MERCADO FINANCEIRO
Recuperação
As Bolsas se recuperaram ontem, mas os juros dos Treasuries (títulos do Tesouro norte-americano) seguiram em alta. Por volta das 17h38, o juro do T-Note 10 anos bateu a máxima de 5,20005%, e desacelerou. A expectativa dos traders era de que se a taxa superasse a resistência anterior de 5,174%, poderia buscar o patamar de 5,25%, o que não aconteceu.
Bovespa
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou com valorização de 1,16%, aos 54.656 pontos, ontem. As ações da Petrobras contribuíram para puxar o índice Ibovespa, estimuladas pela alta do barril de petróleo no mercado internacional. O volume financeiro continua forte: R$ 4,53 bilhões.
Petrobras
As ações preferenciais da Petrobras valorizaram 1%, sendo as mais negociadas do pregão (giro de R$ 371 milhões), apesar do informe negativo divulgado na quarta-feira, que apontou queda na produção. Analistas apontam que o papel foi beneficiado pela alta do barril de petróleo, que atingiu US$ 68,6 nesta jornada.
Outros
As maiores altas do dia foram registradas por Petróleo Ipiranga PN (+4,91%), seguida por Gerdau PN (+4,62%) e por Braskem PNA (+4,10%). Na outra ponta, Sabesp ON liderou as perdas, com -3,49%, seguida por Cosan ON (-3,41%) e por AmBev PN (-2,05%).
Câmbio
O dólar comercial foi cotado a R$ 1,916, em queda de 0,72%, nas últimas operações de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado a R$ 2,020 (valor de venda), em baixa de 0,49%. A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+ (JP Morgan), ficou estável nos 143 pontos.
Leilão
O Banco Central realizou um leilão de swap cambial para tentar renovar US$ 1,5 bilhão em títulos que venciam ontem. O mercado aceitou todos os contratos oferecidos pela autoridade monetária: com vencimento em outubro de 2007 (11.700 contratos), para fevereiro de 2008 (9.300), janeiro de 2009 (5.500) e para janeiro de 2010 (5.800).
Apreensão
O mercado dá mostra de estar apreensivo com a queda contínua das taxas, sem uma intervenção maior do BC. ''Hoje houve rumores no mercado de que o Banco Central iria entrar comprando mais de US$ 1 bilhão, o que realmente poderia afetar a cotação, mas não foi isso que ocorreu'', relata Oswaldo Medeiros, da mesa de câmbio da corretora Bancom.
Juros futuros
O mercado futuro de juros fechou em baixa na maioria de seus contratos mais negociados. O contrato para janeiro de 2008 apontou juro de 11,18% ante 11,19% na quarta-feira. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada caiu de 10,56% para 10,55%. O contrato de janeiro de 2010 foi a exceção: a taxa projetada subiu de 10,40% para 10,42%.
Previdência privada
A captação de recursos pelo mercado de previdência privada atingiu R$ 2,1 bilhões em abril deste ano. O valor é 41,38% superior ao R$ 1,48 bilhão registrado no mesmo mês de 2006. Nos primeiros quatro meses do ano, a captação de recursos do setor já acumula alta de 25%, saltando de R$ 6,458 bilhões até abril de 2006, para mais de R$ 8 bilhões em 2007.
VGBL
Os dados foram divulgados ontem pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) e indicam um forte crescimento do plano Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) - indicado para o investidor que não declara imposto de renda pelo modelo completo. Nessa categoria, o crescimento em abril foi de 48,39%, com uma captação de R$ 1,426 bilhão, frente os R$ 961,5 milhões registrados no mesmo mês de 2006. Já no acumulado do ano, os recursos da VGBL cresceram 34,58%, passando de R$ 4 bilhões entre janeiro e abril de 2006, para R$ 5,43 bilhões no mesmo período desse ano.
PGBL
Já o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) - produto ideal para quem declara imposto de renda, uma vez que permite deduzir até 12% do montante a ser pago à Receita federal-- teve uma captação de R$ 317,5 milhões, o que representa uma queda de 3,79% em relação a abril de 2006, quando o volume de novas contribuições chegou a R$ 330 milhões. No primeiro quadrimestre do ano, porém, esse modelo de plano acumula alta de 0,61%, com captação de R$ 1,431 bilhão, contra R$ 1,423 bilhão em 2006.
Destaque
Apesar dos bons resultados dos outros planos, o grande destaque do mês ficou por conta dos planos tradicionais - que garantem rendimento do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) mais taxa de juros de 6%. A captação dessa modalidade de planos cresceu 84,69% entre abril de 2006 e abril de 2007, passando de R$ 192,6 milhões para R$ 355,9 milhões no período. Nos quatro primeiros meses do ano, a captação dos planos tradicionais cresceu 22,26%, alcançado o patamar de R$ 1,212 bilhão até abril de 2007, contra R$ 991,6 milhões captados no mesmo período de 2006.
Ranking
A Bradesco Vida e Previdência lidera o ranking de captação em abril, com 38,51% do total, seguida pela Itaú (20,15%), Brasilprev (11,67%), Caixa Vida e Previdência (6,6%), Unibanco (5,23%), HSBC (4,46%), Santander (3,81%), Real Tokio Marine (2,49%), Safra Seguros (1,88%), Capemi (0,9%). As demais empresas somam 4,29% do total de captação no mês.
Com agências





