MERCADO FINANCEIRO
Alta modesta
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou com alta modesta de 0,01%, aos 54.146 pontos, ontem. O Federal Reserve (banco central dos EUA) manteve os juros básicos em 5,25%, como esperado, e divulgou um comunicado ''moderadamente otimista''. O volume financeiro foi de R$ 3,9 bilhões.
Sem surpresa
O Fed não surpreendeu o mercado e manteve os juros primários em 5,25%. O seu comunicado pós-reunião, a principal fonte de preocupações de investidores e analistas, também não assustou: a autoridade monetária mostrou até um relativo otimismo com o risco de inflação.
Inflação
''Obviamente, a tônica (do comunicado) não mudou: a inflação continua sendo a principal preocupação. No entanto, eles admitiram que houve uma melhora dos índices de preços nos últimos meses, mas que ainda é muito pouco para tirar do foco'', afirma Newton Rosa, economista-chefe da Sul América Investimentos.
Reforço
Para Newton Rosa, o Fed reforçou as expectativas de que os juros básicos serão mantidos em 5,25% até o final do ano, mesmo opinião do economista-chefe do banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves.
Atenção
O economista chama a atenção para a ênfase da autoridade monetária no ritmo de crescimento econômico. Em maio, os integrantes do Fed escreveram que ''o crescimento econômico desacelerou'', e em junho, anotaram que ''o crescimento econômico parece ter sido moderado''. Ele interpreta: ''do ponto de vista da atividade, a mesma é ligeiramente mais forte'' e avalia: ''o recado é que, na melhor das hipóteses, a FFR (taxa básica de juros) não cai tão cedo''.
Empresas
O grupo São Martinho, um dos maiores produtores nacionais de álcool e açúcar, registrou lucro de R$ 64 milhões relativo ao ano fiscal de 2007. O número representa uma queda de 24,8% sobre os resultados relativos ao ano anterior e sofreu impacto, segundo a empresa, das despesas com a abertura de capital (R$ 16 milhões) e a redução do volume vendido. A ação ordinária da empresa valorizou 1,36%, a R$ 20,80.
Câmbio
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,921 para venda, em baixa de 1,18%. A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+ (JP Morgan), marcou 152 pontos, em retração de 1,93% sobre a pontuação final de quarta-feira. A retração foi a maior em um mês.
Opções
Profissionais de mercado comentam que pelo menos dois fatores atuaram para elevar o nível habitual de volatilidade dos negócios: a espera pela decisão do Federal Reserve (banco central dos EUA), que costuma enxugar o volume de operações; segundo, o fato de ser véspera do vencimento de contratos futuros de dólar e opções na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).
Ptax
Esses contratos financeiros são liquidados pelo valor da Ptax (taxa média de câmbio) calculada no último dia útil do mês. Na véspera, investidores que detém esses contratos costumam entrar no mercado à vista para influenciar a formação dessa taxa conforme ganhem com a alta ou a baixa das cotações.
Juros futuros
O mercado futuro de juros voltou a recuar, após a decisão do Federal Reserve. O contrato para janeiro de 2008 projetou juro de 11,16% ante 11,18% quarta. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada cede de 10,66% para 10,65%. E no contrato de janeiro de 2010 a taxa negociada retraiu de 10,67% para 10,66%.
IGP-M
A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) foi de 0,26% em junho, ante taxa de 0,04% em maio. O resultado, anunciado ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,20% e 0,38%.
Indicadores
A FGV anunciou os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-M. O Índice de Preços por Atacado (IPA), que representa 60% do total, teve elevação de 0,01% em junho, ante queda de 0,09% em maio. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem participação de 30% na formação da taxa do IGP-M, apresentou alta de 0,35% em junho, ante aumento de 0,20% em maio. Já o Índice Nacional de Custos de Construção (INCC), que representa 10% do IGP-M, registrou avanço de 1,67% em junho, ante alta de 0,55% em maio.
Acumulado
No primeiro semestre do ano, a inflação acumulada pelo IGP-M é de 1,46%. No período de 12 meses, o índice registra variação de 3,89%. O período de coleta de preços para cálculo do IGP-M de junho foi do dia 21 de maio a 20 de junho.
Com agências





