Dia morno
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em leve queda de 0,16%, aos 54.643 pontos, ontem. Sem indicadores econômicos mais relevantes, o pregão teve um dia morno, com alguma realização de lucros (venda de papéis valorizados para embolsar ganhos). O volume financeiro atingiu R$ 4,32 bilhões.

Notícias
Entre as principais notícias do dia, o governo americano divulgou números que tiveram repercussão modesta nas Bolsas americanas, principal referência externa do pregão brasileiro. O Departamento de Comércio dos EUA revelou que a construção de casas caiu 2,1% em maio, para um estoque anual de 1,474 milhão de unidades, em linha com as projeções do mercado.

Braskem
No front corporativo, a Braskem informou que vai converter 59.185 debêntures, em posse da Odebrecht, para ações preferenciais e ordinárias. Analistas de mercado salientam que a conversão vai aliviar a Braskem de encargos financeiros, estimados pela própria empresa em R$ 130 milhões anuais, devido à capitalização das debêntures. A ação preferencial teve perdas de 0,18%.

Flexibilidade
''A conversão dá a Braskem maior flexilibilidade para realizar seus investimentos, uma vez que não terá que fazer um expressivo desembolso de caixa para pagar seu acionista controlador'', avaliou a corretora SLW, em relatório aos clientes.

Vale
A Companhia Vale do Rio Doce comunicou que assinou contrato de longo prazo com a Emirates Steel Industries, o maior produtor de aços longos dos Emirados Árabes. O contrato prevê o fornecimento de 500 toneladas de pelota de minério de ferro durante sete anos, a partir de 2008. A ação preferencial recuou 3,03% no pregão de hoje.

Análise
''A notícia é positiva, uma vez que a Vale vem destinando boa parte de seu Capex para desenvolver novas plantas de pelotização, além de expandir capacidades em unidades já existentes'', afirmou Rodrigo Ferraz, analista da corretora Brascan.


Câmbio
O mercado de câmbio cotou o dólar comercial a R$ 1,906 para venda nas últimas operações de ontem, número praticamente estável (com leve queda de 0,05%) sobre a cotação final de ontem. O Banco Central adiantou o horário habitual de seu leilão de compra de moeda, em mais uma tentativa de tentar deter a derrocada das taxas de câmbio. O risco Brasil subiu para 141 pontos-base.

Piso
Profissionais de corretoras acreditam que os bancos devem testar o ''piso'' de R$ 1,90 ainda nesta semana, mas que existe apreensão. Na segunda-feira, o preço da moeda americana oscilou entre a mínima de R$ 1,900 e a máxima de R$ 1,914. ''O BC tem uma tarefa inglória (deter a queda das cotações). Aqui na corretora costumamos dizer que é quase como enxugar gelo: o fluxo de dólar (para o país) continua muito forte'', avalia Reginaldo Galhardo, da mesa de câmbio da corretora Treviso.

Batalha
Galhardo compara o rompimento dos R$ 1,90 à ''batalha'' vista quando a taxa esteve para cair abaixo do patamar de R$ 2,00. ''Todo mundo ficou apreensivo com o que Banco Central poderia fazer. Ele (a autoridade monetária) variou o horário dos leilões de compra, fez operações de swap cambial, mas depois, aceitou (o novo patamar da taxa cambial)'', afirma.

'Força total'
Os participantes de mercado têm quase certo de que o BC pode voltar com ''força total'' aos negócios caso o preço da moeda americana chegue aos R$ 1,899. Como estratégia provável, a autoridade monetária deve aumentar o volume de compras diárias de dólares e o retorno das operações de ''swap cambial''. Em princípio, não se espera que o BC varie seu repertório além das estratégias conhecidas.

Juros futuros
O mercado futuro de juros encerrou os negócios estável. O contrato de janeiro de 2008 manteve a taxa de 11,17%. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada permaneceu em 10,48%, enquanto no contrato de janeiro de 2010 estabilizou em 10,32%.

Petróleo
A cotação do petróleo fechou estável ontem em Nova Iorque, sempre no nível mais alto como vem acontecendo há mais de nove meses, enquanto o mercado, perturbado com a ameaça de uma greve na Nigéria, aguarda a divulgação do nível dos estoques semanais de combustível nos Estados Unidos. No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do ''light sweet crude'' para venda em julho fechou em US$ 69,10.

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