MERCADO FINANCEIRO
Melhora do humor
A Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em alta de 0,45%, aos 54.392 pontos ontem. No mês, a Bolsa acumula valorização de 4,06%. A decisão do Federal Reserve (banco central dos EUA) melhorou o humor do mercado e ''garantiu'' o fechamento no azul no término do semestre. O volume financeiro foi de R$ 3,95 bilhões.
Consumidor
Na quinta-feira, o Fed aliviou parte das preocupações com uma possível elevação dos juros básicos dos EUA ainda neste ano. E ontem, um indicador econômico contribuiu para fechar o semestre em território positivo: o PCE, índice de preços ao consumidor, apontou inflação de 0,5% em maio. O chamado ''núcleo'' do PCE, que desconsidera os preços de energia e alimentos, teve variação de 0,1%, abaixo do esperado.
Nuvem
A inflação é hoje a principal ''nuvem sombria'' sobre o teto das Bolsas, com os investidores temerosos de uma onda global de aperto da política monetária.
Emergentes
No semestre, a Bovespa teve uma valorização de 22,30%. Em relatório distribuído ontem, o banco americano Merrill Lynch avaliou que os mercados de economias emergentes tiveram o maior retorno desde 1999. A equipe de analistas da instituição financeira chama a atenção para a entrada de grandes investidores domésticos nas Bolsas.
Análise
''As informações sobre o fluxo de recursos para economias emergentes ainda é parcial, mas evidências esparsas sugerem que os investidores locais desses mercados se tornaram mais ativos nas Bolsas domésticos, (principalmente Brasil, México, Coréia do Sul e, claro, a China)'', avalia a equipe de analistas, para acrescentar: ''está é uma tendência a ser observada no segundo semestre''.
Câmbio
O dólar comercial foi cotado a R$ 1,929 para venda, em alta de 0,41%, nos últimos negócios de ontem. O Banco Central adiantou o horário do leilão regular de compra e adquiriu moeda a R$ 1,9345 (taxa de corte). No acumulado deste mês, o dólar teve valorização de apenas 0,21%, revertendo, ainda que forma modesta, a tendência predominante de queda dos últimos meses.
Turbulência
O mercado ficou mais turbulento nos últimos dez dias, quando analistas apontaram temor com a reunião do Federal Reserve (banco central dos EUA), nesta semana. A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+ (JP Morgan), bateu os 161 pontos, com acréscimo de 5,92%. Entre quinta-feira e ontem, a volatilidade dos negócios foi provocada pela tradicional disputa entre ''comprados'' e ''vendidos'' no mercado de câmbio.
Taxa média
No último dia útil do mês forma-se a Ptax (taxa média), que serve de referência para a liquidação financeira de uma série de contratos negociados no mercado futuro. Esses contratos ''travam'' um preço para a moeda americana, com meses de antecedência, de modo que uma das pontas assume o compromisso de comprar ou vender dólar por uma determinada cotação. Dessa forma, quando se aproxima a data de vencimento, investidores que detém esses contratos buscam influenciar a formação da Ptax conforme ganhem com a alta ou a baixa das taxas.
Juros futuros
O mercado futuro de juros retraiu na última jornada do semestre. O contrato para janeiro de 2008 projetou juro de 11,15% ante 11,16% quinta. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada caiu de 10,63% para 10,60%. E no contrato de janeiro de 2010 a taxa negociada retraiu de 10,64% para 10,61%.
Wall Street
As Bolsas em Nova York fecharam em baixa, com o petróleo de volta ao território dos US$ 70 o barril e com a cautela dos investidores, que já começaram a reduzir seus negócios com a proximidade do feriado de 4 de julho - Dia da Independência dos EUA. A Bolsa de Valores de Nova York fechou em baixa de 0,10%, no índice Dow Jones Industrial Average (DJIA), que ficou com 13.408,62 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 0,16% e fechou com 1.503,35 pontos. A Bolsa Nasdaq encerrou o dia em queda de 0,20% e ficou com 2.603,23 pontos.
Apple
No mercado de ações, os papéis da Apple tiveram alta, com a espera dos investidores pelos resultados das vendas do iPhone, que começou a ser vendido nos EUA ontem.
Confiança
O ICI (Índice de Confiança da Indústria) teve queda de 0,6% neste mês, recuando para 117,5 pontos, contra 118,2 de maio, segundo o relatório ''Sondagem da Indústria de Transformação'', divulgado ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Apesar da diminuição da confiança em relação ao mês anterior, o índice manteve-se em patamar elevado, sendo o sexto maior da série histórica iniciada em abril de 1995.
Confiança 2
Na comparação com junho do ano passado, o ICI avançou 13,2% - menor que a de 15,9% registrada em maio, na mesma base de comparação. Entre maio e junho, o Índice da Situação Atual ficou praticamente inalterado, ao passar de 122,6 pontos para 122,3. Já o Índice de Expectativas recuou, de 113,7 pontos para 112,8. Em 12 meses, esses dois índices avançaram 22,1% e 5,1% respectivamente.
Com agências





