu de 2,72% para 2,64% ao mês, o que equivale a 36,66% ao ano. O novo teto dos juros do empréstimo consignado acompanha a redução da taxa básica de juros (Selic), determinada pelo Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central, que passou de 13% para 12% ao ano, entre fevereiro de 2007 e o último dia 6 de junho.

Européias
  As bolsas européias fecharam em queda, no primeiro pregão do terceiro trimestre, com as ações das companhias aéreas e das montadoras pressionadas pela alta do petróleo, que se manteve próximo de US$ 70 o barril durante a manhã. A elevação ao nível máximo do alerta de terrorismo no Reino Unido no domingo igualmente pesou entre os papéis das empresas aéreas e contribuiu para manter os mercados em baixa, apesar dos ganhos em Wall Street.

Índices
  O índice FT-100, de Londres, fechou em queda de 0,26% em 6.590,60 pontos; o índice Xetra-DAX, de Frankfurt, terminou em baixa de 0,61% em 7.958,24 pontos; e o CAC-40, de Paris, recuava 0,46% no fechamento, para 6.026,95 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 fechou em queda de 0,59%, em 14804,70 pontos; em Lisboa, o índice PSI-20 terminou a sessão em alta de 0,15%, aos 13.405,34 pontos.
(Com agências)

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