Câmbio
  O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,944 para venda, em queda de 0,56%, nas últimas operações de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado a R$ 2,060 (valor de venda), estável. O Banco Central entrou no mercado e comprou moeda a R$ 1,944 (taxa de corte). A taxa de risco-país, medido pelo indicador Embi+ (JP Morgan), marcou 156 pontos, sem variação sobre a pontuação final de terça-feira. No fechamento, a Bovespa operava em alta de 0,19%

Juros futuros
  O mercado futuro de juros cedeu, acompanhando a oscilação. O contrato para janeiro de 2008 projetou juro de 11,18% ante 11,20% terça. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada recuou de 10,75% para 10,66%. E no contrato de janeiro de 2010 a taxa negociada cedeu de 10,78% para 10,67%.

Cartões
  As transações com cartões de crédito e débito bateram recorde histórico no mês de maio, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Foram 400 milhões de transações no mês passado, um crescimento de 16% sobre maio do ano passado. Ainda de acordo com a Abecs, trata-se da maior marca para um mês de maio e um dos maiores resultados mensais já registrados pela pesquisa da associação, somente perdendo para os meses de dezembro de 2005 e 2006 (Natal).

Volume
  Os consumidores movimentaram R$ 23,9 bilhões em compras em maio, um acréscimo de 20% sobre o mesmo mês em 2006, o que também representa um incremento de 7% sobre abril. O diretor de marketing da Abec, Antonio Rios, afirma que o desempenho do mês reflete o crescimento da base de cartões, em 396 milhões de ‘‘plásticos’’, um número 12% superior ao total registrado em maio de 2006.

Crédito
A maior parte desse total é de cartões de crédito, que movimentaram R$ 15 bilhões no mês passado. O segmento de cartões de débito, no entanto, teve um crescimento mais acelerado (26%), negociando R$ 6,6 bilhões. Os cartões de lojas e rede, por sua, tiveram um giro de R$ 2,3 bilhões, em um crescimento de 15% sobre maio do ano passado.

Gasto médio
  O gasto médio por cartão de crédito foi de R$ 177 em maio, praticamente igual ao valor registrado no mesmo mês do ano passado. Os consumidores gastaram mais com o cartão de débito: o gasto médio por plástico foi de R$ 34, um número 16% superior na comparação com maio do ano passado. Já no caso dos cartões de loja e rede, o gasto médio foi de R$ 20, um acréscimo de 1% sobre maio de 2006.

Contas nacionais
  As contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central) resultaram, no mês de maio, em superávit primário (diferença de receitas e despesas sem contar o pagamento dos juros da dívida) de R$ 4,8 bilhões. Em abril, o superávit foi de R$ 14,4 bilhões.

Explicações
  Segundo relatório divulgado ontem pela Secretaria do Tesouro Nacional, ‘‘a expressiva redução’’ no saldo das contas públicas reflete, em parte, a redução no resultado do Tesouro Nacional, que diminuiu suas receitas e aumentou as despesas. Outro fator que fez o superávit menor foi a elevação no déficit da Previdência, em conseqüência da elevação do valor do salário mínimo. A receita liquida total caiu de R$ 46,3 bilhões em abril para R$ 38,8 bilhões em maio. Já as despesas aumentaram de R$ 31,9 bilhões para R$ 33,4 bilhões.

Inadimplência
  A inadimplência das empresas do País cresceu 2,3% no acumulado de janeiro a maio deste ano, ante o mesmo período de 2006, segundo revelou o Indicador Serasa de Inadimplência. O levantamento apontou também que, entre maio e abril de 2007, o aumento foi de 9,6%.

Bancos
  A companhia de análise de crédito destacou que o crescimento da inadimplência nos cinco primeiros meses do ano foi impulsionado pela alta da participação das dívidas com os bancos, que pode ser explicado pelo forte incremento das contratações de operações de crédito. A valorização cambial também contribuiu para a elevação do indicador, ‘‘pois prejudicou a rentabilidade das empresas exportadoras e afetou aquelas que concorrem diretamente com os produtos importados’’.

Ranking
  Entre as modalidades pesquisadas, os títulos protestados apresentaram a maior participação, com 39,8% do total, ante a representatividade de 40,5% verificada de janeiro a maio do ano passado. O valor médio neste ano foi de R$ 1.434,28. A segunda colocação foi dos cheques sem fundos, com peso de 38,6% no indicador. O valor médio no acumulado deste ano foi de R$ 1.132,87. A menor participação, de 21,6%, ficou por conta das dívidas registradas com os bancos, num resultado superior à participação, de 19,8%, do mesmo período do ano passado. O valor médio ficou em R$ 4.100,91.

Petróleo
  Os preços do petróleo voltaram a subir ontem com o anúncio da baixa das reservas americanas de destilados. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de ‘‘light sweet’’ para entrega em agosto subiu US$ 1,20, fechando a US$ 68,97.

Com agências

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