MERCADO FINANCEIRO
Dia calmo
Profissionais de corretoras reportaram um mercado relativamente calmo ontem. A taxa cambial oscilou pouco, influenciada pela saída de investidores estrangeiros da Bolsa, após as perdas acentuadas de terça .O dólar comercial foi cotado a R$ 1,946 (valor de venda), em leve queda de 0,05%, nas últimas operações de ontem. O Banco Central adquiriu moeda a R$ 1,9445 (taxa de corte), em seu rotineiro leilão de compra. No fechamento dos negócios, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operava em alta de 2,42%.
Risco
A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi+ (JP Morgan), marcou 151 pontos, com forte alta de 4,13%. O indicador é afetado pelos juros dos bônus americanos, que dispararam na semana passada e atingiram o pico histórico de 5,2% terça.
Juros futuros
O mercado de juros futuros oscilou sem convicção. O contrato de janeiro de 2008 projetou taxa de 11,21%, ante 11,23% do dia anterior. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada subiu de 10,59% para 10,60%. Já no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada avançou de 10,46% para 10,49%.
Estrangeiros
O saldo de investimentos estrangeiros na Bovespa ficou negativo em R$ 1,647 bilhão até o dia 8 deste mês. Os estrangeiros compraram ações no montante de R$ 11,306 bilhões e venderam no total de R$ 12,954 bilhões. No acumulado deste ano, o saldo de investimentos por não-residentes ainda está positivo em R$ 297,182 milhões. Até o dia 8, o Ibovespa, principal indicador do mercado acionário, acumulava alta de 17,66% no ano.
After-market
O sistema after-market teve um volume financeiro histórico na segunda-feira, de R$ 36,498 milhões. O giro de recursos também se refletiu no montante de negócios, igualmente recorde, de 3.368 transações. Esses superaram as marcas de R$ 27,714 milhões em janeiro, e o recorde em giro de negócios , com 2.281 transações, registrado em março. O after-market, realizado normalmente das 17h30 às 19h, permite a negociação de ações no período noturno, após o horário regular, de forma eletrônica.
Nos EUA
As taxas de juros a longo prazo nos Estados Unidos alcançaram ontem o nível mais elevado em cinco anos, ilustrando a queda do mercado obrigatório, afetado por um crescimento mundial maior que o previsto e por temores de desinteresse de investidores estrangeiros pelos bônus.
Bônus
A taxa de rendimento do bônus do Tesouro de 10 anos subiu pela manhã para 5,32%, o nível mais alto desde abril de 2002, o que representa uma clara queda do mercado de bônus. O rendimento dos títulos evolui no sentido inverso de seus preços. Embora se mantenham a um nível historicamente baixo, o aumento das taxas dos bônus poderá afetar a economia, ao encarecer o custo do dinheiro, temem os analistas.
Referência
A taxa do bônus do Tesouro de 10 anos serve de referência para várias taxas hipotecárias. Sua alta pesa com isso no orçamento familiar, já que será preciso mais dinheiro para a compra da casa própria ou para aqueles que contraíram um empréstimo hipotecário a taxas variáveis.
Fator chave
O fator chave desta alta de taxas, segundo Marc Pado, analista do Cantor Fitzgerald, é a falta de interesse dos investidores estrangeiros pelos títulos americanos nas últimas semanas. A emissão de US$ 8 bilhões de bônus de 10 anos por parte do Tesouro americano na terça-feira, atraiu menos bancos centrais estrangeiros que de costume.
Análise
As nações em desenvolvimento buscam cada vez mais comprar outros ativos em vez de títulos, a fim de diversificar suas reservas em divisas e aumentar os lucros de seus investimentos, ressaltou Sal Guatieri, economista do BMO Capital Markets.
Petróleo
Os preços do petróleo fecharam em forte alta ontem depois da divulgação dos dados a respeito das reservas de gasolina nos Estados Unidos, que se mantiveram estáveis na semana passada, segundo o departamento de Energia. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do light sweet crude para entrega em julho subiu 91 centavos, fechando a US$ 66,26.
Tóquio
Os temores sobre uma possível alta nas taxas de juros continuam a afetar as ações de empresas do setor imobiliário e foram a principal razão para uma nova baixa no mercado japonês de ações. O índice Nikkei 225 caiu 28,14 pontos (-0,2%), encerrando o dia aos 17.732,77 pontos, depois de ter recuado 0,4% ontem. Mas o resultado foi amenizado pela queda do iene em relação ao dólar para o nível mais baixo em quatro anos e meio, o que provocou a alta das empresas do setor exportador durante o pregão.
China
O índice Xangai Composto subiu 2,6% e fechou em 4.176,48 pontos. Já o Shenzhen Composto ganhou 2,5% e fechou em 1.234,01 pontos. Os papéis de imobiliárias lideraram os ganhos, já que a moeda chinesa mais forte em relação ao dólar significa aumento no preço da terra e dos rendimentos corporativos.
Com agências





